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Lição 16 – Gestão de Banca

Gestao de BancaEis-nos chegados a uma das aulas mais esperadas do curso de apostas do Aposta Ganha. E esta é daquelas que é esperada não só pelos novos apostadores, mas também por aqueles que já apostam há mais tempo.

O tema “Gestão de Banca” tem sido, ao longo dos anos, um dos mais saudavelmente debatidos no fórum e no portal do Apostaganha e isso mostra bem a sua importância e também que há várias opiniões. Divergentes em alguns pontos, confluentes noutros tantos. Mas, como já dissemos várias vezes, apostar não é uma ciência e, como tal, é possível atingir o sucesso com duas estratégias bem diferentes e o mesmo se aplica ao fracasso.

Uma coisa parece ser consensual entre a grande maioria dos apostadores. Uma boa gestão de banca é o primeiro passo para o sucesso. O primeiro de vários, mas é importante começar a construir o sucesso pelas bases e não pelo telhado.

Uma vez mais, para falar sobre um tema que pode ser visto de formas distintas, decidimos recorrer à visão e à opinião de alguns utilizadores do fórum Aposta Ganha, com quem falamos sobre as estratégias que utilizam para gerir melhor a sua banca e para fazê-la crescer de forma sustentada.

Grande parte dos apostadores perdem dinheiro para as casas de apostas e essas perdas são, várias vezes, resultado de má gestão de banca. Muitas vezes, um apostador menos experiente tem tendência a pensar, quando ganha uma ou algumas apostas seguidas, que está a “roubar” dinheiro à casa, mas a verdade é que esses ganhos raramente fazem algum tipo de “comichão” às casas de apostas, que acabam muitas vezes por lucrar à custa dessa “sorte de principiante”. E porquê?  Porque a casa vê essas perdas como investimento a curto prazo. Normalmente o que sucede é que o novo apostador se vai sentir bafejado pela sorte, se deixará levar pelo que ganhou, ficará ganancioso e começará apostar com mais frequência e muitas vezes com valores ainda maiores do que aqueles com que se iniciou. Ora, como a sorte não dura para sempre, o tempo acabará por ditar perdas e, se o apostador não tiver uma boa gestão, acabará por incorrer em perdas totais, até pela pressa que muitas vezes existe de ir logo atrás do prejuízo com uma súbita vontade de recuperar.

Nesta aula 16 falamos com quatro membros do Aposta Ganha, recolhendo os principais pontos da visão de cada um no que concerne à gestão de uma banca. Os escolhidos foram o 3monkeys (essencialmente trader, ainda que seja um interessado também na área do punting), o josé.liton (melhor tipster do AG do ano de 2011 e reconhecido apostador em diversos desportos), o Ricardo Martins (que vive única e exclusivamente das apostas… e isso exige um controlo emocional e uma gestão de banca bem rigorosos) e o Dunadan (um dos mais sapientes utilizadores do fórum no que diz respeito aos príncipios por que um apostador se deve reger para atingir o sucesso).

“A banca é o bem mais precioso que um apostador pode ter e deve ser bem defendida”

Não podia começar de melhor forma a conversa que tivemos com o 3monkeys sobre gestão de banca. Foi precisamente com a frase chave que titula este capítulo da aula 16 que se iniciou a primeira resposta deste trader, que começou a olhar com mais curiosidade para as apostas punter com o passar do tempo. E prossegue o seu pensamento, reforçando aquilo que já dissemos no texto de abertura desta aula: “Quando as coisas correm bem qualquer gestão de banca parece boa, mas quando as sequências negativas aparecem as debilidades tornam-se evidentes. Assim sendo uma boa gestão será aquela que maximize os lucros e, quando as coisas correm mal, nos dê margem para recuperar”.

Tentamos então perceber que tipo de gestão faz o 3monkeys, sendo um trader e não punter, tentando perceber, comparativamente com os outros entrevistados, quais as principais diferenças. “A gestão de banca no meu caso é totalmente diferente de um punter, aliás o meu método nem sequer existe no punting. Eu uso «banca fixa». No punting, se as coisas correrem bem, podemos ir aumentando a nossa aposta. Ora no trading isso não funciona assim, pois estamos limitados à liquidez do mercado. Não nos podemos esquecer que no trading compramos (lay) e vendemos (back), portanto de que me vale fazer um lay de valores demasiado altos se depois vou ter dificuldades em fechar a aposta por não existir dinheiro suficiente no mercado? E quando estamos a falar de trading live isto é muito importante pois, às vezes, somos obrigados a fechar a posição à pressa por causa de uma jogada perigosa.

Assim sendo, uso sempre a mesma banca e o seu valor foi determinado com base na experiência que fui adquirindo”, e prossegue, explicando de que forma lida, na prática, com os lucros/perdas de cada dia de apostas… “Como aposto sempre na Betfair, ao fim do dia, se tiver lucro, transfiro o lucro para a carteira australiana. Se tiver prejuízo, deixo a banca como está pois, por uma questão psicológica, obriga-me a ser mais atento nos meus próximos trades.”

Quanto aos grandes perigos de uma má gestão de banca, o 3monkeys não tem dúvidas de que o maior de todos é “um mau planeamento por não levar em consideração as sequências negativas que irão aparecer COM TODA A CERTEZA. E quando isto acontece ficamos com pouca margem para recuperar.”

E apostar é também errar, pelo menos numa fase inicial (e em alguns casos, se não se souber aprender com erros, tende a ser um mal que se arrasta no tempo). Como tal, nenhum apostador poderá dizer que nunca cometeu erros ou excessos. “Como trader o meu maior erro era não usar a banca fixa de que falei anteriormente. Quando se faz trading live e por sermos obrigados a prestar atenção absoluta à partida não imaginas a facilidade com que, por distracção, apostamos mais do que estaríamos dispostos. Assim, se usarmos banca fixa nunca ultrapassamos esse valor”. E em que erros mais comuns poderá incorrer um apostador que se está a iniciar? “Creio que a impaciência de querer ver resultados, querer ver a banca crescer para outros valores, pode levar a apostas desajustadas… E essa falta de método é um dos piores inimigos para o nosso sucesso nas apostas”.

Por isso, para quem está agora a iniciar-se, ficam alguns conselhos: “Escolham um bom método. Creio que o ideal para quem está a começar no punting será a «percentagem de banca». Este método tem duas vantagens em relação ao «stake fixo»: quando as coisas correm bem, o aumento de banca é mais rápido pois estamos constantemente a aumentar a parada; quando as coisas correm mal, e porque as nossas apostas vão diminuindo, protegemos mais a nossa banca e assim podemos fazer mais apostas do que se tivéssemos parada fixa. E NÃO FUJAM AO PLANO se as coisas correrem mal”. Outro ponto apontado pelo 3monkeys como importante é que a “banca seja apenas constituída por dinheiro que podem dar-se ao luxo de perder” e é importante encarar a entrada no mundo das apostas desta forma.

“Nenhuma aposta vale sua banca inteira, ou metade, ou até mesmo um quarto da banca”

É uma figura incontornável para os que agora chegam ao Aposta Ganha. É recorrente ouvir falar nele como um exemplo de bom tipster, como alguém que faz óptimas leituras e análises pré-eventos, que lhe permitiram chegar ao patamar de “melhor tipster de 2011”. Falamos do jose.liton, com quem também falámos sobre virtudes e defeitos que podemos observar nas diversas formas de gestão de banca. Antes de mais, fomos saber qual a forma como o brasileiro faz a gestão da sua própria banca: “Já passei por muitos tipos de gestão de banca mas, devido às características dos mercados em que aposto actualmente, uso um stake variável de 1 a 10 unidades, com cada unidade a corresponder a uma percentagem pequena da banca”. Mas admite que outras pessoas possam ter sucesso na sua gestão de banca, mesmo que o façam de forma diferente daquela que escolheu para si, acabando por sublinhar o carácter de subjectividade que já tínhamos referido quanto a este tema. “Uma gestão de banca pode ser considerada positiva, na minha opinião, quando ela funciona adequadamente como medida e controlo de exposição ao risco. Isso revela-se numa quantificação correcta da exposição da sua banca e na adequação ao risco calculado da aposta, ou seja, quanto da minha banca irei pôr em risco de acordo com o valor que identifiquei em determinado acontecimento.”

O que o jose.liton não admite é que se entre numa espiral de risco desmedido, como os «all-ins», e aponta mesmo essa estratégia como o maior perigo a que um apostador deve fugir. “O all in é um erro comum que eu mesmo já cometi, que é uma exposição irreal ao valor observado numa aposta. Nenhuma aposta vale sua banca inteira, ou metade da sua banca, ou um quarto da sua banca. Somente uma surebet valeria e este tipo de aposta não existe!” e vai ainda mais longe no seu exemplo para vincar a sua ideia… “Nenhuma aposta vai valer uma percentagem alta da vossa banca. Pensem na banca como tudo o que têm na vida. Se todos a tratassem assim e com a seriedade necessária não veríamos comportamentos tão temerários nas apostas, que não vemos na nossa vida comum. Se sua casa é tudo o que você tem na vida, arriscaria metade dela por uma boa oportunidade que, realisticamente, não vale 1% dela? Não, você faria de tudo para proteger o seu património e é assim que deve tratar a sua banca, seja ela grande ou pequena”. E remata o pensamento contra a aposta de percentagens elevadas de banca dizendo que “Se alguém ganhou várias vezes a apostar dessa forma, mais cedo ou mais tarde, perdeu também. E desta maneira não há vida longa nas apostas”.

E o facto de ser, hoje, um apostador muito mais regrado e do seu sucesso ser reconhecido em todo o fórum, o apostador brasileiro não esconde alguns dos vários erros que foi cometendo no seu percurso. “Já me afundei em «all ins», múltiplas pessimamente pensadas, apostas ao vivo impensadas e continuo a cometer alguns erros, pois todos estão distantes da perfeição e estamos sempre a aprender. Tudo isso por calcular mal o valor de uma aposta e expondo a minha banca mais do que o correcto. O «all in» é um erro do qual, geralmente, nos arrependemos logo depois de o cometer.”

“Quando temos uma banca pequena queremos ganhar rápido e isso induz-nos a procurar valor em apostas nas quais ele não existe. Com este valor mal calculado, expomos a nossa banca a más apostas e, geralmente, com mais exposição do que o necessário e essa estratégia é perdedora. Sendo 10.000 ou 10 euros, a banca deve ser tratada com a seriedade que isso exige. Temos de ter calma com bancas menores e apostar sempre em estratégias vencedoras para ampliá-la e não entrar numa espiral de desespero, que nos levam a aventurarmo-nos em modelos perdedores para aumentá-la. Se você quer doar dinheiro, que seja a uma instituição que precise e não a uma casa de apostas”, reforça o jose.liton.

Como conselhos finais, é mais uma voz que se junta ao coro, quase unânime, dos apoiantes do «paper betting». “Coloquem as contas sempre na ponta do papel. E monitorizem-se sempre, para saber se a estratégia actual é vencedora e lucrativa ou não. Abandonem estratégias perdedoras e não sejam orgulhosos”. Para a despedida, uma repetição do que havia defendido anteriormente: “Nunca cometam o erro de expôr mais da vossa banca do que realmente vale aquela aposta”, finalizando: “Se a casa de apostas fosse um mau negócio para os empresários, não existiriam tantas a querer que nos tornássemos clientes deles”.

Quando o plano está a correr mal eu páro por ali e começo a estudar os próximos dias”

A história do Ricardo Martins é bem curiosa. Até 2003, provavelmente, nunca tinha olhado para as apostas como uma possível forma de vida. Tinha uma profissão que lhe permitia viajar e ter alguns conhecimentos no estrangeiro e isso levou-o a experimentar uma ida a corridas de cavalo. Um dia que mudou, definitivamente, a sua vida… “Estava em Hong Kong quando fui convidado para ir ver as corridas de cavalos em Happy Valley . Nessa noite tive a felicidade de acertar na vitória simples de 3 cavalos, o que me deu um um  lucro brutal. Foi aquilo a que se pode chamar de sorte  de principiante.”

Foi o início de um amor que viria a crescer com o tempo. “Quando voltei, comecei primeiro por apostar nas casas de apostas em Inglaterra, visto que eu ia lá regularmente em trabalho. Só mais tarde é que abri a primeira conta “online”, na William Hill e, aí sim, comecei a levar mais a sério o mundo das apostas”. Tão a sério que, alguns anos depois, o lucro proveniente das apostas se transformou na fonte de rendimento e no ordenado do Ricardo Martins. Mas não é fácil “depender” das apostas para ter ordenado e, nestes casos, torna-se ainda mais importante e vital fazer uma boa gestão de banca, ter muita ponderação e sangue frio, para não incorrer em erros e em procuras rápidas de lucro ou de recuperações de prejuízos. O tempo é um óptimo conselheiro neste universo das apostas e a experiência adquirida com o acumular de alguns (naturais) erros acabou por fazer do Ricardo “um melhor apostador. No início cometi erros, claro. Mas com o passar do tempo tornei-me mais metódico, aprendi a relativizar as perdas e a não correr atrás dos prejuízos e isso revelou-se acertado”.

Há apostadores que vivem “colados” a apenas uma casa de apostas, mas também se encontram muitos casos de apostadores que preferem “espalhar” o seu saldo por várias casas, para entrarem em diferentes mercados ou poderem escolher as melhores odds. “Eu tenho três contas regulares: na William Hill, Ladbrokes e Bet365. Mas também aposto, pontualmente, na Betvictor e na Paddy Power”, conta-nos o Ricardo, antes de falar sobre a forma como gere a sua banca. “Faço uma gestão semanal: se tenho lucro, levanto o lucro; se tiver perdas em alguma conta reponho o saldo perdido nessas mesmas contas. Ou seja, começo sempre as semanas com o mesmo valor monetário em banca e assim evito pensar nas perdas” e continua a abrir-nos o jogo sobre a sua estratégia de gestão de banca… “As minhas apostas variam entre os 5% e 25% da minha banca, por evento. Não costumo apostar o mesmo valor em todas as apostas, depende muito da confiança que tenho, e também nunca estabeleci um valor máximo para cada aposta, uma vez mais depende muito do valor que reconheço a cada aposta.”

A tal sorte de principiante que o Ricardo Martins admite ter tido pode ser, ainda assim, um adversário dos novos apostadores que revelarem menos auto-controlo. “Quando estamos a ganhar há o risco de nos entusiasmarmos e, com isso, pode-se cair no erro de começar a apostar fora do plano traçado. Na minha opinião não se deve apostar todos os dias, quase que por obrigação ou apenas para ocupar o tempo. Eu, por exemplo, faço um plano diário de apostas e tento não me desviar do mesmo. Se a maior aposta do dia não cair, eu não mudo o plano para ir atrás de grandes odds com o objectivo de recuperar a perda no imediato. Considero essencial manter o plano e sermos criteriosos nisso… Se nesse mesmo dia o plano estiver a correr mal, eu páro por ali e começo logo a estudar jogos para os próximos dias.”

E gerir uma banca mais pequena não é, na opinião do Ricardo, um impedimento para se ser um bom apostador. Basta, claro está, resistir às perigosas tentações: “Uma pessoa com uma banca mais pequena tem, muitas vezes, a tendência de ir à procura das odds mais altas, para tentar dar um salto substancial na banca, porque simplesmente não tem grande paciência para ver a banca crescer poucos cêntimos de cada vez.  Ao mesmo tempo, está sempre preocupado com a pressão de ter que ganhar, para não ficar com a conta a zeros”, acabando por viver constantemente numa corda bamba perigosa e pressionante. Importante, para quem tem bancas mais curtas, é perceberem que mais vale ver o saldo a aumentar poucos cêntimos de cada vez do que vê-lo a diminuir, que é o acaba por acontecer a quem não souber gerir o seu capital.

“A ganância pelo lucro só leva ao fracasso”

Curta e concisa esta frase do Dunadan, figura conhecidíssima do fórum Aposta Ganha no que toca a falar sobre este e outros temas mais técnicos do mundo das apostas. E uma coisa podemos garantir: o material que o Dunadan nos enviou sobre algumas matérias de gestão de banca dava para bem mais do que para uma aula de iniciação às apostas. Aliás desafiei-o mesmo a falar sobre este tema mais a fundo para apostadores mais experientes num futuro próximo. De todo o conhecimento que nos foi passado por este último entrevistado tentámos tirar alguns conceitos mais básicos e práticos, que sirvam de elucidação aos mais recentes apostadores.

“Primeiro é preciso encontrar uma estratégia vencedora e só depois se deve pensar no sistema de gestão de banca”, defende o Dunadan, que entre os diversos exemplos que nos deu (alguns até de um grau de complexidade elevado), deixou bem claro não ser fã de se apostarem percentagens altas de banca por cada aposta/evento. É verdade que nos exemplos apresentados se estava a falar de bancas de valores bem elevados, mas a conversa rolou sempre em torno de “1% ou 0,5% da banca”, que permitirão um “crescimento sustentado da banca” mas, essencialmente, “permitirão que se conviva melhor com as possíveis fases de perda de várias apostas consecutivas. Num possível cenário de 10 apostas perdidas consecutivamente (que não têm que significar obrigatoriamente que se tenha feito um mau estudo ou que se tenham seguido os tipsters errados), se as percentagens de banca postas em jogo em cada aposta forem elevadas, corre-se o risco de ter um rombo brutal, se não mesmo total, no saldo da conta de apostas”, alerta, reforçando que “a ganância pelo lucro apenas leva ao fracasso”.

O Dunadan defende que “apostar 2% da banca é aceitável se “souberes” que tens um ROI (Retorno do Investimento, em português) seguro e que o significado dessa percentagem não é demasiado grande no início. Quando falamos de uma perda na banca, digamos que começar com uma banca de 100 e perder 2% não irá doer tanto como perder a mesma percentagem numa banca de 1000. É importante que, à medida que o saldo for crescendo, seja menor a percentagem apostada uma vez que a banca é, por essa altura, maior e quererão mantê-la segura”. E mantém a toada da moderação que deve adoptada por quem não tem grandes bancas e/ou não tem grande experiência… “É parvo para o comum e para o novo utilizador pensarem em apostar grandes quantidades de dinheiro. Eles devem-se concentrar em aprender a ganhar antes de sonharem acordados em ser «highrollers». É importante, mas não é obrigatório que sejas um estudioso dos mercados das apostas para seres um bom apostador. Mesmo comprando tips de outros apostadores,  poderão dar-se bem, desde que pesquisem o suficiente para se manterem com bons tipsters”.

De entre várias ideias deixadas pelo Dunadan, destacámos algumas que nos parecem acrescentar algo àquilo que já foi falado com os demais entrevistados nesta aula 16. Desde logo a afirmação de que “cada um deve entender qual o valor máximo que se sente confortável a apostar” e respeitar essa zona de conforto, não incorrendo em loucuras, que poderão destruir facilmente uma banca. “Construir uma banca deve ser sinónimo de segurança e não de risco, por isso devem tentar que a banca cresça sustentadamente”. Por vezes, principalmente nos fins de semana, em que temos várias jornadas, de vários campeonatos apelativos a decorrerem à mesma hora, há uma tentação de colocar várias apostas “no assador” em simultâneo: um erro, segundo o Dunadan. “Muitas apostas abertas em simultâneo significam muito risco” e uma posição muito desprotegida, visto que não controlamos o que irá acontecer e, caso corra mal, “poderão ser sinónimo de uma grande perda. Por isso devemos ter definido um valor máximo para ter no mercado em simultâneo”.

E finaliza com alguns conselhos aos mais novatos. “Sem saberes o que vales, ou seja, qual a tua vantagem, não poderás saber qual é o teu SMGB (Sistema de Gestão Monetária da Banca). Daí que, ou segues alguém com provas dadas, ou mais vale começares apenas com paradas planas, por forma a, ao fim de um bom tempo, perceberes onde ganhas e onde perdes dinheiro. Sabendo onde perdes e deixando de apostar nisso, ou se apenas apostares o mínimo permitido, convertendo essas apostas em apostas recreativas, limitas os danos e podes aumentar a parada onde tens maior vantagem, aumentando o desempenho e os lucros no final de cada exercício. Quanto a isto, o «paper betting» pode ser sempre um bom começo”.

Com alguns dos entrevistados ainda falamos sobre a opinião que têm sobre alguns métodos de gestão de banca que levam a um debate aceso sempre que são postos em cima da mesa, como o Martingale, entre outros. Sobre este assunto, a opinião do 3monkeys é firme. “Um perigo! Esses métodos partem de um pressuposto de que as sequências negativas longas não ocorrem, o que não é verdade. Mais tarde ou mais cedo elas irão aparecer e o trabalho de anos pode ir por água abaixo em pouco tempo”. E também o brasileiro jose.liton nos admitiu que este tipo de métodos nunca o convenceram, apesar de não ter “conhecimento estatístico para avaliar criticamente isso. Nunca o fiz, mas quando li alguma bibliografia para entender um pouco esses modelos, confesso que nunca me convenceram, por isso coloquei-os de lado e abandonei a ideia”.

À CAÇA DE ALGUNS MITOS DO FÓRUM

Como nota de rodapé, há dois temas aos quais não podíamos fugir, pela quantidade de vezes que estas perguntas surgem no fórum do Aposta Ganha, principalmente nas páginas dos registos pessoais dos tipsters do AG.

“As unidades colocadas pelos tipsters no fórum correspondem a algum valor monetário específico?” Não, não correspondem! Cada membro do fórum pode traçar o valor da sua unidade. 200 unidades tanto podem significar 20€, como 2000€ ou outro valor qualquer. As unidades correspondem essencialmente a uma tabela da confiança que aquele apostador deposita naquele seu palpite. Mais do que significarem uma quantia monetária, significam “unidades de confiança” e se há alguns apostadores que revelam os valores que colocam em jogo nas suas apostas, há bastantes outros que preferem manter o segredo como alma do negócio…

“Qual a percentagem de banca que se deve apostar por jogo, no máximo?” Ora aí está uma pergunta que, como se vê pelos testemunhos acima, poderá ter diferentes interpretações. A resposta mais lida e a mais uniformizada creio que fala de 5% da banca como valor máximo a apostar por jogo. Mas há quem defenda que se deve arriscar ainda menos num jogo só, como há quem admita que se estique um pouco mais a corda, levando a percentagem de banca arriscada num só evento desportivo até aos 10% ou 20%. A experiência de cada um e a aprendizagem que adquirem com a sua entrada e desenvolvimento no mundo das apostas acabam também por ditar estas diferentes opiniões numa questão que, por não ser científica, como já frisámos no início deste artigo, acabam por poder ter várias visões e interpretações diferentes, sem que uns se possam afirmar categoricamente mais correctos do que os outros.

A aula 17 do curso de apostas do Aposta Ganha fala sobre como podem fazer um levantamento da vossa de conta de apostas. Até lá… boas apostas e… uma boa e ponderada gestão de banca!!

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