De há muito tempo a esta parte que a corrupção se espalha um pouco por todo o globo e no mundo do desporto as coisas estão longe de ser diferentes. Foi ontem tornada pública a detenção de três indivíduos portugueses, na sequência de um golpe aplicado de forma a recolher os lucros de uma aposta registada no Placard cujo montante investido, superior a cinco mil euros, não chegou a ser pago.

‘PLACARD’ PAGOU LUCROS DE APOSTA CUJO MONTANTE NÃO FOI RECEBIDO NO REGISTO

A ação criminal que passaremos a explicar em detalhe remonta ao final do mês de dezembro de 2018, mas só ontem a Polícia Judiciária tornou pública a informação, com três indivíduos do sexo masculino acusados de suspeitas de crime de roubo qualificado, coação agravada, posse de arma proibida e branqueamento de capital.

Os locais-alvo do golpe montado e executado em conjunto foram duas papelarias, ambas no distrito de Lisboa – uma no concelho da Amadora e outra no concelho de Sintra –, onde foi requerido o registo de um ou mais boletins de apostas no ‘Placard’.

Segundo a informação dada a conhecer pela Polícia Judiciária (PJ), num dos locais a prática do crime não chegou ir avante, devido à desistência dos indivíduos designados para o efeito antes da consumação do ato pretendido.

No outro, foram levados a cabo registos de apostas com um montante total a rondar os seis mil euros, cujo pagamento não chegou a ser devidamente efetuado pelos ladrões, que conseguiram escapar com os recibos em sua posse.

Como se a prática não fosse imoral o suficiente, a verdade é que algumas das apostas registadas, sem que o devido investimento tivesse sido pago pelos “apostadores”, acabaram por ser ganhas e, segundo a PJ, os lucros associados chegaram a ser creditados por transferência bancária, com destino a contas tituladas por dois dos três detidos.

‘PLACARD’ PAGOU LUCROS DE APOSTA CUJO MONTANTE NÃO FOI RECEBIDO NO REGISTO

Um dos homens tem 28 anos de idade e os outros dois 21, havendo ainda um quarto elemento em fuga e sob processo de identificação e localização por parte das autoridades.

ANA GOMES LEVANTOU SUSPEITAS SOBRE A BADALADA CORRUPÇÃO NA SEGUNDA LIGA…

Numa entrevista concedida pouco antes da paralisação dos campeonatos em Portugal devido à pandemia do novo coronavírus, a atual candidata à Presidência da República e ex-eurodeputada do PS teceu fortes declarações sobre a corrupção que considera existir no mundo do futebol, falando mesmo em “criminalidade organizada” e “máfias”.

Como exemplo, Ana Gomes – que defendeu a atividade de Rui Pinto, pirática informático que contribuiu para a divulgação dos casos descobertos pelo Football Leaks – apontou para a alegada corrupção no mundo das apostas online e, em especial, para o que por detrás da cortina se passa no segundo escalão do futebol em Portugal.

«Há uma área em que ainda nem se começou a puxar pela ponta e que é a que está ligada às apostas online.

Não é por acaso que, em Portugal, os jogos da 2.ª divisão, a que ninguém liga propriamente muito – tanto quanto eu sei e não sei nada de futebol – são dos jogos que mais apostas online de todo o mundo concitam. É altamente indiciador de que há aí criminalidade organizada, a nível global», disparou.

…MAS TAMBÉM NA I LIGA JÁ “HOUVE GATO”

Remonta a um jogo entre Rio Ave e Feirense, que decorreu há poucas épocas atrás, uma situação que levou à suspensão dos mercados de apostas para esse evento pouco antes do início da hora da partida.

Segundo informação divulgada na altura pelo SRIJ, o motivo prendeu-se com a entrada de um volume anormalmente elevado de capital em apostas para o jogo referido… no ‘Placard’.

HÁ TESTEMUNHOS DE VICIAÇÃO DE RESULTADOS NA PRIMEIRA PESSOA

Há cerca de um ano atrás, o ‘Canal 11’, detido pela Federação Portuguesa de Futebol, passou em revista um documentário que considero muito interessante sobre o mundo da corrupção nas apostas desportivas e a forma como isso envolvia diretamente os agentes do ramo, com destaque para os jogadores.

Com identidade anónima, vários atletas de clubes que atuavam no segundo escalão do futebol português relataram situações em que foram abordados por pessoas ligadas ao tráfico de influências no estrangeiro, preparadas estrategicamente para “atacar” em situações-chave de potencial sucesso.

Isto porque a atuação dava-se, essencialmente, em alturas decisivas para as contas do campeonato e os principais alvos eram jogadores de clubes com dificuldades financeiras e, muitas vezes, com salários em atraso.

Ora, com a sua situação pessoal e familiar prejudicada pela falta de pagamento proveniente da entidade patronal, alguns jogadores caíram na tentação de manipular intencionalmente resultados de forma a garantir um bom encaixe.

Um dos destaques desse documentário que guardo na memória até hoje foi uma declaração de um jogador que caiu na viciação de resultados e mostrou-se bastante arrependido, associando mesmo a entrada nesse mundo a um caminho de muito difícil retorno, à imagem de outros vícios difíceis de superar.

 

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