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Apatia generalizada ‘atira’ Benfica para fora da Liga Europa

Parecia difícil conceber um cenário de eliminação na Liga Europa para o Benfica após o triunfo no embate da primeira mão por 4-2 frente ao Eintracht Frankfurt, porém uma série de acontecimentos negativos aliados a uma apatia encarnada ditaram um inesperado afastamento das competições europeias na noite desta quinta-feira…

Águias de Lisboa não foram suficientemente mordazes

Depois de no encontro da primeira mão, no Estádio da Luz, o Benfica ter exposto as evidentes fragilidades defensivas do rival germânico, assim como as suas dificuldades na criação de jogo a meio-campo, a formação portuguesa acabou por não tirar partido dessas veleidades alheias no embate da segunda mão, na Alemanha, e viu-se fora das competições europeias frente a um adversário perfeitamente ao seu alcance.

Bruno Lage voltou a apostar numa equipa com dois médios defensivos declarados e apenas três jogadores verdadeiramente de ataque, com Gedson Fernandes numa missão de estar presente tanto a defender como a atacar (e não foi por ele que a coisa correu mal).

A verdade é que essa predisposição em campo permitiu ao Benfica controlar boa parte do desafio, porém sem ser suficientemente mordaz para criar uma real ameaça junto do reduto defensivo da formação orientada por Adolf Hutter.

Terá sido a abordagem ao jogo errada, ou terão os jogadores desempenhado mal as suas funções em campo?

Na minha opinião, terá sido uma mescla das duas visto que este Eintracht não parecia ter argumentos para suster um ataque encarnado ao seu melhor nível, portanto um ligeiro recuar em termos posicionais da equipa benfiquista aliado a alguma falta de inspiração dos seus jogadores mais influentes (Rafa Silva e João Félix) contribuiu para habilitar a formação germânica a perseguir a sorte, encontrando-a em determinado período do segundo tempo através de um belo remate de Sebastien Rode.

Muitos poderão argumentar que o primeiro golo dos alemães é obtido a partir de uma posição de fora-de-jogo, e sendo isso obviamente verdadeiro, não deixa de ser igualmente notório que o Benfica raramente deu sinais de querer contrariar o resultado adverso, provavelmente excetuando apenas os primeiros 15 minutos da segunda parte onde realmente conseguiu exercer uma forte pressão, ficando perto do golo em uma ou duas situações.

Eintracht tem ataque e pouco mais

Ao analisar as duas partidas desta eliminatória salta claramente à vista que a formação germânica tem como principal arma o seu ataque. A qualidade de Filip Kostic, Luka Jovic e, principalmente Ante Rebic confundiu e assustou a defensiva encarnada.

A forma como Rúben Dias passou o embate na Alemanha a despejar bolas para longe e para fora é bem elucidativa disso.

E essa intranquilidade vinda da defesa do Benfica foi refletida no lance do segundo golo, quando Rúben Dias podia facilmente ter atrasado a bola de cabeça para o seu guarda-redes ou aliviado a bola para a zona lateral, ao invés de mandar um ‘charuto’ para a zona central que acabaria por originar uma jogada de insistência culminada com golo.

Perante isto, creio que Bruno Lage terá sido demasiado calculista – fazendo lembrar o jogo de Alvalade em que o Benfica foi afastado da Taça de Portugal pelo Sporting – quando a vantagem que trazia na eliminatória lhe permitia abordar a partida com alguma confiança, e talvez uma entrada mais afirmativa pudesse ter potenciado um golo que deixaria os germânicos em maus lençóis.

Perante um adversário que surgiu nesta partida desprovido de dois defesas titulares e onde o nipónico Hasebe foi uma espécie de comandante, causa alguma perplexidade como o Benfica não foi capaz de explorar isso terminando a partida em branco.

Mas para além de não ter feito golos, é de salientar que as oportunidades criadas também não foram abundantes pelo que justificar a eliminação com ineficácia ofensiva não fará grande sentido.

Também o meio-campo germânico é manifestamente limitado. Gelson Fernandes jogou no Sporting na fatídica temporada em que os leões terminaram na 7ª posição da tabela, e mesmo nessa época historicamente negativa, o jogador suíço teve tempo de utilização limitado.

Sebastien Rode é um voluntarioso que corre quilómetros e é bastante incomodativo, no entanto já não tem a frescura de outros tempos, já para não falar das suas limitações técnicas que são visíveis regularmente.

Em suma, creio que o Benfica deixou fugir uma excelente oportunidade de encaixar mais alguns milhões com a qualificação para as Meias-Finais da Liga Europa, onde iria encontrar um poderoso Chelsea, algo que provavelmente fomentaria mais uma casa cheia no Estádio da Luz…

Momentos irreconhecíveis começam a ser comuns

Desde a sua chegada ao Benfica, Bruno Lage alterou o paradigma encarnado passando a praticar um futebol mais positivo e voltado para o espetáculo, e se a sua primeira derrota – na Taça da Liga com o Porto – não foi propriamente sentida pelos adeptos do Benfica pois a sua equipa realizou uma excelente partida e acabou igualmente prejudicada por erros de arbitragem, o mesmo não poderá ser dito dos mais recentes desapontamentos.

A derrota em Zagreb frente ao Dinamo foi o primeiro momento onde o Benfica realmente não esteve à altura das expectativas que vinha criando nas semanas anteriores, e os recentes desaires contra Sporting e Eintracht – que custaram duas eliminações – vieram contribuir para uma espécie de alarmismo crescente no seio do ‘mundo encarnado’.

A constante rotação de plantel promovida por Bruno Lage começou por ser extremamente bem sucedida, mas como se sabe, no mundo do futebol ninguém questiona nada enquanto se vence, porém quando essa situação se altera tudo o que estava guardado é deitado cá para fora.

O técnico dos encarnados parece colocar freios na sua equipa em determinados momentos, limitando a expressão do seu futebol que tanto agrada aos adeptos encarnados.

Em Alvalade, o Benfica pareceu um pouco apático e relaxado com a vantagem que trazia e esta quinta-feira isso voltou a ser visível. Talvez esta seja uma lacuna de Lage como treinador na sua ainda curta carreira.

Tem-se dado muito bem em partidas de campeonato onde formata a equipa para vencer, no entanto, já por duas vezes deixou fugir eliminatórias depois de se ter adiantado, dando a sensação de que tem dificuldades em gerir vantagens de uma partida para a outra.

Talvez seja preferível incutir na mente dos jogadores a ideia de que todos os jogos são de campeonato. Bem, na verdade é assim que será até final da temporada…
Fracassos que viabilizam caminhada triunfal para o título nacional?

O Benfica viu-se afastado de três competições desde a chegada de Bruno Lage ao comando técnico da equipa, no entanto encetou uma extraordinária recuperação na Liga Portuguesa que os deixa com ‘a faca e o queijo na mão’ quanto às contas do título.

E a equação é muito simples: o Benfica precisa de vencer as cinco partidas restantes e será Campeão Nacional.

Neste momento, a formação lisboeta lidera o mercado a 1.60 para erguer o troféu no final da temporada de acordo com a ESC Online, com o FC Porto dependente de um deslize encarnado um pouco acima nas cotações, a 2.15 na Bet.pt.

Mas serão estas eliminações das restantes provas benéficas para o Benfica? Em termos teóricos, sim. Agora, o Benfica terá semanas completas para preparar as suas partidas e poderá colocar toda a sua força e foco em cada uma das cinco finais restantes.

Por outro lado, os falhanços nas restantes competições nesta temporada colocam uma pressão acrescida sobre jogadores e treinador visto que nova falha no Campeonato irá ditar uma temporada desprovida de títulos, algo que tem sido muito pouco comum no passado recente dos benfiquistas.

Naturalmente, o título nacional fará esquecer tudo o resto e dará o mote para uma pacífica continuidade de Bruno Lage como timoneiro dos encarnados, no entanto uma eventual perda do título pode ditar a sua saída quando muitos já o davam como técnico para muitos anos.

Veremos o que ocorre nas próximas cinco partidas, mas o cenário continua a ser promissor já que o Porto terá um calendário mais exigente nesta reta final de campeonato.

Época pascal para refletir

Sérgio Conceição criticou a Liga NOS por não permitir aos Dragões maior tempo de descanso entre jogos, mas as suas preces não foram ouvidas e o Porto jogará com apenas dois dias de interregno.

O Benfica, por seu turno, beneficiará de maior tempo de descanso – mais um dia que o Porto – antes do seu embate da próxima jornada e tal permite às águias refletir sobre aquilo que tem sido mal feito nas últimas semanas a fim de preparar a equipa da melhor forma para o assalto final ao título.

De qualquer modo, a Jornada 30 da Liga Portuguesa não deverá trazer alterações significativas na luta pelo topo da tabela. O Porto recebe este sábado o Santa Clara e é dado como favorito 1.15 pela Betclic, uma das principais casas de apostas de Portugal, para bater os açorianos.

Já o Benfica, recebe na Segunda-feira um Marítimo desfalcado dos seus dois jogadores ofensivos mais influentes – Edgar Costa e Joel Tagueu – de modo voluntário, e apresenta-se como destacado favorito a 1.11 para manter a liderança da Liga Portuguesa quando restarem apenas quatro jornadas por disputar.

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