Na passada quarta-feira, ao final da manhã, a imprensa desportiva portuguesa dava eco de um comunicado emitido pelo Sporting Clube de Braga, assinado pelo presidente António Salvador, a dar conta do pedido de Custódio Castro, treinador de 37 anos, para abandonar o comando técnico da equipa principal minhota e com duras farpas à arbitragem.

CUSTÓDIO – INCAPACIDADE OU FALTA DE PERSISTÊNCIA NO BRAGA?

O substituto de Rúben Amorim não conseguiu aguentar a pressão e terá requisitado abandonar o barco dos “guerreiros”, na sequência da derrota, por 4-3, com o Rio Ave, em Vila do Conde, que foi o terceiro desaire em cinco jogos após o regresso do campeonato.

Não obstante a ideia, que subscrevo, de que um treinador precisa de tempo para poder implementar as suas ideias no seio de um grupo de trabalho, não só ao nível das dinâmicas técnico-táticas, mas também numa perspetiva mais psicológica (esta que deve e pode, na minha opinião, ser posta em prática no menor tempo possível), a situação de Custódio poderá ser um tanto ou quanto mais complicada de analisar.

Desde logo, pela aposta que pareceu demasiado “forçada” em tentar encontrar na prata da casa um “novo Rúben Amorim”, após a saída deste para Alvalade, a troco do pagamento da cláusula de 10 milhões de euros.

O problema é que, com um ciclo de cinco jogos onde somou apenas uma vitória, tendo, de resto, empatado um jogo e perdido três – com destaque para o desperdício de dois golos de vantagem no jogo contra o Rio Ave.

Onde o Braga até chegou ao empate de 3-3 já no final e voltou a colocar-se a jeito, tendo mesmo sofrido o 4-3 nos instantes finais da compensação –, as coisas começam a ficar complicadas e o Braga até corre o risco de ficar fora das competições europeias, se não retomar a senda dos bons resultados nas cinco jornadas que faltam.

Se há aspetos pelos quais considero que o trabalho de um treinador tem de ser avaliado, esses são a atitude e a intensidade de jogo que a sua equipa coloca em campo, independentemente dos resultados alcançados a curto prazo e de uma postura mais ou menos defensiva.

Além disso, fulcral será também o equilíbrio entre uma dinâmica ofensiva positiva e uma coesão defensiva aceitável. Aspetos onde o “Braga de Custódio” deixou muito a desejar.

UM BRAGA COM EXIBIÇÕES (QUASE) SEMPRE ABAIXO DO POTENCIAL

Exceção feita ao período em que Amorim esteve ao leme, esta versão 19/20 do Braga, até ver, esteve sempre abaixo das expectativas em termos exibicionais, durante a maior parte da época.

Já com Ricardo Sá Pinto, a equipa apostava demasiado num jogo de futebol por fora e em cruzamentos constantes, denotando falta de criatividade no momento da construção ofensiva.

Por comparação, olhamos para um Famalicão ou um Rio Ave – até mesmo, nos tempos mais recentes, Santa Clara, Moreirense ou Paços de Ferreira – e a conexão no segundo momento da construção e no último terço é muito superior.

A aventura de Custódio até começou de forma positiva, com a vitória por 3-1 na receção ao Portimonense, mas quis o destino malfadado que o campeonato tivesse de ser interrompido.

As teorias mais simplistas levariam a pensar que, com o tempo de paragem, o ex-treinador dos juniores conseguisse uma ligeira vantagem para poder trabalhar as suas ideias (à imagem do que fez Ruben Amorim no Sporting, tendo mesmo admitido publicamente que essa foi a única vantagem da pausa forçada pela pandemia).

A ideia não poderia estar mais errada e é aí que entra a qualidade – ou falta dela – de Custódio como treinador.

4 PONTOS EM 15 POSSÍVEIS NO “PÓS-RETOMA”

No reatamento do campeonato, o Braga perdeu com o Santa Clara, por 3-2, num jogo onde entrou bem, quer na primeira, quer na segunda partes, mas acabou por perder gás e ver a equipa açoriana dividir as despesas e, com mérito, chegar à reviravolta (com golo nos descontos).

Seguiu-se a derrota na receção ao Boavista (0-1), onde foi enaltecida a coesão e organização defensivas dos “axadrezados”. Não sendo de as desmerecer, creio que o resultado teve um forte contributo do demérito associado a uma exibição cinzenta e parca de ideias por parte dos minhotos.

Na jornada seguinte, deslocação de alto risco ao Municipal 22 de Junho, porém o Braga apareceu com uma mudança no sistema (até então Custódio mantinha o 3x4x3 de Amorim), com um renovado 4x4x2.

Uma ligeira melhoria na exibição, contra um Famalicão que, surpreendentemente, pareceu sempre mais interessado em defender o empate, do que em tentar os três pontos, uma abordagem que acabou por ser mais ou menos confirmada por João Pedro Sousa na conferência de imprensa pós-jogo, ao referir-se a um “bom resultado”.

Não obstante o aparecimento de uma ou outra oportunidade de golo criada pelo Braga (que até marcou, tendo o golo sido bem anulado por fora-de-jogo de Paulinho), a equipa não foi eficaz, mas somou o primeiro ponto “pós-retoma”.

Sob a ameaça de novo mau resultado poder provocar a “chicotada psicológica”, o Braga respondeu de forma positiva, no “derby” do Minho, ao bater, por 3-2, o rival Vitória de Guimarães, sobrevivendo muito por culpa do talento individual de jogadores como Trincão ou Galeno, que apontaram dois golos de belo efeito, com destaque para o primeiro do jovem que está a caminho de vestir as cores do Barcelona.

Na última jornada da Liga, “partidazo”, como dizem os nossos amigos espanhóis, equilíbrio (momentos de superioridade alternada de uma e outra equipa) e golos.

Um belo espetáculo, mas que em nada favoreceu a situação atual do Sporting Clube de Braga, que somou a terceira derrota dos cinco jogos efetuados após o reatamento da Liga NOS.

ARTUR JORGE ATÉ FINAL DA ÉPOCA. QUE FUTURO?

No lugar deixado vago pela saída de Custódio, estará à frente da equipa técnica do Braga até final da temporada, segundo informação veiculada pelo clube, Artur Jorge, até então técnico dos juniores, num percurso em tudo igual ao do seu antecessor.

No próximo sábado, a turma minhota recebe o já despromovido Desportivo das Aves, reunindo enorme favoritismo para levar os três pontos. 1.18 é a odd oferecida pela maior parte das casas de apostas em Portugal, sem justificar, por isso, o investimento.

Pressionado na luta pela Liga Europa, o Braga deverá procurar dar aqui uma resposta positiva, contra uma equipa do Aves com o moral destruído, depois de ter visto consumada a descida, de forma matemática, na jornada 29.

Pela superior qualidade técnica dos “guerreiros”, acredito que seja um bom investimento, na ESC Online, a aposta no handicap asiático (-2) do Braga, a 1.96.

De forma a aproveitar a vantagem oferecida pela ESC Online, com as suas quotas especialmente viradas para apostas múltiplas, sugiro juntar o HA (-2) do Braga com mais de 1,5 golos no jogo Portimonense vs Vitória SC (1.37), o que dá uma dupla com odd total de 2.69.

 

 

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