Como vejo o momento da nossa seleção

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Mesmo tendo de fazer crescer, quer na antevisão, quer como no plano de jogo traçado, o verdadeiro valor da Lituânia, a seleção portuguesa montou um sistema e uma estratégia de jogo que contemplava o momento de recuperação da bola de forma crucial no seu jogo, sobretudo por sentir como ele é importante ser treinado para poder ser utilizado nos… próximos jogos.

Como vejo o momento da nossa seleção

Ou seja, o frágil poder ofensivo do onze lituano não justificava tantas preocupações defensivas na transição ataque-defesa da nossa seleção, mas ao dar tanta importância a esse momento do jogo, Fernando Santos como treinou a equipa para outros jogos seguintes (já mesmo na fase final do Euro 2020) frente a adversários mais fortes que exigem essa eficácia num posicionamento alto do bloco a reagir á perda da boa.

jogadores-portugal

Feito em intensidade alta frente á Lituânia, essa atitude competitiva fez com que Portugal não deixasse sequer respirar este frágil adversário e criou muitas oportunidades de golo (falhou muito na concretização) acabando por consumar a goleada na segunda parte.

De principio num 4x4x2 losango que podia ter variantes de três avançados abertos com a forma como Ronaldo se movia em largura ou numa variante mais clássica do sistema original quando Bruno Fernandes pegava o jogo mais por zonas interiores, a seleção demonstrou criatividade de transformação de sistemas e, dessa forma, fez uma exibição tacticamente completa.

De Gonçalo Paciência à dupla com Ronaldo

Na frente, Gonçalo Paciência surgiu bem ao fazer dupla com Ronaldo. Soube respeitar o estatuto do goleador português mas também soube procurar os seus espaços vazios para finalizar (e marcou).

É uma dupla atacante interessante embora não tão forte a reagir à perda da bola no primeiro momento de pressão (onde penso que André Silva será mais reativo para impedir o adversário a sair a jogar desde trás, sobretudo ao cair logo em cima do pivot adversário).

Sempre de realçar a forma como Bernardo Silva pensa e executa o jogo de forma muito superior a todos os outros nos últimos 30 metros junto á baliza adversária.

Aproxima-se dela quer em diagonais ou surgindo por dentro a pegar na bola e no tal espaço entrelinhas que cria desequilíbrios. Não sabe jogar mal e coloca a equipa sempre num nível de jogo (na velocidade e nos passes) em níveis muito superiores quando tem a bola.

O que preocupa mais é ver tudo isto a ser feito frente a adversários claramente inferiores que se limitam a defender sem conseguir atacar. No jogo contra a Ucrânia, sentiu-se como falta a Portugal testar (trabalhar mais) o seu processo defensivo (transição e organização).

Nesse sentido, a Liga das Nações foi muito mais importante para o crescimento e avaliação correta da seleção portuguesa do que esta fase de apuramento onde só ficou a preocupação dos jogos com Ucrânia (e também na Sérvia mas mais pelo lado caótico do jogo de Belgrado).

A inteligência de jogo dos nossos médios e o regresso de um elemento como William Carvalho (que Fernando Santos vê como um nº8 de transporte de jogo e bola desde trás) permite encarar esta situação sem dramas mas é importante disputar jogos que façam (pela exigência superior) a seleção crescer nos desafios a enfrentar.

Uma nota de destaque para Ricardo Pereira e o seu crescimento a entender os diferentes timings de jogo (a defender, atacar e recuperar) como lateral-direito.

Conserva a qualidade técnica, aumentou a intensidade e robustez física de fazer o lugar. Tudo produto de jogar em Inglaterra, no sensacional Leicester na Premier League, onde as exigências que lhe são colocadas em todos os jogos o fazem crescer de uma forma (física-táctica e mental) que seria impossível no futebol português de baixa intensidade e tanta diferença entre grandes e resto das equipas do campeonato.

Opções e mudanças no Luxemburgo

O jogo no Luxemburgo será decisivo para o apuramento direto. O onze luxemburguês cresceu muito nos últimos anos, tem bons jogadores, como Till no meio-campo e Gerson (rápido e com golo) na frente, mas a seleção portuguesa tem tudo para, entrando forte, resolver o jogo cedo ou, pelo menos, com essa afirmação de personalidade desde o inicio não deixar o adversário crescer o perigo maior).

Acredito que Fernando Santos mexa em duas/três posições na equipa.

portugal lithuania

Para ter maior robustez no meio-campo, apostar em Danilo em vez do poder de circulação de bola de Ruben Neves e abrir com Bruno Fernandes mais no flanco do que com Pizzi, para permitir, talvez ter Moutinho a nº8 no meio-campo e assim fazer um 4x4x2 clássico em vez do losango que defrontou a Lituânia como “casa táctica global” inicial.

Alterações que não mexem muito na forma de jogar mas tornam o onze mais completo no sentido da proximidade entre os diferente sectores frente a um adversário que sabe contra-atacar com perigo.

Será então que a tal questão-chave do poder de recuperação de bola em zonas altas (a base da melhor transição defensiva) será importante para a melhor exibição de Portugal.

O Europeu está a três pontos.

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