Um jogo particular não tem a mesma “carga emocional” de um jogo oficial.
Os jogadores não o sentem da mesma forma e isso nota-se, reflecte-se, na sua menor intensidade competitiva. E, no fim, também condiciona o resultado.
Por isso, estes jogos são os mais difíceis de prever. Nem falo tanto do resultado. Falo da forma como as equipas o vão encarar (e, dessa forma, como vão jogar, táctica, estratégia e atitude mental) e, claro, como isso pode tornar o resultado mais imprevisível.
Para este embate entre Espanha e Alemanha, espero um jogo com duas equipas a respeitarem-se muito e a não quererem nenhuma delas pegar claramente no jogo desde o inicio.
Não digo que entrem numa postura defensiva, mas sim jogando mais com o chamado calculismo que a sua superior capacidade técnica (e táctica) em segurar a bola lhes pode dar para se irem lendo uma à outra aos poucos. Estarão assim, confortáveis, no jogo.
Não acredito, portanto, num jogo em que existam muitos momentos de contra-ataque, altura em que uma das equipas se desequilibra e a outa (ambas têm grandes valores individuais) pode aproveitar os espaços vazios que na maioria do jogo, em condições tácticas normais, não seria possível (com a organização defensiva sempre concentrada).
Mesmo nesse contexto, existem diferenças que podem mexer no jogo (e resultado).
O toque apoiado de Isco espelha a forma como a Espanha (mesmo em busca de novas referencias para reconstruir o seu estilo) consegue jogar melhor em espaços mais curtos. Do lado da Alemanha, Muller e as suas mudanças de ritmo de jogo são uma arma que tanto funciona na faixa como no centro.
Os treinadores, Del Bosque e Low, não vão forçar as equipa (os jogadores) para além do limite em busca do resultado.
Isso muda o que seria, em condições competitivas “a sério”, um jogo destes a partir do minuto 70, onde uma equipa (se a perder ou com maior ambição de desfazer o empate) podia arriscar mais (em termos de atacar e defender com menos jogadores nesses momentos) e assim o jogo “abrir” e ter mais espaços.
Com o conforto do jogo particular, esse “poder arriscar” passa mais para o lado individual e neste momento vejo a Alemanha mais potente nesse aspecto face à tal Espanha em reconstrução.
Por isso, o equilíbrio de um jogo jogado com o controlo da bola e dos espaços. Sem grande velocidade na maioria do tempo. Veremos se será mesmo assim.
Grande abraço de futebol para todos
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