Desilusão. É esta a palavra que melhor define o desfecho do jogo da 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, onde as “águias” perderam por 2-1 frente ao PAOK, de Abel Ferreira, na estreia de Jorge Jesus. A somar à queda para a Liga Europa, o Benfica procurará reconquistar o título de campeão português.

ZIVKOVIC: QUANDO O BARATO SAI CARO…

O filme principal do jogo de Salónica, onde o Benfica tinha vencido nas três vezes anteriores que lá tinha atuado, desenrolou-se na segunda parte, após um primeiro tempo com sinal mais da equipa portuguesa, que foi a única a criar perigo, ainda que sem a acutilância e intensidade necessárias para justificar de forma inquestionável a vantagem ao intervalo.

Na segunda parte, o domínio do Benfica deu lugar a um PAOK mais atrevido, que passou a tentar jogar com as linhas ligeiramente mais subidas, sobretudo até ter inaugurado o marcador, num lance em que as costas do corredor direito (pertencente a André Almeida) foram exploradas, com Akpom a cruzar para uma finalização a meias entre Jan Vertonghen e Giannoulis.

Sem a receção que se pretendia, ou por falta de capacidade física ou por ter acusado emocionalmente o golo sofrido, o Benfica fez entrar Darwin Núñez (reforço mais caro da sua história) e Carlos Vinícius, que acabaram por ver Andrija Zivkovic marcar à ex-equipa, num lance de puro contra-ataque sob a direita do ataque dos gregos.

A faltar cerca de um quarto de hora mais descontos para o fim do tempo regulamentar, o Benfica voltou a tentar acercar-se da baliza do PAOK, que tornou a baixar as suas linhas no terreno, criou uma ou outra situação de finalização, mas sem a dinâmica necessária e que, curiosamente, a equipa até chegou a demonstrar, a espaços, nalguns jogos de pré-época.

Já em cima do apito final, Rafa respondeu com um bom cabeceamento a um dos poucos cruzamentos de bom efeito de André Almeida, mas era tarde demais e não havia tempo para o Benfica carregar em busca do golo que forçasse o prolongamento.

ZIVKOVIC: QUANDO O BARATO SAI CARO…

É caso para dizer que o barato sai caro. Ora, há cerca de duas semanas Andrija Zivkovic rescindiu amigavelmente com os “encarnados”, que acordaram pagar-lhe parte do salário até final do contrato, de forma a aliviar a folha salarial, que estava inflacionada pela presença do extremo sérvio num plantel onde, depois de não contar para Bruno Lage, também não terá enchido as medidas a Jorge Jesus.

Para poupar cerca de cinco milhões de euros, o Benfica dispensou aquele que viria a ser um dos grandes “carrascos” desta 3.ª pré-eliminatória, que atirou as “águias” para a fase de grupos da Liga Europa, onde Jesus deverá apontar à final.

FALHARAM DUAS DAS TRÊS CHAVES

Tal como aqui referi na antevisão ao jogo entre PAOK e Benfica, seria fundamental à equipa de Jorge Jesus garantir um bom acerto na finalização, ganhar a luta do miolo e ter o equilíbrio necessário no momento da transição defensiva.

Duas das três premissas falharam, desde logo devido à ineficácia à frente da baliza (não obstante a má exibição, o Benfica teve algumas boas oportunidades, por Seferovic, Everton e Grimaldo) e na má abordagem na recuperação defensiva (os dois golos do PAOK resultam precisamente de erros nas alas na sequência de contra-ataques).

Quanto à disputa do meio-campo, o Benfica esteve por cima (sem consequências práticas) na maior parte do tempo, em virtude de uma postura inteligentemente defensiva por parte do PAOK: foi o próprio Abel Ferreira, após o jogo, a dizer que teve de “alinhar as velas consoante o vento”.

Ao contrário do que esperava, que passava por um jogo mais disputado e com duas equipas a tentar ter bola e controlar as despesas, foi o Benfica a superiorizar na posse e na iniciativa e o PAOK a ser o conjunto mais eficaz quer a defender, quer a atacar.

MAU ARRANQUE PARA JESUS E TRAVÃO NO INVESTIMENTO

Perdida a possibilidade de juntar aos seus cofres uma quantia em torno dos 40 milhões de euros (prémio para a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões, onde o Benfica tinha estado nos últimos 10 anos consecutivos), o clube encarnado deverá fazer agora uma espécie de regressão na abordagem ao mercado de transferências.

Segundo a imprensa desportiva, Vieira e os seus pares estariam à espera da qualificação para a fase de grupos da “Champions” para reforçar ainda mais o plantel às ordens de Jorge Jesus, com destaque para as notícias acerca do alegado interesse dos “encarnados” em jogadores como Gerson e Bruno Henrique, peças fundamentais do Flamengo de JJ.

Sem o retorno que a prova milionária poderia garantir, poderá até dar-se o caso de o Benfica ser obrigado a vender algumas das suas principais pérolas, sendo muito provável que Carlos Vinícius (que pareceu a terceira e última opção de ataque para Jesus após o jogo de Salónica) abandone a Luz.

APOSTA TOTAL NA CONQUISTA DO CAMPEONATO

Falhado o primeiro grande objetivo da época 2020/21, logo no primeiro encontro oficial da nova temporada, é altura de recuperar rapidamente o moral das tropas e apontar baterias à Liga Portugal, onde o Benfica procurará voltar a ganhar, batendo a concorrência do campeão nacional e rival FC Porto.

Para reforçar a capacidade do plantel às ordens de Jorge Jesus (que foi contratado para substituir Bruno Lage na sequência de uma das piores épocas da história “encarnada”), a administração encarnada já gastou uma verba a rondar os 80 milhões de euros.

Se a contratação de Darwin Núñez por 24 milhões de euros ao Almería bateu os recordes de transferências no clube da Luz e em Portugal, os investimentos feitos por Éverton (ex-Grêmio, 20M), Pedrinho (ex-Corinthians, 18M) ou Luka Waldschmidt (ex-Friburgo, 15M) não ficam muito atrás.

Menos dispendiosos foram os investimentos feitos para assegurar os passes de Jan Vertonghen (defesa-central internacional belga que chegou a custo zero depois de terminar contrato com o Tottenham) e de Helton Leite (guarda-redes contratado ao Boavista, onde se destacou como um dos melhores do campeonato em 2019/20).

Até à data (recordo que o mercado só fecha no início do próximo mês de outubro), o Benfica não perdeu nenhuma das suas principais figuras das últimas épocas, pelo que o destaque terá mesmo de ir para o lote de entradas, que ainda não deverá estar fechado.

APOSTA TOTAL NA CONQUISTA DO CAMPEONATO

Isto porque o Benfica precisa de reforçar a sua linha defensiva com mais uma ou duas opções para o eixo, estando muito próximo um entendimento por Rúben Semedo, ao serviço, para já, do Olympiakos.

Relativamente ao reforço das restantes posições (fica a clara sensação de que falta um “oito” à medida do estilo que Jesus pretende implementar, bem como alternativas credíveis para a linha defensiva), há uma grande incógnita para sanar nos próximos dias.

POUCO TEMPO PARA ERGUER A CABEÇA

Apesar do falhanço europeu, que surge um mês antes das próximas eleições (sairá Luís Filipe Vieira prejudicado deste desfecho, que até surgiu depois de traumatizante época de 19/20?) e de ainda haver algumas indefinições em relação ao que será a época 2020/21, o Benfica não terá tempo a perder.

Isto porque, na próxima sexta-feira, o vice-campeão nacional entra em campo diante do Famalicão, na 1.ª jornada da Liga Portugal, que terá o seu primeiro jogo da nova época no Estádio Municipal 22 de Junho.

A equipa de Jorge Jesus é favorita (1.40), num encontro onde um surpreendente triunfo do Famalicão paga a 6.95 e o Empate a 4.50 na Betano.

Pessoalmente, pela reação que se espera por parte das “águias” e pelas várias mexidas com que João Pedro Sousa teve de lidar neste defeso, será uma boa opção o handicap (-1) do Benfica, a 2.04 nas melhores casas de apostas.

 

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