De Lyon a Glasgow: Duas “derrotas de treinador”

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Mais do que as derrotas, fica uma sensação de um duro choque com a realidade. A diferença entre a nossa dimensão nacional e a internacional. É um tema que aprisiona o futebol português há demasiado tempo e que os relvados europeus não hesitam em expor quase todas as épocas..

De Lyon a Glasgow: Duas “derrotas de treinador”

Existem casos, porém, em que isso fica mais evidente e se torna mais preocupante quando vemos os nossos grandes, Benfica e FC Porto, sentirem isso de forma tão clara frente a adversários da classe média do futebol europeu, como foi, esta semana, contra Lyon e Rangers, na Liga dos Campeões e Liga Europa.

lage-conceicao

Duas derrotas sem contestação em dois jogos que deixaram a sensação de serem jogados num laboratório de sistemas táticos ou de gestão de jogadores por parte, respetivamente, de Sérgio Conceição e Bruno Lage.

Desta forma, é difícil não ver estas duas derrotas como, em face das exibições resultantes das opções tomadas nesses dois níveis, como “derrotas dos treinadores”.

Ambas as ideias teriam, naturalmente, as melhores intenções mas é perturbante ver, por um lado, o FC Porto num sistema com nunca jogara de “defesa a 3” (entre o 3x5x2, 5x3x2 e 5x4x1) e, por outro, o Benfica a prescindir num cenário de Liga dos Campeões de pesos-pesados internacionais como Pizzi ou os jogadores mais experientes e de maior rendimento, como André Almeida, para lançar Tomás Tavares ou Gedson na direita (entre outras “escavações experimentais” do plantel) sem medir da melhor forma, até no plano da reação ao jogo, as consequências dessas opções.

Politica/opção desportiva ou financeira?

No caso do Benfica, esta opção de Lage já surgira em alguns jogos anteriores. Por isso, acredito que a decisão (por já ter sido contestada no passado em face dos maus resultados) seja tomada em sintonia com a política desportiva do clube para a época.

A aposta está essencialmente no campeonato onde não se vê esta rotação de jogadores que colocam em perigo a qualidade de jogo da equipa.

Lage explicou no fim as suas opções e, perante o olhar presidencial, percebeu-se que aquela era a linha de pensamento que o clube entendia politicamente certa mesmo que desportivamente equívocas nos resultados.

Não acredito em lançar jogadores a este nível para negócios porque o investimento é feito de forma inversa. Isto é, são os jogadores que jogam em face do seu crescimento e não este que resulta da sua utilização prematura num nível claramente fora do seu contexto competitivo.

A Liga dos Campeões não pode ser vista como um ser menor desportivo e um elemento fundamental no plano financeiro. É o oposto do que deve na dimensão de um clube histórico.

Entendo, claro, a necessidade de cruzar as duas portas de entrada no edifício-futebol (a financeira e a desportiva) mas nunca a dependência de uma em relação á outra. Não faz sentido não ter a melhor equipa no nível mais alto em que a equipa (o clube e a sua histórias) jogam.

A Liga dos Campeões é mais do que um cofre. É um relvado onde todos os jogos se coloca a história do clube.

A Liga NOS tem as suas “guerras internas” que consomem energias e alimentam egos, mas no fim de todo esse “barulho do jogo e seus casos” fica cada vez mais uma menor qualidade de jogo em termos de intensidade, velocidade, qualidade técnica, dimensão tática, ritmos de jogo, etc.

Tudo elementos que vão colocando o nosso campeonato numa segunda linha europeia que depois não aguenta o choque com a tal competitividade mais alta em todos aqueles fatores referidos a nível internacional.

Os três centrais do FC Porto na Escócia

No caso do FC Porto, a questão ultrapassou o fator da intensidade e entrou num plano tático que, pensado para travar o jogo interior do Rangers e lançar o perigo mais pelos flancos, levou a equipa a jogar num sistema tático em que ela própria não se reconheceu.

A reação ao jogo, no momento da lesão de Pepe, tornou essa situação mais evidente, quando o lateral mais rápido e perigoso na profundidade de cruzamentos, Alex Telles (apesar de estar a atravessar um período de baixa de forma) passou a jogar como central pela esquerda, nessa linha de três defesas, passando Manafá para lateral-esquerdo e Corona (que tinha sido sempre o avançado mais perigoso e criativo, jogando solto na frente ou caindo na faixa) para lateral-direito.

Nesse momento, a equipa despareceu taticamente do relvado. O Rangers passou a controlar progressivamente o meio campo no mais simples dos processos do seu 4x3x3 e, com um grande ponta-de-lança colombiano na frente do ataque, Morellos, aproveitou para crescer e caindo em cima dum FC Porto cada vez mais incapaz de sair com perigo na transição defesa-ataque, fazer um golo e dar outro a marcar com uma classe de execução notável.

sergio conceição rangers

No fim, uma derrota tão desoladora como natural.

Sérgio Conceição até conseguira, com este sistema, surpreender, no início, os jogadores do Rangers, mas nunca ao ponto de o ameaçar em termos de, assim, controlar o jogo e ganhá-lo.

Quando os escoceses perceberam o que se passava, logo a meio da primeira parte, equilibraram o jogo e quando perceberam, após o intervalo, o que tinham de fazer para passar a dominar, cresceram e ganharam sem nunca correrem riscos.

O FC Porto não fez um remate em toda a segunda parte. Não há sustentação de apologia possível a um sistema tático que provoque isto numa equipa com o valor deste onze portista.

De Lage a Conceição, de Lyon a Glasgow, de Benfica a FC Porto, duas “derrotas de treinador” que agora colocam em causa o futuro nas provas europeias. O futebol português não pode viver conformado com esta realidade menor.

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