Braga vs Sporting – Primeira Liga

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Liga SagresBraga e Sporting enfrentam-se num jogo que já ganhou, por mérito o próprio, o nome de clássico do futebol português.

Perante um dos estádios mais belos de portugal, o Axa, as equipas que num passado recente eram crónicas adversárias na disputa do 3º lugar, vêem-se agora perante lutas diferentes, com o Braga a olhar para os milhões da Champions e o Sporting para os milhares da Liga Europa.

Lutas diferentes, sim, mas a batalha será a mesma, esta noite.

Braga

A equipa bracarense chega a este encontro a recuperar de um início de época meio “tremido” relativamente aos campeonatos anteriores, não somando qualquer derrota desde há 6 encontros para cá. Neste conjunto de jogos, os de Braga conseguiram eliminar o líder do campeonato, Benfica da Taça da Liga (uma competição que os encarnados vinham vencendo desde há 4 anos a esta parte) ao que se juntaram mais 4 vitórias importantíssimas para a manutenção do objectivo “Champions”, conseguindo superiorizar-se a Guimarães, Olhanense, Marítimo e Gil Vicente naquela que é a melhor série de vitórias desta edição da Liga para os orientados por José Peseiro.

No que toca aos jogos disputados no Axa, as derrotas com Paços e Benfica mancharam um percurso até então muito positivo e condizente com o passado da equipa e que ia em 3 vitórias consecutivas… no entanto, o Braga voltou aos trilhos das vitórias e derrotou o rival Guimarães e o Marítimo por números claros.

Objectivos/ambições
A equipa bracarense tem sido construída para constituir uma alternativa aos três grandes e, se as coisas correrem bem, intrometer-se entre a elite nacional na disputa pelo título. Ainda não conseguiu fazê-lo pese embora os excelentes resultados somados na era António Salvador, depois de uma final europeia conseguida e um título disputado até ao fim… contudo falta o tal título ou… um título. Esse poderá muito bem ser a Taça da Liga para a qual o Braga se apurou, afastado que está da corrida do campeonato.

Ora, quem pensa alto e se vê numa disputa com um clube que é claramente inferior na histórica recente (Paços de Ferreira), só pode encarar esse duelo como algo a vencer. É, por isso, imprescindível, aos Guerreiros do Minho conseguir amealhar pontos rumo à conquista dos mínimos traçados – acesso às eliminatórias da Champions.

Forma de jogar

A equipa do Braga tem um futebol encantador. Não se agarra muito à bola, pondo-se à parte daquela irritante tendência do futebol rendilhado que só ataca pela certa sem correr muitos riscos, mas não descurando qualquer tipo de privilégio da posse da bola. Contudo, é uma equipa que corre riscos com os lançamentos longos feitos por Viana, geralmente para os alas que costumam desequilibrar, sejam eles Alan, Hélder Barbosa ou João Pedro… ou mesmo Salino, Elderson ou Baiano (laterais).

Também a rutura através do ataque continuado costuma acontecer quando Mossoró vem buscar jogo atrás e leva consigo a equipa “às costas” rumo à baliza adversária numa rotura com posse na qual os bracarenses correm menos riscos. Depois é lançar para àrea ou optar pela meia distância onde costumava estar Éder a aproveitar muito bem todas as oportunidades que tinha, ou então a ir buscar jogo às alas ou ao meio e conferindo ao ataque essa dinâmica. O problema é que o guineense está lesionado e a opção por Carlão torna menos fléxivel e fluído esse ataque e pode ter consequências em jogos de alta importância como é o que se joga esta noite.

A nível defensivo, Custódio é um autêntico bombeiro (muitas vezes auxiliado por Viana) que vai impedindo a progressão adversária e evitando que o corredor central ofensivo do adversário possa fazer mossa, contudo, sozinho não pode fazer tudo, e face ao número inacreditável de lesões no eixo central, costuma muitas vezes fazer trabalho extra, de central para auxiliar os “meninos” que lá têm sido postos (Palmeira e Santos) – algo que permitirá a um adversário que priviligie a posse (como será o caso do Sporting, presumo) e os corredores centrais) dominar a zona que antecede a àrea bracarense. Nas alas, Baiano e Elderson costumam ser competentes. O brasileiro é até mais defensivo que o compatriota que não joga esta noite (Salino), mas tem muito menos pendôr ofensivo que ele.

Ausências/Regressos
O Braga tem sido invadido por uma onda de lesões esta temporada. A começar pelo eixo central e a acabar no atauqe, o departamento médico bracarense tem tido muito que fazer nos últimos tempos graças às consequentes lesões dos atletas do clube. Só no eixo central da defesa, são 5(!!) os lesionados – Douglão, Vinicius, Sasso (contratado para colmatar as lesões dos outros centrais), Haas e Nuno André Coelho. Para além disto, Ruben Amorim e Djamal são ausências no meio-campo, tal como a até então estrela da equipa, Éder – o melhor marcador da equipa está fora de jogo até ao resto da época.

Onze Provável 1x4x2x3x1: Quim Baiano, Palmeira, Santos e Elderson Custódio, Hugo Viana Alan, Mossoró e Heldér Barbosa Carlão/Zé Luís

Sporting

A irregularidade tem dominado os resultados dos verde-e-brancos ao longo desta temporada, à semelhança das anteriores, contudo, Jesualdo Ferreira parece ter conseguido mudar o chip e dar a esta equipa algo que ainda não tinha conseguido esta temporada para a Liga: confiança. Travou o campeão nacional no seu reduto e impediu a equipa portista de criar oportunidades flagrantes de golo, e desde aí parece ter tido outra disponibilidade e outra moral para abordar os encontros. Foi assim com a Académica (travado apenas pela boa prestação defensiva do adversário) e ainda com o V. Setúbal, onde apesar de ter abando com o golo de Makukula, conseguiu voltar às vitórias no seu estádio quase 2 meses depois!

Tudo somado: últimos 5 jogos, apenas 1 derrota, 2 empates (1 deles muito conseguido e naturalmente festejado) e 2 vitórias (acrescente-se a frente ao Setúbal à conseguida frente ao Gil Vicente… 3 jogos sem perder e que dão ao Sporting ambição e confiança para cumprir com os objectivos que terá urgência em cumprir.

Objectivos/ambições
O Sporting é um clube histórico, com muitos troféus no seu palmarés e estatuto internacional de nomeada. É um clube grande português. Como tal, deverá entrar em qualquer campo, independentemente do contexto em que estiver, com a mente focada na conquista da vitória. É certo que há até sportinguistas optimistas que perdoam os fracassos da equipa, mas face ao historial do Sporting, a equipa deveria lutar pelo título ou… parecer que o faz, algo que não acontece esta temporada, em que os objectivos tem vindo a decrescer à medida que a época decorre, havendo até quem, entre os adeptos leoninos, se conforme com uma ausência das competições europeias na corrente temporada! Desconheço os objectivos traçados pelo novo presidente e se houve, ou não, mudança de discurso para dentro do balneário relativamente às metas a cumprir esta época. Contudo, acredito que a equipa tenha a ambição de, pelo menos, aproximar-se dos lugares europeus e acredito que será isso a motivar os leões esta noite…

Forma de jogar
Face aos tumultos que os leões têm atravessado ao longo da corrente temporada e às sucessivas trocas no comando técnico dos de Alvalade na corrente época, o seu próprio estilo de jogo tem sido modificado à medida que o comando técnico é modificado, contudo, a entrada de Jesualdo Ferreira, não havendo ainda um estilo de jogo que se consiga claramente discernir, parece priveligiar a posse de bola como uma equipa grande em jogos “normais” e em que a equipa tem que assumir o favoritismo. Já nos jogos em que enfrenta equipas claramente superiores, como aconteceu frente ao FC Porto (e pode muito bem acontecer hoje frente ao Sp. Braga), a iniciativa é dada ao adversário e a forma de jogar passa a priveligiar o passe comprido para as alas ou para a frente de ataque.

Em qualquer dos casos, há que destacar o papel de Rinaudo entre as linhas média e defensiva a destruir o jogo adversário seja através de cortes, seja através de um posicionamento irrepreensível. Tem sido muito bem auxiliado por Eric Dier que o ajuda nesta tarefa de “tapar” linhas de passe adversário e ainda ajuda com o músculo e a intelegência táctica que já possui e que Jesualdo parece estar a querer moldar. Mais atrás, Ilori tem dado conta do recado quando há bolas bombeadas para a àrea, seja com quem fizer parceria na defesa. Nas alas, Cédric tem sido menos jogador do que aquele que se deu a conhcer enquanto jogava na Académica, mas Miguel Lopes tem compensado essa falha, e Joãozinho tem estado ao nível (bom) que tem estado no Beira-Mar, fechando muito bem os espaços e atacando amiúde. A compensação dos alas é mais bem feita por Capel que, por norma, Bruma (algo natural dada a inexperiência do jovem português).

O ataque tem nomes e juventude, falta-lhe ainda a irreverência e a matreirice. Bruma, Labyad, Capel e Wolfswinkel são jogadores que estão a desenvolver o potencial de poder vir a jogar em clubes de ligas mais competitivas que a nossa, porque no que toca aos alas há velocidade, técnica e capacidade de explosão, já o homem dos golos é simplesmente um goleador puro, um farejador de golos nato que costuma estar no sítio certo. Só falta mesmo é… discernimento e controlo emocional para que as coisas saiam bem. Contudo, enquanto isso não acontece, todo o potencial em bruto que os leões têm chega e sobra para muitas defesas do nosso campeonato.

Ausências/Regressos
O boletim clínico apresenta Carrillo como o ausente principal. O irreverente jogador peruano não poderá dar o seu contributo à equipa, mas deverá ser o único ausente a lamentar. Do outro lado da balança, há a destacar o regresso de Stein Schars. O holandês regressa às opções técnicas e pode representar um reforço de peso no meio-campo do Sporting caso os leões consigam entrar em vantagem e geri-la até a meio da segunda parte (altura ideal para a entrada deste).

Onze Provável 1x4x2x3x1: Rui Patrício Cédrico, Illori, Rojo e Joãozinho Dier e Rinaudo Bruma, Labyad e Capel Ricky Van Wolfswinkel

Conclusão: Não me espantaria se me deparasse com um Sporting fechado perante um Braga previsivelmente ao ataque e a exercer pressão alta de forma a impedir que se explore a sua defesa inexperiente, contudo, o contra-ataque leonino pode muito bem ser levado a sério e acredito que possa surpreender os bracarenses, que, possivelmente, terão algumas dificuldades em vencer a batalha do meio-campo, na qual os leões porão muito músculo.

Enfim, uma batalha táctica interessante e com duas possíveis abordagens por parte do Sporting que poderão revelar dois destinos diferentes à partida. A exploração do corredor central adversário deverá constituir uma prioridade por parte dos verde-e-brancos, assim como do outro lado a necessidade de haver ou pressão alta ou um futebol de posse de forma a não deixar desprotegido um sector defensivo vulnerável e inexperiente…

… esta será mesmo a palavra chave e aquela que poderá definir este encontro – teremos juventude dos dois lados da barricada, sobretudo a nível defensivo e acredito que isso se possa traduzir em golos.

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