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Brasil e as Apostas Esportivas: A serviço secreto de sua majestade!

Infelizmente os casos de corrupção governamental no Brasil vão se acumulando e quase nenhum deles apresenta uma solução satisfatória no quesito punitivo. Não é a toa que a classe politica brasileira é uma das categorias mais desacreditadas pelo cidadão nacional.

Mas o meu intuito não é falar dos problemas políticos e tampouco das nossas dificuldades em punir crimes de colarinho branco, mas sim discutir as áreas de fronteira entre tais temas e o nosso foco:  apostas esportivas on line no Brasil. 

O último grande caso de corrupção nacional e que ainda está em plena ebulição é o que envolve o bicheiro Carlinhos Cachoeira acusado de liderar um esquema de contrabando, lavagem de dinheiro, exploração de jogo ilegal, formação de quadrilha, em suma, uma quantidade de crimes que em qualquer país sério serviria para uma estada vitalícia pelo sistema carcerário, o que provavelmente não veremos acontecer por aqui. Mas além de ser fortemente suspeito de cometer tais crimes, o bicheiro parece que conhecia e operava nos meandros da república brasileira com conexões com todos os partidos de um extremo ao outro do espectro ideológico. O alvo no momento é um senador da oposição, Demosténes Torres, até ontem um pseudo defensor da ética e hoje se revelando um corrupto de arrepiar os cabelos de qualquer um. Mas o fato é que este bicheiro Cachoeira já protagonizou casos de corrupção com o partido que governa o Brasil desde 2002, o partido dos trabalhadores (PT) e com quase todos os setores da política nacional. Parece que se há alguém que conhece os intestinos da república é esse homem. Só como último esclarecimento vale dizer que há fortes indícios de que o homem pautava até mesmo as principais revistas politicas nacionais como Veja e Época, resumindo  o cidadão era bastante poderoso.

A grande questão aqui é que por ser bicheiro e por explorar todo tipo de jogo que hoje ainda é considerado ilegal no Brasil o caso Cachoeira trouxe novamente a tona, mesmo que tangencialmente, a questão da legalização dos jogos ditos de azar no país. E dessa vez, na minha visão, de uma forma extremamente negativa e que novamente reproduz os preconceitos já existentes contra a atividade que ainda dominam o senso comum. Claro que esta repercussão negativa tem o dedo especial  da despreparada imprensa brasileira que desconhece completamente este tema mas arrogantemente acredita ser capaz de versar sobre o mesmo.

Não que eu espere um tratamento adequado de qualquer tema por parte da imprensa brasileira, sim, essa mesmo que é acusada, com provas muito substanciais, de ser pautada por um criminoso, mas, seria desejável que pelo menos ela se abstivesse de comentar ou de se envolver em campanhas nas quais desconhece completamente. Mas será mesmo desconhecimento? Se um dos maiores grupos de mídia do país (outros podem estar envolvidos) colocou sua linha editorial a disposição de um criminoso para que ele a usasse ao seu bel prazer o que esta mesma imprensa faria para atender os interesses de um dos maiores anunciantes do Brasil, mais especificamente o sétimo em 2011, que compra avidamente espaços publicitários nos veículos desta mesma imprensa? Não consigo imaginar.
Poisé, a Caixa Econômica Federal que detém o monopólio dos jogos de azar no Brasil ficou a frente de gigantes como o banco Bradesco, Protector and Gamble, Volkswagen, Fiat, entre outros, no quesito compra de espaços publicitários na mídia em 2011. O que a imprensa, e falo em geral e sem poupar ninguém, faria para defender este baita cliente?

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A resposta é simples. Tratar diferentemente coisas que são iguais em sua essência. Eu me explico. Enquanto as loterias e todos os produtos da Caixa Econômica Federal e seu escandaloso monopólio são tratados com uma abordagem lúdica, divertida, positiva e até mesmo lucrativa(quem não está cansado do exemplo de conversão dos prêmios de loteria em carros populares?). Os outros tipos de jogos como apostas esportivas, poker, cassinos, são tratados negativamente, depreciados e representados como possíveis motivos da ruina do ser humano, vícios e como crimes. Este tratamento desigual além de ignorar completamente a distribuição de probabilidades de sucesso entre estes tipos de jogos (o que poderia ser um critério aceitável de análise) é completamente enviesado ao servir de palanque de ataque contra todos os tipos de atividades que não estão sob o guarda chuva do monopólio oficial da Caixa. Enquanto critica-se que maquinas de caça níquel dão 90% de chance para a casa no mercado negro em reportagens televisivas se ignora que a chance de se ganhar na principal loteria  da Caixa é de uma em cinquenta milhões. As possíveis fraudes das loterias da Caixa também são pouco investigadas e não de dá o destaque necessário a este tipo de denúncia mas do outro lado sempre são mostradas a exaustão a invasão de bingos ilegais cheio de velhinhas por apavorantes agentes da policia federal como se os últimos estivessem prestando um grande serviço a nação.

Tenta-se vender isso como uma batalha moral contra atividades e jogos ilegais, mas no fundo é só a imprensa servindo a um dos seus financiadores. A mídia funciona como um mero divulgador da Caixa Econômica Federal  e seus produtos e como perseguidor quando a atividades não é da alçada do seu anunciante.

Este tipo de conduta dúbia e condenável quando combinada com a baixa capacidade critica do brasileiro no momento de obter informação transforma a versão passada pela imprensa como fato oficial. Voltando ao caso do sr. Carlinhos Cachoeira. Aproveitando o ensejo da prisão do referido cidadão a imprensa agindo sob as ordens de um de seus maiores financiadores aproveitou  para descascar sobre o tema dos jogos ditos ilegais, os lobbys, e todas as iniciativas que estão em pauta no congresso para legalização das apostas no Brasil.  Como se um setor da economia não tivesse direito de lutar pela sua legalização.

Colocar todo o esforço que tem sido feito para a legalização do jogo no Brasil no mesmo balaio de gato de um corruptor do aparelho estatal que tem trabalhado tanto com o partido do governo quanto com a oposição durante décadas é de uma irresponsabilidade impar. A caixa preta imprensa brasileira tem de ser aberta o mais rápido possível para absurdos como esses não se repetirem.  Tentativas de manipulações como essas são completamente inaceitáveis.

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A população tem de aproveitar este caso e perceber que a imprensa está distante de oferecer uma perspectiva justa dos fatos da sociedade brasileira. Se um corrupto conseguia pautar com tranquilidade alguns dos principais veículos de mídia do país, quiçá a Caixa Econômica Federal que é uma das principais anunciantes nestes veículos distribuindo anualmente seus bilhões em propaganda entre eles?

Infelizmente a batalha a favor da legalização das apostas esportivas on line hoje no Brasil ultrapassa somente as restrições comportamentais que grupos religiosos e moralistas impõem. Na realidade, o maior adversário é sim o monopólio dos jogos de azar que a Caixa Econômica detém, e a força que ela não se priva de usar contra qualquer iniciativa que ameace tirar alguns de seus milhões de arrecadação dos jogos estapafúrdios que ela oferece.