António Costa só tem ouvidos para Benfica, Porto e Sporting

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O gabinete do primeiro ministro anunciou durante o dia de ontem que hoje ocorre uma reunião entre António Costa, o Presidente da FPF Fernando Gomes e os presidentes de Benfica, FC Porto e Sporting com vista ao planeamento do recomeço das competições.

EXEMPLO (OU FALTA DELE) QUE VEM DE CIMA

Com esta decisão de reunir com os três maiores clubes nacionais excluindo todos os restantes, António Costa dá mais um sinal daquilo que não deveria ser o futebol português, afinal as Ligas Profissionais de Futebol têm um total de 36 clubes divididos por duas divisões.

António Costa só tem ouvidos para Benfica, Porto e Sporting

Assim, o primeiro ministro de Portugal volta a enfatizar a primazia do nosso futebol sobre apenas três clubes dando um péssimo exemplo do que deveria ser o nosso desporto, já para não falar do facto de reunir com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, mas esquecer o representante máximo dos clubes das duas primeiras divisões, Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes.

O futebol português continua órfão dos três clubes grandes que centram grande parte das receitas televisivas e dos patrocínios no nosso país, além de concentraram uma esmagadora maioria dos adeptos de futebol.

Naturalmente, isto torna-os muito mais poderosos do que os restantes, mas por que razão António Costa decide reunir apenas com os três? Aparentemente, o próprio primeiro ministro reconhece a desigualdade entre clubes no nosso futebol e até a decide enfatizar com esta reunião, colocando boa parte da responsabilidade das ideias para o reatamento das competições apenas neles.

INTROMISSÃO GOVERNATIVA ATÍPICA NA EUROPA

Nos países europeus onde o futebol é mais forte não têm existido reuniões entre responsáveis máximos dos governos e responsáveis de clubes ou ligas de futebol.

Boris Johnson não intercedeu junto da Premier League, Emmanuel Macron não o fez junto da Ligue 1 e, que se saiba, Pedro Sanchéz também não o fez junto da La Liga, deixando as ligas de clubes decidirem o que pensam ser melhor para cada uma, desde que respeitando as restrições de saúde pública.

Assim, o primeiro ministro português parece interessado em interceder junto das instâncias desportivas procurando saber de fonte segura e em tempo oportuno quais os planos que poderão ser implementados. Como já disse, não me parece que se trate de uma intromissão muito normal no contexto atual do futebol internacional que tem instâncias e organizações concebidas precisamente para tratarem de tudo o que envolve as suas competições.

Curiosamente, não se entende por que razão Pedro Proença não foi chamado para estar presente sendo ele o presidente da Liga de Clubes e responsável por apontar uma data para o reatamento das competições profissionais.

POLARIDADE DO FUTEBOL NACIONAL CADA VEZ MAIOR

Com esta reunião, António Costa reconhece indiretamente que o futebol português fala duas línguas distintas: aquela que os três grandes proferem e uma muito menor que vem dos restantes clubes nacionais.

E numa fase em que as dificuldades económicas de tantos clubes amadores e semiprofissionais são gritantes por conta da paragem competitiva que travou receitas de bilheteira e publicidade, as entidades governativas decidem optar por ouvir os três clubes que maiores condições têm de suportar este período de crise.

Uma vez mais, trata-se de um sinal muito negativo – na minha opinião – para o futuro do futebol nacional que continua a ser movido por interesses e muito moldado à imagem de três clubes poderosos, originando assim uma óbvia dependência dos restantes face a esses três.

TAÇA DE PORTUGAL TERÁ DE SER REAGENDADA

Outro dos tópicos que poderá ser discutido na reunião desta terça-feira será a Final da Taça de Portugal que precisa de ser reagendada, sendo que os moldes em que estava concebida deverão ser alterados, nomeadamente no que toca à presença de espetadores no estádio.
Com o presidente da Federação, e os presidentes de Benfica e FC Porto presentes na reunião, este será um dos poucos tópicos que faz sentido discutir e acordar entre as quatro partes presentes.

Na verdade, e olhando friamente aos moldes e presenças na tal reunião, eu diria que esse será mesmo um dos poucos tópicos que fará sentido definir, pois todos os outros deveriam ter em conta os restantes clubes nacionais interessados.

Sim, a questão da centralização dos direitos televisivos seria um tópico igualmente crucial nesta fase pois permitiria dotar os clubes mais pequenos de outra capacidade financeira num futuro próximo, mas é evidente que com apenas os três clubes grandes chamados à grande mesa ninguém terá interesse nisso, afinal, os três grandes devoram uma esmagadora percentagem dos direitos televisivos e esmagam os clubes mais pequenos em algo sem paralelo nas mais desenvolvidas ligas europeias.

 

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