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Benfica e FC Porto na Europa: A perda da “consistência”

Lutar por subir no ranking europeu (neste momento, uma luta entre equipas portuguesas e russas pelo sexto lugar) coloca o nosso futebol perante a sua verdadeira realidade (a nível de equipas) no contexto europeu. É, aliás, uma luta travada essencialmente à distância na chamada “segunda linha do futebol europeu”, a Liga Europa, apesar de cada vez mais históricos surgirem a disputar esse torneio.

Benfica e FC Porto na Europa: A perda da “consistência”

No confronto direto, a nível de Liga dos Campeões, o Benfica perdeu frente ao Zenit num jogo em que podem saltar como causa erros individuais ou de concentração nos golos sofridos, mas que numa visão táctico-global maior, revela algo mais profundo.

Benfica e FC Porto na Europa

Lage tentou mudar novamente o meio-campo e fazer esses novos “puzzles” no sector tacticamente mais sensível (e decisivo) num cenário de Champions, torna o risco maior.

Com o regresso de Gabriel a nº8, a equipa podia resgatar, embora sem ele estar ainda no seu melhor ritmo de forma, o jogador que mais sabe da posição no sentido de interpretar o jogo de Bruno Lage. O problema esteve, porém, nos outros dois elementos do sector, á frente e atrás dele.

A pivot-trinco, Fejsa está uma sombra da âncora de segurança que foi. Falhou uma recepção orientada no primeiro golo e não soube controlar com antecipação e agressividade aquele espaço.

Como fosse uma mistura entre nº10, médio ofensivo e segundo-avançado, Taarabt foi um jogador que, embora com qualidade na hora de ter bola, ficou a “meio-caminho” ente as duas posições.

Por isso, não sendo, no sentido táctico, nem médio ou avançado para conseguir desempenhar uma missão clara, o Benfica nunca serviu bem o ataque (onde Rafa pareceu surgir demasiado desgastado fisicamente).

Quando, vendo este cenário, Lage trocou Fejsa para meter um segundo ponta-de-lança, Vinícius junto de Seferovic, passando a jogar em 4x4x2, a equipa começou naturalmente a chegar mais perto e rápido da baliza adversária mas o… contrário também acontecia (isto é, o Zenit chegar com maior perigo á baliza encarnada).

No fundo com um meio-campo só com Ganbriel-Taarabt, a equipa ficara totalmente desequilibrada nas transições defensivas. Assim, na altura em que esteve mais perto do golo foi a altura em que ficou mais perto de… sofrer.

E sofreu. Dois seguidos (que elevaram marcador para 3-0) e mateou o jogo. Um erro táctico de reação ao jogo que afundou ainda mais a equipa.

O FC Porto: Faltou atitude na Holanda?

O FC Porto, contra o Feyenoord, perdeu a face de “futebol consciente” que tinha vindo a exibir nos últimos jogos.

Sérgio Conceição não mexeu na equipa, manteve o puzzle habitual do meio-campo mas a equipa não reagia da mesma forma ás perda da bola e permitiu sempre rápidos e perigosos contra-ataques á equipa holandesa.

Dava a ideia que avaliara mal o potencial deste Feyenoord para fazer este tipo de jogo em face do que terá observado nos jogos da Liga holandesa, onde tem estado num nível inferior e em que joga de forma substancialmente diferente, mais em ataque continuado.

Mesmo assim, o FC Porto falhou muitas oportunidades num jogo em que, no plano de tanto estar tão perto de marcar como de sofrer, se assemelhou, nesses momentos, ao do Benfica na Rússia.

A perda de consistência defensiva teve a ver, muitas vezes, com o mau posicionamento no terreno no momento imediato á perda da bola (ou seja demora a reorganizar-se na transição defensiva).

Jogos para “estudar”

Quer para Benfica como para FC Porto, estes dois jogos e, sobretudo, as consequências das exibições feitas, terão de ser objetos de estudo muito importantes para analisar e aprender com eles.

Será decisivo para não repetir esta quase promoção do desequilíbrio que, por diferentes razões, ambos fizeram nos dois jogos, convencidos que podiam atacar como queriam sem ter uma atenção defensiva muito superior ao que acontece internamente nos nossos jogos.

Fatores de análise de estudo para um jogo de futebol

É, no fundo, algo que falo muito: o choque que sofrem as nossas equipas grandes quando saem da casa competitiva interna e deparam-se com a dimensão internacional (mesmo que esta, neste aso, nem tivesse sido com grandes monstros).

Os hábitos de domínio no nosso campeonato não encontram o mesmo habitat de aplicação no cenário destes jogos internacionais e isso obriga a, sem perder a identidade, um reforçar da concentração e do plano estratégico de jogo, para responder á subida desse nível competitivo.

Nem Benfica, nem FC porto, o conseguiram fazer e, por isso, perderam de forma tão desoladora como natural.

Braga e Guimarães

O Braga e o V. Guimarães fizeram bons jogos contra Slovan Bratislava e Eintracht Frankfurt pela Liga Europa. Deram muito mais ao jogo do que receberam no resultado (empate, 2-2, e derrota, 0-1).

No caso bracarense, a equipa que a atacar mais cruzamentos faz (muitos deles despejando a bola na área) teve o jogo aparentemente controlado (golão de Galeno) mas nunca conseguiu verdadeiramente fechar caminhos aos contra-ataques eslovacos, uma boa equipa. Mais que um Braga forte, o jogo pedia um Braga… inteligente.

braga liga europa

Faltou isso em muitos momentos do jogo.

O Vitória dominou durante muito tempo o onze de Frankfurt mas sentia-se que o onze alemão (vindo de um território competitivo, a Bundesliga, muito mais forte) sabia o que estava a fazer.

Marcou na primeira parte e depois soube aguentar sem grande drama quando o Vitória cresceu na segunda. Uma vitória da força mental e do habito competitivo mais alto.

Uma conclusão para, afinal, se estender, como síntese á presença das equipas portuguesas no nível europeu internacional.