A estreia da Roma de Paulo Fonseca

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A ideia de jogo está presente de forma clara.

A Roma de Paulo Fonseca entrou no campeonato italiano recebendo o Génova e desde os primeiros cinco minutos ficou evidente como quer jogar. Defesa subida, num bloco alto que pretende colocar-se, no posicionamento de raiz, em zonas de recuperação já na entrada do meio-campo adversário, falsos-extremos a jogarem essencialmente por zonas interiores e laterais sempre projetados com um duplo-pivot de médios centro complementes.

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Em nomes próprios, este 4.2.3.1 parte da projeção ofensiva pelas faixas de Florenzi, na direita, e Kolarov, na esquerda, sempre com grande profundidade.

Os alas Kluivert (na ausência de Perotti) e o pequeno turco Under surgem mais “por dentro”, onde joga um “trequartista” do novo futebol italiano, Zaniolo, 20 anos, canhoto repentista, com criatividade e sentido de organização que Paulo Fonseca colocou a jogar no meio depois de na época passada ter surgido a explodir sobre a faixa direita em permanentes diagonais, o estilo e espaço a que estão condenados muitos dos nº10 (potenciais ou de raiz) no futebol moderno.

Vendo-o no meio, detecta-se muito do que pode ser um futuro dono desse “espaço 10” do Calcio, numa altura de “crise de trequartistas” (ninguém já se lembra de Totti, Baggio, Del Piero…).

Apoiado desde traz pela visão táctica de pressão alta, recuperação e passe de Pellegrini (que joga de área a área) a equipa forma um corredor central forte (expressão da filosofia de jogo interior profundo preconizado por Paulo Fonseca) que termina num potente ponta-de-lança de recepção e remate fácil, Dzeko, em espaços curtos ou longos.

Roma: o problema defensivo

Apostando numa intensidade de jogo sempre muito alta que, naturalmente, pela fase inicial da época passou “factura física” na parte final, o problema da equipa reside neste momento no processo defensivo, no chamado controlo da profundidade.

Isto é, como joga com a defesa muito subida, os adversários estudam esse posicionamento e lançam o ataque sobretudo através de passes longos, as tais bolas em profundidade, tentando explorar o meter da bola no espaço vazio nas costas dos defesas.

O Génova (com uma excelente dupla ofensiva Koume e Pinamonti, este um ragazzo de 20 anos que será um grande nº9 de futuro no futebol italiano) explorou sempre muito bem esse factor de jogo e criou sempre muito perigo com isso.

A Roma necessita de uma dupla de centrais mais forte e sobretudo rápida a ir buscar essas bolas.

É difícil ver Juan como titular numa ideia de jogo assim tão exigente.

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Em princípio o lugar será de Mancini (vindo da Atalanta e que, lesionado, só jogou os últimos 20 minutos) mas mesmo assim parece curto para a ideia de tão ambiciosa e atraente de Paulo Fonseca.

Veremos a evolução da equipa. A atacar é empolgante. Intensidade de recuperação, velocidade de penetração e qualidade técnica de desequilíbrio.

A defender, necessita, claramente de um “upgrade de posicionamento” no controlo da profundidade. Subir a defesa mas não perder o controlo do espaço nas costas.

Um grande desafio táctico num país onde a cultura de jogo de qualquer equipa (mesmo este Génova quase sempre em 5.3.2) atinge níveis muito alto em todos os momentos mas, sobretudo, neste nível médio, na estratégia de contenção e contra-ataque.

O resultado (3-3) no final, num confronto de estilos tão diferentes, espelhou na perfeição essa enorme riqueza táctica do futebol italiano, já muito distante dos “defensivismos dogmáticos” de outros tempos.

Griezmann conquista Barcelona

Sem Messi nem Luis Suarez, o Barcelona defrontou o Bétis, no Nou Camp e, nesse contexto (ainda para mais vindo de perder em Bilbao) todos os olhares estavam colocados em Griezmann.

Era ele que tinha de bilhar no ataque da equipa.

Fez um jogo fantástico, jogou muito e marcou dois golos, jogando numa posição que se tornou “viral” no futebol atual: a de “falso 9”.

Isto é, colocado de origem no sistema na posição de avançado-centro, mas tendo sempre muta liberdade de movimentos para sair desse espaço, ir buscar em largura ou, sobretudo, num “trasfer” mais colectivo para o jogo da equipa, a recuar no terreno para receber de costas e jogar/devolver em apoios.

Mais do que a posição, o que muda de Madrid para Barcelona no futebol de Griezmann, é, agora, jogar num estilo de jogo mais apoiado enquanto que antes jogava essencialmente em profundidade.

Se antes ia buscar a bola em velocidade nos espaços, agora tem de ir buscar primeiro… os espaços (inventá-los em pedaços de relva mais curtos, metro-quadrado mesmo por vezes…) e aguentar para jogar mais em triangulações.

Não perde, no entanto, o seu poder individual de desequilíbrio neste novo estilo e isso é o factor mais positivo (e do qual mais se podia duvidar) que iria sentir o jogo de Griezmann.

Pelo contrário, rapidamente adaptou-se á nova filosofia, muito devido a que é esse estilo que está mais na sua origem estilística de jogador antes de ser engolido pela fórmula-Simeone.

Por isso, esta mudança pode, inclusive, fazer crescer o seu futebol nesta fase e permitir até que, quando for á seleção, ocupar as posições centrais com pouco espaço e marcações apertadas (algo que estranhava nos últimos tempos, pois vinha de uma realidade muito diferente no clube).

E fica a pergunta: nasceu um novo-Griezmann ou renasceu o velho-Griezmann?

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