Prognósticos para Apostas Desportivas Online – Aposta Ganha

Espanha: o Real Madrid necessita uma “refundação tática”

Mais uma semana de grande futebol internacional, e os “campeões naturais” em cada país vão surgindo. Depois da Juventus em Itália, o Barcelona em Espanha.

Ambos parecem cumprir apenas “formalidades” na conquista destes títulos tal a superioridade demonstrada em todos os momentos da época e, sobretudo, a sensação de poder (quase) imbatível que transmitiam desde o início tal a diferença de correlação de forças para os concorrentes diretos (e escrevi o “quase” de forma algo forçada).

Em Espanha, a crise existencial-competitiva do Real Madrid pós-Ronaldo e das hesitações de Lopetegui comprometeram logo uma época que agora “estoura” nas mãos de um novo-velho técnico, Zidane, que aceitou voltar a um lugar onde já fora feliz (como jogador e treinador).

Opção futebolística de vida discutível que o fez disparar contra todo o plantel e estrutura depois da derrota na última jornada contra o “lanterna vermelha” Rayo Vallecano.

O Real necessita de uma “refundação do seu onze” e construção de um novo plano de jogo para os… últimos 30 metros.

Ou seja, a equipa mantem a “sala de máquinas” do meio-campo Casemiro-Kroos-Modric mas perdeu o poder de remate na frente de Ronaldo.

O problema nasce do facto de nas últimas épocas, apesar da consistência que revelava na reação á perda da bola e agressividade tática por todo o campo, tinha o ataque como que “descolado” do resto da equipa, onde Cristiano Ronaldo vivia numa ilha de remate (mais do que jogar com a sua equipa ou contra a adversária, Ronaldo no Real Madrid era uma “fábrica de golos” que jogava contra a… baliza adversária).

zidane

Benzema sempre foi o seu melhor companheiro a entender e aceitar um “papel de ator-avançado secundário”. Dava-lhe espaços e arrastava marcações.

É o melhor ponta-de-lança altruísta do mundo. Esta época, Benzema apesar de lhe pedirem o impossível em termos de números de finalização, tem feito excelentes jogos (e golos) mas não existe um plano ofensivo (fruto do que não se fez em épocas passadas) para como atacar, ou seja, movimentar-se a equipa como coletivo nos últimos 30 metros. Vinícius, Bale ou Isco nunca perceberam essa nova ideia que, em rigor, nunca existiu solidamente na equipa.

Este é, portanto, o momento para perceber o que vale verdadeiramente Zidane como treinador. E quando escrevo neste momento, já penso, claro, a próxima época e como irá meter uma ideia de jogo e construir esse modelo (sistema, princípios, estratégia) dentro da chamada “refundação do modelo de jogo do Real” (sem os golos de Ronaldo que faziam ganhar mas não faziam… jogar).

Prognóstico para apostas
Real Madrid vs Villarreal em Espanha – ambas marcam a 1.47 na Bet Pt.

O “mais físico” Barcelona de Valverde

Este Barcelona campeão de Valverde é, no entanto, diferente daqueles do passado recente, como o de Luiz Henrique (Guardiola e seus heróis já é um passado demasiado remoto).

A equipa tornou-se, claramente, mais física, sobretudo a meio-campo, onde mesmo após a saída de Paulinho, a presença de Arthur dá um impulso de posse robusta diferente (algo em que Vidal pode ajudar e onde Rakitic adquire maior protagonismo pela forma como tem de percorrer mais espaço atrás e á frente, no inicio de construção e ultimo passe a solicitar finalização).

A equipa, mantendo Busquets á frente da defesa (passando a jogar em 4x3x3 em vez do 4x4x2 com Messi falso 9 como queria na época passada) tornou-se, assim, mais “física” na forma de abordar o jogo.

Ainda conserva o principio de modelo de jogo da posse de bola, quer construir apoiado mas não hesita em verticalizar jogo quando é necessário de forma mais rápida, algo que até encaixa bem no estilo de “ganhar profundidade” e rematar na passada de Luiz Suarez.

Em qualquer habitat de sistema, Messi continua a ser o génio que faz golos e inventa jogadas individuais que viram defesas adversárias de “pernas para o ar” de um momento para o outro.

Este título é dele na forma como resolveu tantos jogos mais “fechados” com o seu golpe de génio na forma como leva a bola atada á bota esquerda ou marca livres com mais facilidade e eficácia com que marca penaltis.

Coutinho será o jogador mais em debate deste Barcelona porque ainda não encontrou um verdadeiro lugar para o seu futebol se exprimir.

A tendência (que já vinha de Liverpool e também acontece na seleção brasileira) de o meter a parir de uma faixa, retira-o sempre do centro do jogo, que seria numa posição de raiz mais no triângulo do meio-campo.

Os ditames táticos do futebol moderno e a tal “lei de jogo mais física” que também chegou a Barcelona, faz desterrar, em muitos clubes, este tipo de jogadores mais para as tais faixas, onde não têm tanta responsabilidade tática defensiva e onde podem ter liberdades de fazer diagonais de fora para dentro” em busca de aparecer então no tal espaço central.

barcelona players

Coutinho sabe fazer isso, mas como mais do que um finalizador é um organizador, quando chega a esse local central, o Barcelona já lá tem os seus especialistas (e Messi quando quiser) para ocupar esse espaço.

O 4x4x2 seria melhor para ele, mas neste Barcelona, com esse sistema, deveria ser Dembelé a impor-se de forma indiscutível, porque é o verdadeiro avançado-extremo que desequilibra no um-para-um, ataca verticalmente os espaços de desmarcação e remata fazendo golos.

As meias-finais da Liga dos Campeões com o Liverpool serão o grande teste á evolução ideológica física de Valverde em Barcelona.

Prognóstico
Barcelona vs Liverpool – ambas marcam a 1.49 na Betclic

Van Dijk e a dimensão do atual Liverpool

Foi eleito o jogador da época em Inglaterra pela PFA (Associação de jogadores profissionais) o que reflete o respeito e admiração que todos os outros jogadores, colegas e adversários, têm pelo seu futebol.

O eleito não é nenhum avançado-goleador ou mágico de fintas de passes (estou, claro, a pensar no City de Guardiola) mas antes um defesa-central holandês gigante, Van Dijk, do Liverpool, que ganhou esse prémio sendo aclamado por todos, mostrando que na interpretação do jogo em Inglaterra ainda existe muito respeito pelo seu estilo mais histórico combativo, físico e até aéreo, apesar da multinacional em que se transformaram todas as equipas. Caso para dizer que a atmosfera contagia.

É, no entanto, um prémio que faz honra a um dos melhores defesas-centrais do mundo, um jogador poderoso na forma como sobe para cortar as bolas mais difíceis no espaço aéreo onde já só se imagina aparecerem os pássaros e que também o faz na outra área, em falta laterais ofensivas sobretudo, para cabear nas alturas a finalizar.

virgil liverpool

Para além disso, fiel aprendiz da escola holandesa de respeito pela bola, sabe “sair a jogar” e tem aura de liderança na defesa a “4” do Liverpool de Kloop. A equipa sente a melhoria dos números defensivos desde que pagou a loucura de muitos milhões por o contratar, nessa altura com muitas críticas, ao Southampton.

A resposta em campo está dada por Van Dijk (independente de ganhar títulos ou não, Liga ou Champions, estará na luta até ao fim com o seu papel decisivo na equipa)

Desde 2005, com Terry, no fabuloso Chelsea de Mourinho, que esta distinção de “jogador da época” não era atribuída a um defesa-central e, no Liverpool, sucede apenas após Salah em tempos recentes e depois de longo tempo sem esse trofeu que nos anos 80 ia naturalmente para Anfield ainda nos tempos de Rush e Dalglish.

São sinais que também refletem as boas opções de Kloop par fazer renascer a aura mítica do Liverpool na luta por títulos e a jogar um futebol empolgante, da defesa ao ataque.

Prognóstico
Newcastle vs Liverpool em Inglaterra – Liverpool 1.36 na Esc Online

Telegram ApostaGANHA
50€ de Bónus
50€ de Bónus
20€ de Bónus
Freebet de 10€