Dortmund vs Shakhtar Donetsk – Liga dos Campeões

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Liga dos CampeõesDepois de um empate a 2 bolas no Donbass Arena, Dortmund e Shakhtar voltam-se a encontrar para discutir o apuramento à fase seguinte da maior competição de clubes a nível mundial e um lugar entre a elite dos 8 maiores clubes europeus.

Um jogo que significará muito para ambos os emblemas, que procuram, por motivos diferentes, discutir entre os grandes um lugar na história.

Primeira Mão
O primeiro encontro entre estas duas equipas ficou marcado por espectáculo fantástico, com futebol positivo de ambas as partes e, claro, muitos golos – 4.

A equipa ucraniana esteve sempre em vantagem, adiantando-se no marcador graças a uma execução exemplar de um livre directo cobrado por Darjo Srna numa altura em que os ucranianos começava a ganhar ascendente no jogo depois do domínio inicial alemão.

Os germânicos souberam responder, e ainda antes do intervalo, passados 10 minutos de sofrerem o primeiro golo do encontro, empataram a partida com um golo com sorte à mistura (uma simulação… forçada) marcado pelo inevitável Lewandowski.

Douglas Costa repôs os ucranianos na frente do marcador, no lance de jogo directo, que o brasileiro soube aproveitar da melhor maneira numa excelente execução.

Já perto do final, e na sequência de um canto batido por Schmelzer, Matt Hummels voltou a pôr a igualdade no marcador e a trazer para o jogo desta noite a vantagem para o lado dos germânicos.

Neste encontro, foi evidente a supremacia alemã, pese embora a jogadas de perigo criadas pelo Shakhtar. O resultado final em termos de remates (17-8 a favor do Dortmund) espelha isso mesmo, pese embora o facto de serem sempre os alemães aqueles que correram atrás do resultado (algo que aconteceu durante cerca de um terço de jogo).

Houve dois golos de bola corrida, um para cada lado, sendo que aquele que foi obtido pelo Shakthar alcançado através de jogo directo, longe da cultura de posse que Lucescu tenta impor nesta equipa.

A haver um vencedor, teria que ser o Dortmund, que terá sido a equipa que mais trabalhou para sair da Ucrânia com um resultado positivo.

Nota para o facto de a equipa ucraniana não acusar discrepâncias a nível físico para os alemães apesar da paragem das competições internas

Histórico na Champions/Importância

Borussia Dortmund

A equipa alemã pode claramente ser considerada um histórico europeu. Teve o seu auge por altura da década de 90, conquistando uma Liga dos Campeões, com uma equipa onde militava o “nosso” Paulo Sousa. Na sala de troféus há também uma Taça dos Vencedores das Taças e ainda uma Taça Intercontinental.

Desde que a Champions deixou de ser a Taça dos Campões Europeus, o Dortmund conta com 8 presenças, com esta incluída. Para além da conquista do caneco em 96/97, os alemães ainda lograram chegar à meia-final em 97/98 (eliminados pelo Rela Madrid) e aos quartos-de-final em 95/96 (eliminados pelo Ajax). Em 02/03, conseguiram passar a primeira fase de grupos, mas foram eliminados na segunda (era assim o formato da competição da altura).

Shakhtar Donetsk

Os ucranianos contam apenas com um título europeu na montra – a última edição daTaça UEFA conquistada em 2008/2009.

Quanto à Champions, os ucranianos têm sido uma presença relativamente vulgar desde o início desde século, nunca conseguindo, contundo, passar a fase de grupos… até à dois anos a esta parte, altura em que o emblema ucraniano bateu a Roma e só foi travado pelo todo-poderoso Barcelona.

Esta é a segunda vez que se encontra nos oitavos-de-final da Champions.

Estatísticas

O Dortmund ainda não foi derrotado, esta época, na Champions League. Pode soar um feito notável mas não extraordinário, se não tivermos em conta a equipa alemã foi ao Bernabéu e recebeu o Real Madrid. No seu reduto, venceu todos os 3 jogos lá disputados, incluindo o Real Madrid e ainda… o Manchester City, equipa com quem foi capaz de empatar no Emirates, e cujo resultado foi injusto.

A cultura de posse é evidenciada mais nos jogos em casa, e talvez pelo facto de ter ido a dois dos estádios mais difíceis de bater no mundo inteiro, tem uma percentagem de 43% de posse de bola, com uma eficácia de 66% no passe, algo que não impede a equipa alemã de ser a 6ª equipa mais rematadora em prova, atrás do…

… Shakthar! A equipa ucraniana apurou-se em 2º lugar, num grupo onde também militivam Juventus e Chelsea. Foi capaz de ir empatar ao terreno do campeão italiano, e dar muita luta quando jogou em Stamford Bridge (o resultado ficou em 3-2, estando empatado a duas bolas até… aos 90 minutos!).

Como está implícito anteriormente, é a 5ª equipa em prova na champions que mais remata à baliza, contando com uns esclarecedores 52% de média de posse de bola (lá está a cultura de posse, mesmo tendo em conta que enfrentou “colosssos” europeus como Chelsea e Juve) e tem uma precisão de passe de 72%. Destaque também para o facto de ser a 5ª equipa que mais cruzamentos efectuou em jogos da Champions, algo que poderá ser infrutífero esta noite.

Situação Doméstica/Prioridade de competições

Borussia Dortmund

A equipa alemã apresenta-se já muito distante da liderança do campeonato, apesar de ser a 2ª melhor classificada na Bundesliga. São já 17 os pontos que dista do Bayern (líder da competição) o que torna praticamente impossível a tarefa de alcançar o tri-campeonato.

Na Taça alemã, a equipa também já perdeu a hipótese de defender o caneco, sendo vítima da vingança bávara, na semana passada, perdendo para o Bayern por 1-0 nos quartos-de-final da prova.

O que poderá salva a época de uma equipa recentemente habituada a vencer será a ressurreição europeia e a prova de que o gigante esteve adormecido durante 10 anos- há precisamente uma década que os alemães não marcavam presença nesta fase da maior competição de clubes, e a prestação da equipa na Champions da época passada foi demasiado discreta para um clube que quer deixar a sua marca na elite.
O encontro com o Shakhtar será, então, de prioridade máxima, para os germânicos.

Shakhtar Donetsk

Os ucranianos são líderes confortáveis do campeonato, dominando a competição com facilidade impressionante: são já 18 vitórias em 19 jornadas disputadas, e 13 pontos sobre o segundo classificado quando há 11 encontros por disputar. Não será, portanto, precipitado dizer-se que a equipa ucraniana caminha a passos largos e sólidos para o tetra-campeonato!

Na taça ucraniana, depois de duas goleadas sobre equipas de escalões inferiores, os orientados de Lucescu vão enfrentar Karpaty Lviv nos quartos-de-final de uma competição onde procuram a 3ª conquista consecutiva.

São números quase assustadores de uma equipa que tanto tem conseguido conquistar ao longo do tempo e que cada vez mais se impõe à hegemonia deixada pelos rivais do Dínamo de Kiev nas décadas anteriores. Será, por ora, o objectivo da equipa ucraniana- criar hegemonia nacional, ganhar tudo o que há para ganhar a nível interno, e o que vier a mais será bem-vindo.

O jogo com o Dortmund não constituirá uma prioridade para os ucranianos e há pouca pressão sobre a equipa de Lucescu para este encontro dado o estatuto de não-favorito.

Abordagem ao encontro

Ambas as equipas privilegiam uma cultura de posse e têm o seu jogo formatado com um “software” ofensivo do qual quase nunca abdicam seja em que circunstância fôr. Costumam jogar em ataque apoiado, com alas bem-abertos e frequentemente apoiados pelos laterais. Ambas as equipas contam com um duplo-pivô que toma conta dos equilíbrios e assegura solidez defensiva, conseguindo aliá-la à irreverência ofensiva.

Duvido muito que a identidade de ambas as equipas mude seja em que jogo fôr, e arrisco a dizer com segurança que não será diferente no jogo de hoje – Lucescu, apesar de priorizar o campeonato e a taça, irá colocar em jogo uma equipa que irá com tudo o que lhe estiver à mão para cima do seu adversário em busca da glória europeia tão ansiada pela crescente massa adepta dos ucranianos, enquanto que Klopp não terá em conta o resultado favorável da primeira mão, e não abordará o encontro com cautelas defensivas que possam alterar a forma de jogar a equipa.

Assim, são esperadas duas equipas ofensivas, fieis ao seu estilo de jogo e com a ideia (lógica) de ter a eliminatória em aberto (“é como se tivesse 0-0” dirá Klopp).

Onzes, bancos e abordagem ao jogo por sector

Onze provável (B. Dortmund) Weidenfeller; Piszczek, Subotic, Hummels/Felipe Santana e Schmelzer; Gundogan/Bender e Kehl; Blazczykowsky, Gotze e Reus; Lewandowski

Onze provável (Shakthar Donetsk) Pyatov; Srna, Rakitsky, Kucher e Rat; Fernandinho e Hubschman; Taison e Douglas Costa/Alex Teixeira (alas); Mkhitaryan (mais móvel) e Luiz Adriano (mais posicional);

Ofensivamente: Olhando para os onzes prováveis de cada equipa, é relativamente notória a diferença de valores de ambos os plantéis. O Dortmund apresenta poder ofensivo de relevo, com nomes que vão ganham notoriedade mundial, como são todos os que compõem o 3+1 do 4x2x3x1 alemão, já o Shakhtar, neste aspecto, não pode dizer o mesmo apesar de contar com poder de explosão nas alas (Taison e Costa/Teixeira) e capacidade de ruptura também pelo meio, com Mkhitaryan… ao que se acrescenta o poder físico e o instinto goleador de Luiz Adriano.

Não me atrevo a dizer que o poderio ofensivo é semelhante, mas a dinâmica de ataque de ambas as equipas é, sem dúvida, parecida em termos de eficácia na criação de oportunidades de perigo.

No banco, dizer que o Shakhtar conta com mais soluções pode ser falacioso- a dúvida entre a utilização de Douglas Costa e Alex Teixieira e a presença do ex-Arsenal, Eduardo podem confundir, no entanto, há que ter em conta a boa exibição de Schieber no jogo de Sábado e ainda a possível inclusão de Grosskreutz numa das alas, o que pode trazer ao jogo do Dortmund maior explosão e precisão no jogo directo (se tal fôr necessário

Defensivamente: É aqui, a meu ver, que os germânicos se superiorizam. Hummels está em dúvida, mas se jogar, vai estar em campo um dos melhores centrais do futebol actual (senão o melhor)em jogo posicional. Se não jogar, Felipe Santana pode dar conta do recado como já o fez, e bem, noutras ocasiões, porque Subotic não é jogador de deixar o colega desatento. Nas alas, Piszczeck e Schmelzer são rigorosos no sentido defensivo (mais o polaco).

O Shakhtar apresenta uma dupla de centrais, digamos, falível. Kucher e Rakitsky são algo permeáveis, inclusive no jogo aéreo. Não me espantaria se jogasse Chgrynsky dado o poderio aéreo do Dortmund, mas se assim fosse, mais alerta deveriam estar os adeptos ucranianos pelo fraco jogo de chão do ex-Barça e a disparidade de valia técnica perante o ataque adversário.

Quanto aos homens que conferem equilíbrio, designadamente os duplos-pivô de ambas as equipas, Jurgen Klopp tem 3 jogadores tacticamente inteligentes para inserir em 2 vagas (ver o onze acima), enquanto que Lucescu, apesar de contar com Fernandinho fresco (não jogo na sexta-feira), tem em Hubschman um jogador ao qual a experiência acumulada vai retirando pernas para “correr” e preencher espaços. Será por entre a linha do duplo pivô e o quarteto defensivo que o Dortmund poderá criar mais estragos e estou certo que será a partir daí que se poderá decidir o jogo. A exploração das alas, também poderá funcionar a favor dos germânicos.

Conclusão: Não vale a pena fugir ao óbvio cliché – joga-se o estatuto neste encontro. O Shakhtar está a crescer na europa e o Dortmund quer voltar a ser o gigante que já conquistou esta competição. Os alemães precisarão mais do apuramento que os ucranianos e acredito que não irão retirar o pé do acelerador por começarem o jogo em vantagem, porque, como referi acima, não é assim a sua identidade e porque joga praticamente uma época inteira.

O Borussia é claramente melhor equipa, nomeadamente a nível defensivo, contudo, a ausência de Hummels poderá significar um ou outro golo sofrido caso Felipe Santana não esteja nas melhores condições anímicas (como não esteve no jogo em Donetsk).

Prevejo, portanto, um Dortmund ofensivo, com a sua maior referência ofensiva (Gotze) na máxima força depois de ser poupado numa hora de jogo e com um Lewandowski motivadíssimo após o bis conseguido ante o Hannover.

Muitos golos, um bom encontro, e a passagem do Dortmund é o que prespectivo para este encontro.

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