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A rebeldia de Gnabry: Os craques sabem crescer!

As equipas e os jogadores (tirando alguma necessária rotatividade mas que não atinge o núcleo duro do onze) são iguais mas em campo parecem… totalmente diferentes. De um jogo de qualidade, intensidade e motivação máxima no cenário da Liga dos Campeões para o jogo seguinte, poucos dias depois (com pouco tempo de recuperação, física e mental) no plano das competições internas, muita coisa muda e o relvado “nunca mente”.

A rebeldia de Gnabry: Os craques sabem crescer!

Demonstração, esta semana, mais evidente deste fosso foi dado pelo Bayern Munique que goleou (2-7!) o Tottenham na Champions e três dias depois perdeu em casa com o Hoffenheim (1-2) para a Bundesliga. Pagou, claramente, uma factura física e mental que o desgaste sentido em campo pelos jogadores nunca escondeu.

A rebeldia de Gnabry

Do jogo de Londres, porém, ficara a imagem e exibição de um jogador que muitos ainda não deram o reconhecimento que o seu enorme talento merece. Uma desconfiança talvez vinda do seu passado.

Gnabry não conseguiu, quando ainda muito novo, triunfar no Arsenal, num erro que hoje, na palavra dos seus responsáveis na altura, todos assumem a culpa por essa falta de visão.

Nem sempre, no entanto, estas expressões de talento são assim tão fáceis de detectar o que podem ser no futuro. Raramente são, aliás, tirando, claro, quando estamos perante traços de génio.

Regressado á Bundesliga, fez bons jogos no Schalke 04 e o Bayern (que nunca deixa fugir os melhores jogadores alemães) lançou-o esta época no seu onze principal, numa fase em que busca renovar a equipa após as saídas de Robben e Ribery.

Gnabry entrou sem pestanejar nesse espaço e nos quatro golos que fez ao Tottenham em Londres, mostrou o que é hoje como jogador:

Um talento indiscutível, craque em estado puro, que aprendeu a domar a sua rebeldia de querer resolver individualmente para entender melhor a equipa a nível de jogo colectivo e, sobretudo passe e desmarcação.

Nessa combinação colectiva, fez quatro golos e uma exibição de sonho em que, sobretudo um dos golos produto de um passe longo milimétrico de Thiago Alcântara (façamos uma vénia a este catedrático do passe) o isolou frente a Lloris.

Recendo a bola numa aparentemente impossível recepção perfeita, Gnabry mostrou na total dimensão o jogador que é.

Depois, na forma fria e veloz como decidiu e rematou, tecnicamente perfeito, para golo, mostrou o goleador e a vocação emocional de craque que tem nesta altura.

Veremos agora como jogará, nesta fase de admiração, na seleção da Alemanha.

Não sendo bem um extremo, mas um avançado criativo com golo que gosta de jogar móvel na frente, o mais natural é ser colocado descaído a partir de uma faixa, preferencialmente a esquerda, mas a forma como depois busca a profundidade em diagonais (os chamados movimentos de ruptura sem bola) mostram que tem inteligência de ocupação (ou melhor, invasão) de espaços, o segredo para muitos grandes avançados aparecerem no chamado “local certo” que muitos dizem ele ter “adivinhado” mas, pelo contrário, resulta de muitas e muitas horas de treino e aprendizagem e fundamentos de jogo.

Este crescimento táctico, técnico e mental é o que faz hoje o craque Gnabry que apetece ver jogar cada vez mais.

Como está o Bordeaux de Paulo Sousa?

Depois de um inicio difícil, o Bordeaux de Paulo Sousa está a conseguir solidificar um projecto de jogo interessante dentro da Liga Francesa.

Adepto de um estilo de pressão e posse na construção apoiada, procurando depois verticalidade quando é necessário (isto é, sem se deixar prender pelos dogmas da posse e bloco alto) Paulo Sousa tem desenvolvido no seu perfil de treinador, uma série de variantes de pensamento (sem subverter a identidade) que lhe tem dado uma visão multicultural do futebol mundial.

Por isso, a capacidade que tem tido em treinar, com sucesso na forma de jogar das sua equipas, desde Inglaterra e França, a Israel, Hungria ou China.

Bordeaux de Paulo Sousa?

Este seu Bordeaux parte de um esquema de três centrais que, vendo o seu ultimo jogo com o Toulouse, projeta depois lateais em apoio ou desequilíbrio na saída em construção ou definição das jogadas atacantes.

No eixo do trio defensivo, Mexer (que passou pelo Portugal, destacando-se sobretudo no Nacional), o patrão Koscielny (muita experiência no centro após várias épocas no Arsenal) e Pablo, sabem manter o sentido posicional e cobrir em largura para depois Kamano e Benito poderem soltar-se nas alas.

No meio-campo, a “sala de ,máquinas central” tem dos jogadores incansáveis mas que sabem ter bola:

Tchoumani e, sobretudo, o brasileiro Otávio, muito forte na pressão sobre o adversário mesmo em zona adiantada e que depois sai muito bem no apoio ao ataque, onde com De Preville e o coreano Uijo Wang, soltos a moverem-se quer em largura, quer mais em zona interior no “espaço 10” do segundo avançado, apoiam o ponta-de-lança, Briand, um jogador que nunca atingiu o nível máximo que se imaginava no inicio da careira, mas continua com muita classe nos momentos de recebe a boa e a resolver.

Não é bem um nº9, pois fez a maioria da careira a jogar solto na frente e ás vezes vindo da faixa, mas com a experiência que tem a selecionar os melhores espaços, o que demostra em cada jogada, dá personalidade ao ataque (e toda a equipa consequentemente).

Irreverente, o nigeriano Kalu dá outra rebeldia ao ataque e nesses momentos Briand pode adquirir um papel mais de apoio como gosta de fazer.

Neste momento no quarto lugar, será quase impossível entrar na luta pelo titulo, mas a conquista de um lugar de Champions seria uma feito fantástico para esta aventura de Paulo Sousa o futebol da Velha Gália.

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