Está encontrado o sucessor do Liverpool como novo campeão europeu. O Bayern Munique bateu o Paris-Saint Germain, por 1-0, na final realizada no Estádio da Luz, em Lisboa, no último domingo, venceu a atípica edição de 19/20 da Liga dos Campeões e marcou encontro com o Sevilla, vencedor da Liga Europa dois dias antes, para a Supertaça Europeia 2020.

11 CONTRA 11… E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES

As duas equipas procuravam ascender ao topo do futebol europeu – e mundial –, numa final realizada em moldes completamente diferentes, desde logo pela ausência de público nas bancadas (apesar da presença de várias personalidades fortes do ramo político), devido às restrições provocadas pela pandemia.

A uma entrada forte, com a equipa do Bayern a pressionar bem alto a saída de bola do adversário, o PSG respondeu na mesma moeda, mostrando não ter receio do poderio bávaro e até pertenceu a Neymar a primeira grande oportunidade de golo da final, que esbarrou na muralha chamada Manuel Neuer.

Pertenceu ao inevitável Robert Lewandowski a primeira jogada de frisson junto da baliza a cargo de Keylor Navas (que regressou após lesão para substituir Sergio Rico), com a bola a embater no poste esquerdo da baliza francesa.

Num jogo de parada e resposta quase constante, foram as defesas a levar a melhor até ao intervalo. Para tentar quebrar o nulo na primeira parte, Ángel Di María dispôs de excelente oportunidade, fazendo a bola passar pouco por cima da trave superior da baliza do Bayern, após receber sob a meia direita do ataque francês.

Até ao apito para o descanso, ambas as equipas voltaram a ter uma oportunidade cada, com Navas a brilhar após cabeceamento de recurso, mas num grande gesto técnico, de Lewandowski, que ficou em branco pela primeira vez nesta edição de 2019/20 da Liga dos Campeões.

O segundo tempo contou com uma entrada forte da formação de Munique, que sufocou a construção na primeira e segunda fases do PSG até desbloquear o marcador. Kingsley Coman, aos 59 minutos, apontou com um golpe de cabeça o único golo da final, após assistência primorosa de Joshua Kimmich.

Até final, o PSG poderia ter chegado ao empate, beneficiando, sobretudo, das poderosas incursões sobre a esquerda do ataque de Kylian Mbappé, mas faltou melhor definição no último passe e no último terço em geral.

Bastante apagado, para o que poderia ter dado ao jogo, esteve Neymar. Após o apito final do árbitro italiano Daniele Orsato, o internacional brasileiro foi um dos jogadores mais afetados emocionalmente pela derrota, a par do argentino Leandro Paredes, deixando cair mesmo várias lágrimas, com uma expressão de profunda desolação.

11 CONTRA 11… E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES

Do lado do Bayern, o destaque vai naturalmente para a conquista da 6.ª orelhuda da sua história, após um jogo que encerrou a atípica temporada futebolística de 2019/20, que entrará irremediavelmente para a história devido às mudanças impostas pelo combate à pandemia do novo coronavírus.

A Liga dos Campeões foi a cereja no topo do bolo de uma época fantástica sob o comando técnico de Hans-Dieter Flick, que venceu ainda a Bundesliga e a DFB Pokal, alcançando o famoso “triplete” para o Bayern.

No final do jogo, o treinador alemão puxou dos galões e recordou as críticas de que a sua equipa foi alvo aquando da sua entrada para a função de treinador principal, como substituto interino de Niko Kovac:

«Estou orgulhoso da equipa. Quando começamos, em novembro (altura em que assumiu a equipa) li manchetes como: Não há mais respeito pelo Bayern, não há mais medo do Bayern. O desenvolvimento da equipa nos últimos dez meses foi sensacional. Fizemos o melhor uso de tudo, inclusive da paragem devido ao coronavírus. Vimos que o PSG era muito forte ofensivamente, mas mesmo assim jogámos com ousadia e merecemos a vitória».

BAYERN CAMPEÃO EUROPEU COM RECORDE

É certo que, para tal, muito terá ajudado o facto de as eliminatórias dos quartos-de-final e das meias-finais, ao contrário do habitual, se disputarem a uma só mão, mas a verdade é que o Bayern foi o primeiro vencedor da história da Liga dos Campeões a somar por vitórias todas as partidas realizadas na competição organizada pela UEFA.

A caminhada teve início na 1.ª jornada da fase de grupos, com os 3-0 ao Estrela Vermelha, e terminou em Lisboa, ontem, com um saldo total de 11 vitórias consecutivas, onde os bávaros marcaram 38 golos e sofreram em apenas oito ocasiões.

Melhor marcador desta edição da prova com 15 golos, Robert Lewandowski ficou em branco na final e falhou o recorde que ainda pertence a Cristiano Ronaldo, de mais golos (17) marcados numa só edição da Liga dos Campeões.

Apesar disso, o polaco coroou aquela que é muito provavelmente a melhor época da carreira com a conquista da mais importante competição de clubes que um futebolista pode almejar durante a sua carreira e será, certamente, um nome a ter em atenção para o prémio FIFA ‘The Best’.

SEVILLA FEZ HISTÓRIA E CONQUISTOU A 6.ª LIGA EUROPA DO SÉCULO XXI

O fim-de-semana ficou marcado pelas decisões nas competições da UEFA, as únicas provas que estavam a faltar concluir para colocar um ponto final na época de 2019/20 e apontarmos agulhas, de forma definitiva, para 2020/21, que já arrancou em vários países e cuja preparação já está em marcha nos principais países europeus.

Na sexta-feira passada, a primeira grande decisão teve lugar em Colónia, na Alemanha, no RheinEnergieStadion, onde o Sevilla levou a melhor sobre o Inter de Milão, com triunfo por 3-2, num jogo cheio de história e decidido fortemente pelo recurso aos lances de bola parada.

Com apenas cinco minutos de jogo, Romelu Lukaku completou a incrível sequência de jogos a fazer o gosto ao pé na Liga Europa e abriu, de “penalty”, as hostilidades, após falta sofrida do brasileiro Diego Carlos, que viria a corrigir o erro – e de que maneira! – na segunda parte.

Foram precisos apenas sete minutos para o Sevilla responder e fazer cumprir o mercado de ambas as equipas marcam que aqui sugeri previamente, tal como o de Lukaku a marcar a qualquer altura. Como “red” saiu a sugestão no empate, que continuo a olhar como aposta de valor, depois do que sucedeu em campo.

Luuk de Jong marcou o primeiro de dois golos (12’ e 33’) que completaram a cambalhota no marcador, em ambos os lances após a cobrança de bolas paradas.

Ainda na primeira parte, o Inter não quis ficar atrás e foi o uruguaio Diego Godín a cabecear para o fundo das redes, após livre cobrado no último terço por parte do croata Marcelo Brozovic.

Na segunda parte, ambas as equipas foram mais cautelosas na procura da vitória, mas foi mesmo o Sevilla a sorrir. D

iego Carlos, com um pontapé acrobático, fez com que a bola embatesse em Lukaku, que passou de herói a vilão, oferecendo precisamente a troca de papéis ao defesa brasileiro ex-Estoril e FC Porto, que havia cometido a falta que deu origem ao “penalty” com cinco minutos de jogo.

Até final, o Inter dispôs de uma ótima oportunidade para chegar ao 3-3, numa jogada que se desenrolou aos trambolhões dentro da grande área dos espanhóis, mas daí em diante o ritmo quebrou bastante e no fim a festa foi dos andaluzes.

Julen Lopetegui foi o grande obreiro da 6.ª conquista da Liga Europa por parte do Sevilla, que já havia festejado o título de campeão da segunda maior prova de clubes da UEFA, neste século, em 2005/06, 2006/07, 2013/14, 2014/15 e 2015/16.

SUPERTAÇA EUROPEIA DENTRO DE UM MÊS

Com toda a reformulação dos calendários futebolísticos das temporadas de 2019/20 e 2020/21, devido à pandemia de Covid-19, o regresso das emoções fortes nas provas da UEFA está já agendado para o dia 24 de setembro.

O Bayern, vencedor da Liga dos Campeões, irá medir forças com o Sevilla, campeão da Liga Europa, em Budapeste, na Hungria.

 

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