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Após a tempestade, que Sporting para esta época?

Recomeça o campeonato e parece que as quatro primeiras jornadas já foram há muito mais tempo tal a forma diferente como, de repente, se começaram a falar de forma diferente das equipas do que se fizera até agora.

O Sporting perdeu a liderança e o treinador num jogo atípico de três penaltys contra o Rio Ave.

As contratações feitas no ultimo dia do mercado, ao mesmo tempo que sentia a obrigação financeira de vender, deixou em suspenso qual o valor da equipa neste momento para continuar no mesmo nível competitivo na luta pelo titulo da Liga NOS.

Jesé e Bolasie são dois jogadores de enorme qualidade que, muitas vezes, ao longo destes tempos, elogiei pelo seu futebol (no caso de Bolasie mesmo empolgante no poder imaginativo de arranque e drible) ao mesmo tempo, porém, que questionei a falta de consistência de demonstração desse talento.

Um caso que reside mais na personalidade do jogador do que no seu futebol.

Por isso, a forma como irão surgir no Sporting, pensando num plano de estabilidade/continuidade do seu rendimento é a principal duvida.

Os riscos são enormes a esse nível, embora não tenha duvidas que em alguns jogo ou, melhor dizendo, em algumas jogadas, façam coisas de nível técnico fantástico e até ganhem os jogos numa jogada mas uma época não se decide, nem pode assentar, naturalmente, as suas bases, em elementos tão imprevisíveis.

No geral, perdeu Raphinha (por ter de vender) mas manteve Bruno Fernandes e o núcleo do meio-campo, onde Wendell é hoje também decisivo como factor de crescimento individual e colectivo.

Se Bataglia regressar, resgata um jogador que pode fazer a tacticamente decisiva posição nº6 (embora ele seja, de raiz, um nº8) num nível superior a Doumbia.

Sporting A maior duvida: o ataque

Com a defesa assente no mesmo quarteto, o que custa mais entender é, diria, a obsessão em dispensar/vender Bast Dost (e coloco as duas hipóteses porque o valor pelo que sai um jogador de mais de 30 golos época é “simbólico”).

Luís Phellype é um bom nº9 e acredito que agora, sentindo-se titular por não ter ameaça de concorrência (algo que sempre o perturbou noutras épocas, mesmo em clubes de dimensão menor ao Sporting) poderá estabilizar o seu jogo e manter a regularidade da… qualidade goleadora. Seja como for, é sempre uma duvida.

Ou seja, olhando os três sectores do onze após os negócios de final de mercado, o Sporting manteve a defesa e o meio-campo, mas tem agora um grande ponto de interrogação no rendimento do ataque.

Leonel Pontes já terá feito esta avaliação e se souber ir mexendo aos poucos na equipa (isto é, tentar manter o mais possível do onze-base e ir aos poucos introduzindo esses novos elementos ainda indefinidos) pode conseguir uma equipa na mesma competitiva. Lutar pelo titulo de forma clara, é outra coisa.

Após a tempestade, que Sporting para esta época?

A prioridade é fazer um grupo forte e a equipa ser unida (humana e tacticamente). A partir desse ponto, a “construção” do jogo terá de ser feita de acordo com o rendimento e características dos jogadores adaptados á ideia de jogo do treinador.

Naturalmente, sendo pragmático como o futebol exige, Leonel Pontes mesmo que faça um grande trabalho nos patamares exigíveis e necessários que referi, será sempre julgado pelos resultados.

Diria mesmo que bastarão os primeiros três ou quatro jogos (campeonato, Liga Europa e Taça da Liga) para essa sentença ser dada. Neste momento é uma (boa) solução de recurso após a inexplicável saída de Keizer.

Pontes tem conhecimento do clube e não é um “treinador-inventor”. Procura as soluções mais simples e nesta fase é o que o Sporting precisa.

Passar de interino a definitivo, depende, porém, mais da bola bater no poste e entrar ou ir para fora, do que toda essa avaliação de competências que sabemos no futebol ser uma “fogueira” onde caem todos os treinadores (mesmos os melhores do mundo).

O líder Famalicão: até onde pode ir?

O reinicio foi campeonato, traz também consigo a nota interessante de ver se o Famalicão (que recebe o Paços Ferreira em casa) irá conseguir manter a liderança isolado.

Naturalmente que ninguém pensa em ser campeão (tirando umas declarações delirantes do avançado brasileiro Anderson depois de ganhar ao Aves)

famalicao time

Mas a equipa apresenta uma qualidade de jogo, num 4x3x3 de posse e pressão, com defesa subida a sair a jogar, que mostra como tudo isto pode ser mais do que o clássico inicio das equipas-sensação que surgem todas as épocas (e depois vão desaparecendo pela classificação abaixo) para ser antes uma equipa (com bom jogadores, desde o filho de Paulo Assunção a jogar na mesma posição do pai a nº6, até, na frente, a qualidade sempre regular que ganha jogos de Fábio Martins) consistente no plano da sua “ideia de jogo” e assim, com um treinador estreante.

João Pedro, que fez antes toda a carreira principal como adjunto de Marco Silva, realizar um campeonato no topo da tabela e ser uma das melhores respostas á pergunta, olhando para o nosso campeonato, “o que é jogar bem?”.

É o melhor “titulo” que pode conseguir.