Depois das subidas confirmadas de Nacional e Farense, a luta pelo acesso às competições europeias na próxima edição da Liga NOS, que tem arranque previsto para o fim-de-semana de 19 e 20 de setembro, não deverá andar muito longe – exceção feita aos três “grandes” – de uma disputa entre Braga, Rio Ave, Famalicão e Vitória Sport Clube. Dos quatro, curiosamente apenas um não mudou de treinador.

BRAGA E O SONHO DO TÍTULO NO MINHO

Há várias épocas que a equipa do Sporting de Braga alimenta a ambição de poder vir a disputar o título de campeão nacional até à reta final do campeonato.

A verdade é que, apesar de várias boas entradas em cena na última década, em algum momento da época o Braga claudica e deixa de conseguir competir lado a lado com FC Porto e Benfica, os principais candidatos ao título nos últimos anos.

Depois da autêntica dança de treinadores que marcou a época de 2019/20 dos guerreiros (começaram com Sá Pinto e tiveram Rúben Amorim, Custódio Castro e, ainda, Artur Jorge), a aposta em Carlos Carvalhal reflete o objetivo de cimentar o Braga no top-3 da tabela.

A experiência do antigo treinador do Rio Ave poderá ser uma mais-valia para o Braga, que tem conseguido manter as suas principais figuras, muito devido ao encaixe financeiro realizado com a venda de Francisco Trincão, que foi ontem apresentado como reforço do Barcelona.

Além do jovem extremo, a única saída com alguma importância é a do central Pablo Santos, que nem era indiscutível no último ano.

Em sentido inverso, o Braga tem garantido contratações de bom nível, com destaque para a aposta feita em Nico Gaitán, argentino com passado, em Portugal, no Benfica e que, aos 32 anos, ainda poderá dar muito ao futebol português.

BRAGA E O SONHO DO TÍTULO NO MINHO

De resto, a contratação de valores seguros, tais como Al Musrati (ex-Vitória SC), Guilherme Schettine (ex-Santa Clara), Iuri Medeiros (emprestado pelo Nürnberg) ou André Castro (de regresso a Portugal após sete anos na Turquia) indiciam a formação de um plantel rico em qualidade e soluções para Carvalhal.

No primeiro jogo particular da pré-época, o Braga empatou a 3-3 diante do Vizela, tendo previsto, para o dia 2 de setembro, um amigável frente ao Benfica de Jorge Jesus.

SERÁ O RIO AVE CAPAZ DE REPETIR 19/20?

Apesar de não se assumir frequentemente como um claro candidato à luta pela Liga Europa, a qualidade que tem existido no plantel do Rio Ave nos últimos anos permite à equipa olhar para objetivos mais elevados do que a manutenção.

A aposta em Mário Silva, que venceu há pouco tempo a UEFA Youth League ao serviço do FC Porto, é uma incógnita, até porque o treinador de 43 anos praticamente não tem experiência ao mais alto nível no currículo, contando apenas com um breve passagem pelo Almería, que orientou em sete jogos.

Relativamente à forma como o Rio Ave tem atuado no mercado de transferências, até agora o clube só terá a perder. Isto porque parece bastante provável a perda de algumas das suas estrelas do ano passado, tendo já saído Nuno Santos para o Sporting e sendo cada vez mais provável o ingresso de Mehdi Taremi no FC Porto.

Em relação a entradas que representem uma novidade em relação à época transata, o Rio Ave contratou apenas dois jogadores: Francisco Geraldes, que regressa proveniente do Sporting, e Léo Vieira, guarda-redes brasileiro de 29 anos que deixou o Athlético Paranaense para rumar a Vila do Conde.

FASQUIA ALTA NO FAMALICÃO DEPOIS DA FANTÁSTICA CAMPANHA DA ÚLTIMA ÉPOCA

Começo esta breve análise ao momento do Famalicão destacando aquela que parece ser a continuidade garantida de João Pedro Sousa no comando técnico da equipa.

Depois do brilharete conseguido no regresso à Liga NOS, em 2019/20, o antigo adjunto de Marco Silva era apontado a outras paragens, mas parece que ficará mesmo em Vila Nova de Famalicão, o que é, desde logo, um bom sinal para a maturidade do grupo.

Entre a longa lista de saídas, destaque para a venda de Pedro Gonçalves ao Sporting, o único jogar influente com que o Famalicão deixou de poder contar, até agora, para a nova época.

À procura de aumentar a qualidade do leque de opções de João Pedro Sousa, o clube alvo de investimento por parte de um dos acionistas do Atlético Madrid já contratou vários jovens jogadores dentro de portas e outras peças no mercado internacional.

Do Benfica, chegaram Ivan Zlobin, Francisco Saldanha, Diego Batista e Alexandre Penetra. Numa clara aposta na juventude, os reforços com mais idade que o Famalicão assegurou até ao momento foram o sérvio Andrija Lukovic (25 anos, ex-RKS Raków) e o argentino Fernando Valenzuela (avançado de 23 anos, ex-Barracas Central).

A lista de contratações fica completa com os nomes de Jhonata Robert (jovem avançado brasileiro de 20 anos, ex-Grêmio), Abdul Ibrahim (central ganês de 21 anos que chega do Chaves) e, o mais recente reforço, Henrique Trevisan (defesa-central, 23 anos, ex-Ponte Preta).

VENTOS DE MUDANÇA COM A EXIGÊNCIA DE SEMPRE EM GUIMARÃES

Não obstante o belo futebol praticado pelo Vitória de Ivo Vieira, o treinador abandonou o barco dos vimaranenses e foi substituído, de forma surpreendente, pelo inexperiente Tiago Mendes, que, à imagem do que sucede com Mário Silva no Rio Ave, é uma perfeita incógnita, que mereceu, ainda assim, total confiança por parte do presidente Miguel Pinto Lisboa.

Na última época, o Vitória Sport Clube falhou redondamente o objetivo na Liga, visto que a exigência dos adeptos e da SAD obriga a marcar sempre presença na Liga Europa.

Além da mudança de treinador, também o plantel principal do Vitória, que estará perto de estar fechado, sofreu uma espécie de revolução.

Entre as saídas mais notórias, destaque para as partidas de Miguel Silva, Rafa Soares, Al Musrati, Florent Hanin e Davidson.

Sem nenhuma contratação sonante até ao momento, numa lista de entradas superior aos 10 jogadores (o guarda-redes Bruno Varela, ex-Benfica, terá sido o nome mais sonante) – onde o destaque é a aposta na juventude – a melhor notícia para o Vitória, até à data, passa pela continuidade de Marcus Edwards, jovem extremo que realizou uma bela temporada na estreia em Portugal e que terá muito mercado fora de portas.

 

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