Uma semana para esquecer. Depois da derrota frente ao Boavista, por 3-0, na penúltima jornada da Liga Portuguesa, a equipa liderada por Jorge Jesus voltou a ficar muito longe das expectativas e saiu derrotada pelo Braga (2-3), em pleno Estádio da Luz. Com a segunda derrota consecutiva no campeonato, o Benfica está agora a quatro pontos da liderança do Sporting, igualada pelo Braga e com vantagem de apenas dois sobre o FC Porto.

INVESTIMENTO DE 100 MILHÕES TARDA EM GERAR RESULTADOS

Para o bem e para o mal, os muitos milhões gastos pela SAD encarnada no último mercado de transferências ficarão para sempre ligados ao rendimento da presente época desportiva da equipa do Benfica.

Concluídos os dois primeiros meses de competição, o balanço feito é claramente negativo. À eliminação na Liga dos Campeões, a equipa encarnada junta um início de campeonato aquém das expectativas, sobretudo pela curta qualidade do futebol praticado, após as promessas de Jorge Jesus em «arrasar» e «jogar o triplo».

Após cinco vitórias consecutivas – na maior parte dos jogos sem deslumbrar –, o Benfica somou duas inesperadas derrotas, contra o Boavista (odds a rondar os 13.00) e o Braga (cotações próximas de 6.00) nas principais casas de apostas.

NOVE GOLOS SOFRIDOS EM TRÊS JOGOS PREOCUPAM…

Ponto comum nos desaires no Estádio do Bessa e, este domingo, no Estádio da Luz, foi a falta de consistência defensiva que resultou em nove golos sofridos em apenas três jogos (0-3 com o Boavista, 3-3 com o Rangers e 2-3 com o Braga).

Nicolás Otamendi (defendido por Jorge Jesus, que se escuda no estatuto de titular do defesa-central na seleção da Argentina – que, por sinal, tem estado bem longe dos seus tempos áureos…) tem sido foco de problemas, mas creio que a explicação não está só associada ao rendimento do eixo da defesa.

Benfica volta a meter água e perde terreno para os rivais

Uma equipa que, globalmente, tem apresentado níveis de agressividade (positiva) claramente insuficientes, a começar por um meio-campo com pouco “músculo” quer jogue Gabriel, Weigl, Taarabt, Pizzi ou Samaris – com tanto investimento terá claramente ficado por fazer uma ou duas contratações para o miolo.

Longe de corresponder às expectativas têm estado também os dois laterais mais utilizados por Jorge Jesus (Gilberto e Nuno Tavares).

Quer o brasileiro ex-Fluminense (substituto de André Almeida, gravemente lesionado), quer o jovem internacional português (que tem feito o lugar de Grimaldo, entretanto recuperado da lesão que o afastou dos relvados) não têm garantido envolvimento ofensivo, nem cumprido bem a tarefa em termos defensivos.

…A SOMAR À FALTA DE CRIATIVIDADE

O treinador Jorge Jesus é conhecido por colocar as equipas a jogar à sua imagem em curto prazo, mas a verdade é que, em 2020/21, apenas a espaços e na pré-temporada pudemos assistir a um Benfica personalizado, em termos de pressão forte aquando da perda e de uma dinâmica ofensiva envolvente.

Após algumas exibições interessantes (Famalicão ou Rio Ave, por exemplo), o nível qualitativo das exibições encarnadas tem vindo a cair, já desde as vitórias ao Belenenses ou Standard Liège.

Nas partidas frente a Boavista e Braga – que, curiosamente, utilizaram ambos sistemas táticos com uma linha de cinco defesas –, a equipa do Benfica sentiu enormes dificuldades para ligar o seu jogo e chegar com perigo a zonas mais adiantadas do terreno de jogo.

Usando e abusando do jogo exterior (pelas alas), o Benfica tem sentido a falta de um “dínamo” que faça a ligação entre o primeiro momento de construção e o setor mais adiantado (nem Taarabt, que parece ser o mais apetrechado para o papel de “8”em termos ofensivos, tem conseguido contribuir de forma eficiente e palpável para o rendimento coletivo).

Enfim, uma série de problemas que Jorge Jesus terá de eliminar daqui em diante. Isto se quiser corresponder ao objetivo de ganhar o título nacional e levar a bom o porto o “sonho europeu” na Liga Europa.

Seguem-se duas semanas de paragem das competições nacionais, porém aonde o treinador natural da Amadora não poderá contar com boa fatia do plantel principal, devido às chamadas dos atletas para as suas seleções nacionais.

‘CEBOLINHA’ TRANSFIGURADO AINDA NÃO CONVENCEU

Reflexo individual perfeito da falta de confiança que a equipa tem vindo a acusar na sua globalidade? Contratado por cerca de 20 milhões de euros ao Grêmio, o extremo Everton tem tido um período de adaptação especialmente difícil ao futebol europeu e português.

Dono de uma capacidade notável de desequilíbrio, o internacional brasileiro que tem merecido a confiança de Tite, mesmo depois de rumar a Lisboa, tem estado irreconhecível nestes primeiros meses de águia ao peito.

‘CEBOLINHA’ TRANSFIGURADO AINDA NÃO CONVENCEU

Com pouca sagacidade para arriscar no “um-para-um”, pouco influente no futebol do Benfica e sem acrescentar grande coisa à manobra ofensiva, Everton foi mesmo substituído por Jorge Jesus ao intervalo nos dois últimos jogos do campeonato.

Resta esperar e tentar perceber quanto tempo mais demorará para que o extremo brasileiro recupere a confiança e se exiba ao nível que levou o Benfica a desembolsar duas dezenas de milhões para o arrancar do Brasileirão A.

Tido como o principal favorito a vencer o título de campeão português nas casas de apostas, o Benfica volta à competição dentro de duas semanas, para defrontar o União Paredes, na Taça de Portugal.

 

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