Foi ontem oficializada a saída de Ricardo Sá Pinto do Vasco da Gama, apenas 15 jogos depois de ter chegado ao clube mais português do Brasil. A aventura no Rio de Janeiro termina passado cerca de dois meses e meio e a tendência do treinador português de 48 anos de durar pouco nos clubes por onde passa voltou a confirmar-se, devido aos maus resultados mas, alegadamente, não só.

GOLEADA SOFRIDA NO PARANÁ FOI A GOTA DE ÁGUA PARA SÁ PINTO NO VASCO DA GAMA

A situação em que o treinador encontrou a equipa carioca, a 14 de outubro passado, estava longe de ser melhor, com o clube mergulhado numa crise institucional, com reflexos graves a nível financeiro, que geram problemas no pagamento fidedigno dos salários de jogadores e funcionários do clube.

Passados 76 dias após a assinatura do contrato com aquele que é conhecido como o “clube mais português do Brasil”, o rendimento desportivo ficou longe de melhorar, quer nos resultados, quer ao nível da qualidade de jogo da equipa carioca, ainda que com a atenuante, a favor de Sá Pinto, dos vários problemas com lesões e ausências devido à covid-19.

Um dos pontos mais negativos da caminhada do antigo de treinador de Sporting e Braga, entre vários outros clubes, no Vasco da Gama foi a eliminação na Copa Sul-Americana, aos pés dos argentinos do Defensa y Justicia, com uma derrota em casa, após empate fora.

Na Série A do Brasileirão, também o objetivo da manutenção não estava a ser cumprido na plenitude, visto que o Vasco é atualmente o 17.º classificado, o primeiro abaixo da linha d’água, com os mesmos 28 pontos do Bahia, ainda que com um jogo em atraso que poderia valer uma subida de três a cinco lugares na tabela.

Os rumores da saída já pairavam no ar nas últimas semanas, mas, há semana e meia, a vitória arrancada a ferros na receção ao Santos (1-0) levou Sá Pinto a conseguir um pequeno balão de oxigénio, que viria a durar pouco tempo.

Isto porque, no último domingo, o Vasco foi goleado (0-3) na visita ao Athletico Paranaense e isso terá precipitado uma reunião entre a direção do clube carioca e a equipa técnica liderada pelo treinador português, onde foram recentemente acordados os moldes para a rescisão do vínculo contratual que ligava as duas partes.

GOLEADA SOFRIDA NO PARANÁ FOI A GOTA DE ÁGUA PARA SÁ PINTO NO VASCO DA GAMA

ORDENADOS EM ATRASO NA BASE DA INSTABILIDADE

É do domínio público os problemas diretivos e financeiros que o Vasco da Gama atravessa, até pelas recentes eleições que apontam no sentido da mudança da estrutura diretiva, algo que já vem de trás e que também terá contribuído para prejudicar o trabalho de Ramon Menezes, treinador sobre o qual a opinião pública defende que mereceria mais algum crédito antes da saída.

No entanto, a imprensa portuguesa, nomeadamente através do Observador e d’O Jogo, não se escusou a apontar outros problemas para lá dos maus resultados desportivos para que Sá Pinto e Vasco da Gama tivessem chegado a entendimento para a saída antes de terminar o contrato assinado em outubro.

Alegadamente, o clube carioca não terá pago um único cêntimo a Sá Pinto e à sua equipa técnica desde que esta aterrou no Rio para dar início à que viria a ser uma curta aventura no comando técnico do Vasco da Gama.

Também os jogadores da equipa vascaína terão vários meses de ordenados em atraso, uma consequência da crise institucional que o clube atravessa.

Especificamente segundo o Observador, Sá Pinto ter-se-á mostrado favorável a abandonar o barco, uma vez que nunca terá sentido o apoio necessário por parte da direção para juntar as tropas e lutar com todas as condições pelo objetivo da permanência.

A DIFÍCIL VIDA DO TREINADOR PORTUGUÊS NO BRASIL, COM JORGE JESUS A SER A EXCEÇÃO À REGRA

A aposta no treinador português por parte de clubes brasileiros já não é nova e teve o seu início na década de 40, com Jorge Joreca, que se sagrou tricampeão estadual pelo São Paulo.

Entre vários casos de treinadores que tiveram as suas aventuras nos escalões inferiores do futebol canarinho (Luís Miguel Gouveia, Paulo Morgado e até Sérgio Vieira, o atual treinador do Farense), as situações mais recentes que acabaram por não ser bons exemplos de sucesso incluem os nomes de Paulo Bento (Cruzeiro), Augusto Inácio (Avaí) ou Jesualdo Ferreira (Santos).

A falta de paciência diretiva para colher os frutos a médio/longo prazo do trabalho de um treinador é um assunto por demais debatido no mundo do futebol e, entre culpas para um e outro lados, salta à vista o sucesso de Jorge Jesus, o português mais bem sucedido por terras de Vera Cruz de sempre.

A DIFÍCIL VIDA DO TREINADOR PORTUGUÊS NO BRASIL, COM JORGE JESUS A SER A EXCEÇÃO À REGRA

Na pista do atual treinador do Benfica, que levou o Flamengo a conquistar cinco troféus em apenas um ano, está Abel Ferreira, treinador que sonha conquistar a Copa Libertadores ao serviço do Palmeiras.

Nas meias-finais da maior prova de clubes da CONMEBOL, o “Verdão” terá de superar o River Plate para chegar à final da prova vencida pelo Flamengo de Jorge Jesus na época passada.

🎯Na Betano, a qualificação do Palmeiras cota a 1.95, pertencendo o favoritismo aos argentinos do River Plate (1.65).

 

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