Prognósticos para Apostas Desportivas Online – Aposta Ganha

Apostas Online e Familia

Hoje trago um assunto que considero importante abordar: apostas Online e familia

Penso, pelo que pesquiso diariamente, que ainda não vi este assunto retratado. Pelo menos da maneira que penso que tenha que ser tratado, hoje vou tentar chegar ao que quero.

O Apostador e a sua família, generalizando, mas em certos aspetos indo ao cerne da questão.

Decidi escrever sobre isto, porquê? Porque estou atento, e nos últimos tempos. Talvez porque me faço acompanhar de apostadores que estão a levar o mundo das apostas à séria abordam-me esta questão…a família.

Assunto delicado, onde vou tentar dar, uma vez mais a minha opinião, e sobretudo do que oiço. Claro sem revelar as identidades das pessoas que o verbalizaram, ou melhor que se sentem um pouco afetados com as questões familiares.

Começo por algo simples, se um apostador não está bem, se alguém da nossa família não está bem, não conseguimos executar a nossa tarefa naturalmente da melhor maneira, isso aplica-se até com os trabalhos no nosso dia-a-dia.

A família próxima e até a mais afastada tem um “poder” sobre nós incalculável. Dizemos por aí que a família é o nosso pilar, e é verdade, mas no mundo das apostas, por vezes nem sempre assim.

Quantos são aqueles que já ouviram de um familiar, tipo “este aposta, gasta o dinheiro todo nisso” (…) “este já está rico“ (…) “é um viciado” (…) “só quer saber das apostas” (…)

Existem mais comentários?

Sim existem, digamos que aos olhos da nossa sociedade somos vistos como viciados. Sejamos sinceros e francos, é esse o mote de muitas opiniões, família incluída.

O apostador tem duas a três hipóteses diria, ou esconde, e mesmo assim outras suspeitas se levantam. Pois não sabem de onde surge o poder económico, e pensa-se logo, pronto “vende droga”… Verdade?

Depois conta, e obriga-se a levar com a realidade, frontalidade, e com as mentalidades ainda um pouco retrogradas no nosso Portugal. Diria com “falta de cultura” porque em certos países esta atividade é normal, aliás faz parte do dia a dia das pessoas.

Uns familiares apoiam, outros, olham de lado, outros criticam. E o apostador…sente-se “abandonado” pela incompreensão pelo que se passa actualmente na sociedade.

Mesmo com a regulamentação das apostas desportivas e com a introdução no mercado das casas de apostas reguladas, como Betclic, bet pt entre outras, o assunto delicado mantém-se.

Sim, já é regulamentado, já não se faz nada no limbo jurídico, agora tudo está preto no branco. Mas mesmo assim, estamos sempre sujeitos aos comentários menos próprios de familiares e amigos.

Não é fácil gerir estes sentimentos num apostador, saber mesmo que faça bem, está a ser mal visto pela sociedade, amigos e até familiares.

Isto torna-o cada vez mais isolado, e bem, amigos, não é à toa que vejo que muitos dos apostadores de sucesso espalhados no mundo, numa maneira geral, com dificuldades no relacionamento.

Claro isolam-se de tudo e de todos, e diria, o tempo dispensado a esta Actividade também não ajuda a “socializar” da melhor maneira.

Falei num aspecto importante, há pouco, a família, mas e a mulher e a namorada, a companheira?

Como é que nos vêm nesta actividade, diria que é mesmo muito complicado “gerir” as nossas caras metade com esta Actividade.

Vamos abordar da seguinte maneira…passamos horas a estudar jogos, a escrever sobre eles, a ver jogos, e a fazer contas à nossa banca e depois, que tempo sobra?.

Eu diria que esta actividade ocupa mais tempo de “trabalho” que outro tipo de atividade. Mesmo não estando no ato direto – trabalhar sobre as apostas online.

Obviamente que a vida não passa só por isto, trabalhar, trabalhar. Mas o jogo de futebol por norma acontece ao fim de semana, o ideal, para, passear e estar com a família, e nós?? A trabalhar… a ver futebol, por exemplo.

Junto ainda, os filhos, aqui o assunto é ainda mais delicado, porque e aqui falo por mim mesmo. Tenho fases em que eles requerem mais a nossa atenção, e claro, qualquer Pai quer estar em cada milímetro na fase de crescimento da vida dos nossos pequeninos.

É obvio que um dia eles seguem sozinhos o caminho deles, como nós fizemos o nosso.

Mas, eu disse tem fases em que temos que estar mesmo lá, senão perdermos. O primeiro dente, o primeiro passo, a primeira palavra… vocês sabem…. É complicado amigos!

Relacionar com o outro, tempos, vontades, trabalho, horários, timings, com a nossa actividade, leva-nos muitas das vezes a perder o que tanto amamos.

É verdade, pura e dura, temos chatices com a família, esposa, namorada. Porque começam a querer naturalmente que passemos mais tempo com elas/eles em vez de estar a olhar para um computador ou a ver futebol, por exemplo.

Exigir mais e mais, e nós sem muitas escolhas, cedemos claro, em certos aspecto. Mas depois, demoramos mais tempo quando nos afastamos do mundo das apostas online, demoramos a seguir o dobro do tempo para retomar. E a seguir, vem a cobrança novamente.

Não é fácil, e diria novamente, vejo ao meu redor que pessoas que fazem disto, vida, muita das vezes têm que escolher, família, amigos, esposas, filhos. E é complicado ser obrigado a escolher desta maneira.

Por norma quem “paga” a fatura é as apostas, o lucro daquele mês, ou então o esforço a dobrar que faremos a seguir. Na minha opinião por muito que consigamos dividir o nosso dia a dia e jogar com tudo, não estamos a 100% em lado nenhum, mas creio que este aspecto é geral.

Muitos perdem namoradas, têm problemas conjugais, familiares, surgem sempre discussões. Seja no trabalho “normal” como também nas apostas online, no nosso mundo que tanto é criticado, mas que bem feito…paga tanta conta ao fim do mês.

Mas nem tudo é mau, não, sei de casos, bons!

Pessoas que trabalham no nosso mundo das apostas online e nas desportivas em específico, têm o apoio da família, e das mulheres/namoradas/companheiras. Sei de casos que até que uma aparição aqui e ali, serve para o outro o ouvir e até criticar o seu desempenho.

Os prognósticos, os artigos e até a performance mensal faz parte do dia a dia à mesa como costumamos dizer. Por vezes os directos servem para “matar” saudades, rever amigos, saber como eles estão naquele dia em específico.

Falando em diretos….

A exposição mediática também pode trazer alguns problemas por vezes. As redes sociais permitem chegar longe, espalhar a palavra, mas pode também trazer problemas com isso.

E podemos sentir isso em certos comentários por exemplo em alguns posts que fazemos relativamente à nossa atividade.

É muito complicado o equilíbrio familiar, e diria que que as odds não estão a nosso favor amigos. Mas não é fácil ter alguém a nosso lado, que lute junto connosco, que compreenda o tempo que dispensamos nas apostas online, que abdique, e até que se interesse por aquilo que realmente fazemos e gostamos de fazer…mas…..

Isto também não se passa nos “outros ditos trabalhos?” Porque é que tem que ser assim tão difícil compreender, pelo medo? Pelo estigma social? Ou porque as pessoas já não conseguem abdicar algo de si em prol do outro, por causa de sermos apostadores?

Diria mais, o mundo está cada vez mais egoísta. E deixo aqui só uma opinião, minha apenas, se não vos apoiam, se não vos compreendem, é porque não gostam realmente de vocês.

É porque não querem o vosso bem, é porque não vos amam na sua essência da palavra e no real valor do amor. Amar o outro exatamente por aquilo que é e tem.

Estar apoiado a nível familiar, pelas nossas(os) companheiras(os) na luta é um passo grande para o sucesso.

Obviamente sempre a lutar por mais e melhor, mas juntos e a dois (família incluída), tudo se torna mais acessível de alcançar.

Hoje acredito que despertei algumas mentalidades para esta realidade, e para outros, dirão, finalmente alguém escreveu sobre isto.

É certo que muito teríamos que escrever sobre este assunto. Mas para não ser algo “cansativo” dei apenas uns “toques na bola” e esperando fazer acordar um pouco o nosso mundo para esta realidade.

Temos que ser muito fortes, já basta termos que dar cabo das casas de apostas online. Vermos 10000 horas de desporto, ler 100 jornais por dia, ainda temos que olhar para nós, para o nosso estado emocional e da nossa família em geral.

Por aqui me fico, e deixo-vos um forte abraço. E continuem a vossa luta e espero que as vossas famílias, e caras metades e filhos vos apoiem em tudo, para o bem e para o mal, obviamente.

Boas apostas, e boa sorte, até ao próximo artigo.

3 Comentários

  1. miguelyn

    23 de Outubro de 2018 at 12:01

    Muito bom. Um problema sempre presente. No meu caso ganha sempre a família, daí não ter hipótese de lucrar nas apostas. Encaro-as apenas como o meu passatempo favorito.
    E mesmo assim, ás vezes lá vem o “lá vais tu para o computador…” 😏

  2. Duarte Pinto

    3 de Novembro de 2018 at 18:23

    Enquanto profissional, ou se não for esse o termo correto, não interessa, vivo deste deste ramo e vou apenas deixar a minha opinião que vale o que vale.

    No princípio, quando decidimos ganhar coragem e fazer disto vida temos de ser muito fortes, sobretudo convictos de que vamos vingar, e temos de dar ouvidos de mercador, a tudo o que nos rodeia.

    O nosso sucesso depende apenas de nós e não da opinião dos nossos familiares ou amigos. O preconceito que existe é enorme, sobretudo em Portugal, e se formos a decidir em função da aceitação dos familiares ou amigos, não vamos a lado algum.

    Depois, um apostador, ou uma pessoa que viva neste mundo tem de ter uma grande capacidade de não se deixar influenciar. E isso também se aprende, sobretudo com a experiência. É verdade quando o Ricardo diz que o que se passa com a família nos afecta, isso é perfeitamente normal, seja neste ramo seja em qualquer outro. No entanto, se quisermos sobreviver neste mundo temos de tentar criar um “escudo” ou filtrar, na medida do possível essas emoções.

    Hoje acredito que é mais a influência que nós levamos para a nossa família e chegados, do que ao contrário. E conheço várias pessoas que desistiram desta vida precisamente pelo fator família, mas pelo que me apercebi foi uma questão de não saber dosear o trabalho.

    É fundamental termos regras, foco, mas muita organização. O tempo da família não deve ser prejudicado por nossa causa. Claro que isto é muito simples de dizer, mas para um apostador em live, é ainda mais complicado, pois há que acompanhar os jogos naquele momento, e o calendário não é alterado. Essa é uma das razões porque eu decidi, desde bem cedo, trabalhar a punter. Claro que acompanho sempre que possível os jogos, mas nada me impede de ver os jogos em diferido, e isso é comportável com o tempo que damos à família.

    Ricardo, grande artigo num tema de extrema sensibilidade. E por aqui também se vê que esta é uma profissão como qualquer outra, sim, com o mesmo nível de risco que muitas outras, mas há que reunir alguns requisitos fundamentais, e esta questão familiar exige muito de todos nós, nesta profissão.

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