Após uma sequência de apenas duas vitórias em 13 jogos, que culminou com o mais que provável adeus ao título, rebentou a corda na Luz, com a saída de Bruno Lage do comando técnico do Benfica, cerca de um ano e meio depois da sua promoção da equipa B à equipa principal.

“NEGAS” DADAS POR JESUS E POCHETTINO

Muitos têm sido os nomes dos treinadores apontados pela imprensa desportiva à sucessão, desde Jorge Jesus, Mauricio Pochettino, Massimiliano Allegri e Laurent Blanc, a Luciano Spaletti e Marcelo Gallardo.

Em relação aos dois primeiros, a alegada indisponibilidade para o português abandonar o projeto no Flamengo, caso as competições brasileiras e a Copa Libertadores não sejam canceladas devido à pandemia, e a “nega” dada pelo argentino ex-Tottenham assumem destaque nas últimas horas.

AS HIPÓTESES EMERY E NAGELSMANN: UTOPIA?

No que concerne a Unai Emery, técnico com méritos reconhecidos sobretudo ao serviço do Sevilla (ao serviço de quem juntou três Ligas Europa ao seu currículo) – que foi despedido em novembro passado do Arsenal, depois do ponto mais alto da sua carreira no Paris Saint-Germain – existe alguma controvérsia.

Há quem diga que o espanhol recusou o Benfica, por preferir esperar pelo final da temporada, de forma a perceber o que o mercado internacional lhe poderá oferecer, e existem notícias que apontam no sentido contrário, da recetividade do ex-Arsenal em ouvir as condições em que poderá rumar a Lisboa.

Nas últimas horas, a imprensa desportiva espanhola juntou ao rol de treinadores o nome do jovem técnico alemão Julian Nageslmann, descrevendo-o como o “sonho de Vieira”. Autor de um trabalho fantástico ao serviço do Hoffenheim, que lhe levou a ser aposta no Leipzig, onde tem contrato válido até junho de 2023.

O nome do português Marco Silva (sem clube desde que saiu do Everton) foi dos primeiros a ser associado ao cargo, mas tem vindo a perder força nos últimos dias.

Em sentido contrário, surge a hipótese Marcelo Gallardo, que é um dos nomes mais respeitados na América do Sul e que comanda o River Plate desde junho de 2014.

Para já, será Nélson Veríssimo – e não o mais esperado Renato Paiva, técnico dos “bês” –, até então “braço-direito” de Bruno Lage, a assumir o comando do Benfica na próxima partida, frente ao Boavista, no Estádio da Luz.

Existe até a possibilidade do antigo jogador poder assumir até final da época, pela dificuldade que Luís Filipe Vieira tem tido em encontrar um treinador de créditos firmados que pretenda abraçar já o projeto “encarnado”, sem esperar pelo final da temporada.

LAGE: DO CÉU AO INFERNO EM 544 DIAS

Poucos eram os que acreditavam que Bruno Lage, solução interina promovida da equipa B à equipa principal aquando da saída de Rui Vitória, em janeiro de 2019, poderia ter o sucesso suficiente para agarrar a cadeira de treinador principal do Benfica.

A verdade é que, no fim de 2018/19, foi Lage o rosto principal do verdadeiro “sprint” do Benfica no campeonato, onde recuperou de sete pontos de desvantagem para o FC Porto, com uma segunda volta quase perfeita (16 vitórias e um empate).

A presente temporada até começou bem, numa lógica “resultadista”, com a conquista da Supertaça (goleada de 5-0 ao rival e vizinho Sporting) e um ciclo de 18 vitórias nos primeiros 19 jogos da Liga NOS. No entanto, a notória quebra ao nível do rendimento dentro de campo teve os seus primeiros sinais logo no início do campeonato.

NO “PÓS-FÉLIX”, VENCER SEM CONVENCER

A equipa demonstrava falta de capacidade para manter o alto nível exibicional da época passada e não foi só a saída de João Félix que, considero, provocaram a quebra.

Bruno Lage adulterou as suas próprias opções, que tão bem tinham corrido no ano anterior, e, à medida que a época foi avançando, também o desnorte do técnico ficou mais visível.

Ninguém percebeu até hoje o “eclipse” de Samaris e Florentino, obreiros no meio-campo do Benfica que conquistou o título em 18/19, pela “obsessão” em torno de Gabriel e Taarabt.

Talvez mais difícil ainda de explicar são as apostas que Bruno Lage realizou nas primeiras partidas da Liga dos Campeões, numa clara tentativa de valorizar os jovens da formação do Seixal, deixando a transparecer uma forte influência da Direção no seu trabalho.

Não menos verdade é que o Benfica, numa altura em que goza, na boca do próprio presidente, de um notável “equilíbrio financeiro”, tenha atacado este campeonato com um plantel riquíssimo em soluções para o meio-campo, por exemplo, e com deficiências claras nas posições do eixo da defesa do ataque – sem uma solução mais móvel, à imagem de Félix e Jonas.

544 dias depois de ter a primeira aventura como treinador principal no comando de um plantel principal, com um campeonato e uma Supertaça no currículo, Bruno Lage deixou o Seixal e a Luz.

A ascensão meteórica e a (in)esperada queda fazem-me aguardar com muita curiosidade o próximo projeto que o treinador de 44 anos abraçará.

HAVERÁ CAPACIDADE DE REAÇÃO JÁ NO SÁBADO?

Depois do descalabro na Madeira, que aconteceu na passada segunda-feira, a equipa do Benfica volta a entrar em campo já no próximo sábado, pela 30.ª jornada da Liga NOS.

De regresso ao Estádio da Luz, onde existe uma “malapata” que já dura há cinco jogos consecutivos (três empates e duas derrotas), que resposta darão os jogadores no primeiro jogo sem Lage?

As melhores cotações que encontramos para a vitória do Benfica são de 1.30 na Bet.pt, o empate cota a 5.60 e o triunfo do Boavista a notáveis 12.00.

Nos mercados de 1X2 e handicap, considero escolhas de alta imprevisibilidade, uma vez que a resposta que o coletivo do Benfica dará sob a orientação de Veríssimo é uma perfeita incógnita.

Por outro lado, consigo encontrar valor no mercado de ambas as equipas marcam, que as melhores casas de apostas online disponibilizam a saborosos 2.20. O Boavista atravessa uma situação tranquila na classificação e acredito que possa ir à Luz tentar, aqui e acolá, dividir as despesas da partida.

O Benfica não atravessa uma boa fase em termos defensivos, mas pelo menos no ataque espero uma ligeira melhoria, até porque, mesmo nos últimos jogos de Lage com resultados negativos, a equipa conseguiu dispor de boas oportunidades para marcar.

 

 

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