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Antevisão Final da Liga dos Campeões – Liverpool vs Tottenham

Liverpool vs Tottenham: vertigem ou equilíbrio?

Uma Final da Liga dos Campeões vista quase como um grande jogo da Liga Inglesa. Olhar para este Liverpool vs Tottenham é olhar, porém, para além de Inglaterra, não só porque as equipas são multinacionais como a Premier League se tornou numa espécie de “campeonato do mundo” tal a forma como os estilos se dissolveram.

O estilo do futebol inglês tradicional dos bons velhos tempos do “kick and rush” (chuta e corre) é hoje um livro estilístico fechado. Pode resistir, como “aldeia de Asterix britânica” em divisões secundárias mas a nível de “top” já não existe qualquer ponto de contacto.

Antevisão Final da Liga dos Campeões - Liverpool vs Tottenham

O duelo Klopp-Pochetinno terá, por isso, neste contexto de uma Final, um contorno táctico mais fechado do que teria se disputado noutros “bons velhos tempos ingleses”.

O Liverpool pode parecer mais forte, sobretudo pelos avançados, mas o Tottenham pode ter, se bem utilizadas, armas estratégicas mais capazes de surpreender. Penso que é este o ponto chave do jogo.

Do Liverpool não espero nada de surpreendente no jogo e na reação ao jogo. No Tottenham posso ver as duas coisas. No início e no decorrer do jogo (dependendo, claro, do que ele pedir).

De início vejo este Liverpool a querer pegar no jogo como afirmação de personalidade, mas a surpresa pode estar em ver o presumível outsider Tottenham a roubar essa ideia e em vez de começar numa ideia táctica de expectativa poder assumir mais o jogo.

Tem jogadores para isso, quer num sistema de defesa a “3” (o que acho que pode prender a equipa atrás e rapidamente se tornar numa defesa a “5”) quer num 4.4.2 em losango, a estrutura onde gosto mais de ver a equipa partir como princípio de dinâmica de jogo.

Em termos de duelos individuais de jogadores, o confronto da velocidade Son-Salah é algo que faz voar a nossa imaginação.

Também pode fazer voar as equipas, sobretudo no contra-ataque ou ataque rápido, mas a duvida é que isso para aparecer na dimensão máxima implica quase sempre um aproveitamento de espaços vazios produto de desequilíbrio na travação defensiva adversária.

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Não acredito que qualquer dos treinadores não esteja atento a isso.

Sabem que não podem se expor a esses riscos. Por isso, vejo mais este jogo a ser decido por quem defender bem para…atacar melhor (nessa velocidade de saída).

Nesse campo, este Tottenham de Pochettino pode surpreender e o Liverpool de Klopp pode mandar pela lógica da força do seu onze.

Sem ver superioridade de leitura de jogo a nenhuma das equipas a nível de meio campo (seja um confronto provável entre 4.4.2 ou 3.5.2 contra 4.3.3) este jogo pode ser, ao contrário das expectativas dos adeptos da vertigem do “jogo partido” defesa-ataque/ ataque-defesa, mais para quem souber ter cabeça para manter o equilíbrio , não se entusiasmar tacticamente e defender bem para lançar o ataque nos momentos exatos.

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Hazard e Sarri: a lição do Chelsea

Cada movimento de Eden Hazard tem uma lógica de jogo e, ao mesmo tempo, a capacidade de criar ilusões e desafiar toda a lógica que o rodeia. Penso, claro, na lógica da ordem e da táctica que, muitas vezes, tanto amarra os jogos.

Durante toda a primeira parte da final da liga Europa, o Arsenal de Emery conseguiu fazer isso a construção de jogo do Chelsea de Sarri, uma equipa por definição de posse e pressão, que mas que bem marcada num bloco alto (sem pressionar mas organizado em zonas subidas do terreno) ficou presa em zonas recuadas, sem conseguir soltar o seu rotativo meio-campo.

Apostando num sistema de três centrais (3.4.1.2), o Arsenal é uma equipa de traço estratégico que busca mais em busca da profundidade (bolas longas, quase jogo directo) soltando os laterais nas faixas.

O toque de calcanhar feito passe de morte de Hazard já perto do intervalo, isolando assim Emerson que subira pela esquerda, já revelava, porém, um pouco da ameaça que poderia vir na segunda parte.

Ao subir o bloco e aumentar a intensidade de jogo na pressão alta, recuperação de bola e saída rápida em ataque apoiado, o Chelsea mudou tacticamente a cara do jogo e, de repente, o Arsenal perdeu o controlo dos espaços do meio-campo, no qual o trio Jorginho, Kovacic, Kante, aumentando a rotação de todos aqueles factores, passou a invadir em condução e ruptura os últimos 30 metros no qual conectava com a criatividade de jogo e técnica, fibras, tabelas, remates de Hazard, num processo colectivo que descobria a melhor forma de servir o ponta-de-lança de área, Giroud.

A identidade do 4.3.3 de Sarri vencia claramente o sistema e jogo de estratégia do 3.4.1.2 de Emery.

Jogando quase de memória no plano táctico de pressão e ataque rápido organizado, mesmo em espaços curtos, a ligação entre meio-campo e ataque do Chelsea matou o jogo em 15 minutos.

Fez três golos e toda a estratégia do Arsenal desintegrava-se de um momento para o outro depois da ordem revelada na primeira parte. Ficava a ideia de que Emery não alertara a equipa para essa esperada e previsível entrada mais forte do Chelsea.

sarri chelsea

O Arsenal manteve-se com o mesmo plano, mas não aguentou a subida de ritmo e intensidade gritado por Sarri no balneário.

Uma vitória clara que consagra um jogador, Hazard, com dimensão de Bola de Ouro (está claramente no trio dos melhores jogadores europeus em forma neste momento) e um treinador, Sarri, que aos 60 anos prova que nunca é tarde para realizar sonhos.

Parecia impossível depois de longos anos em equipas secundárias e das profundezas do futebol italiano. De repente, a oportunidade, do Nápoles para Chelsea, a treinar grandes equipas, jogando futebol de qualidade, e ganhando um título internacional.

Uma Liga Europa, numa análise geral, de nível alto que consagra um treinador hoje com das melhores ideias de jogo do futebol europeu. O resto, no onze, é o futebol saído do “caldeirão mágico” do “feiticeiro” Hazard.

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