De há três ou quatro anos a esta parte, tem sido frequente a discussão, sobretudo entre os adeptos portugueses, em torno da influência que Cristiano Ronaldo tem no seio da Seleção Nacional. E, mais propriamente, do impacto positivo (ou negativo) que a presença do astro tem no desenvolvimento do futebol de Portugal, que começa a contar com valores emergentes quase em catadupa. Vamos dissertar um pouco sobre a temática, que tantas paixões e emoções gera.

O ANTIGO E O “NOVO” CRISTIANO RONALDO

Depois de dar nas vistas ao serviço do Sporting, Cristiano Ronaldo rumou ainda muito jovem a Inglaterra, onde brilhou ao serviço do Manchester United, com 292 jogos e 118 golos.

O salto competitivo dado para a ribalta do futebol mundial levou o Real Madrid a desembolsar algo como 60 milhões de euros (um valor histórico para a altura), em 2009, para levar o craque português para a capital espanhola.

Nove épocas, 438 jogos e 450 golos depois (um registo só ao alcance de um autêntico predestinado), Cristiano Ronaldo rumou à terceira grande liga europeia da carreira, para vestir as cores da Juventus na Serie A.

Depois de ter passado a maior parte da carreira como um extremo/avançado interior dono de uma velocidade, aceleração, capacidade de drible, finta e finalização absolutamente notáveis, em Itália o impacto tem sido evidente, mas as caraterísticas já não são as mesmas.

Difícil seria contar 35 primaveras e manter os índices físicos de há cinco ou 10 anos atrás, naturalmente.

Hoje, Cristiano Ronaldo é um verdadeiro “bónus de golo” jogue onde jogar, pela superior capacidade de finalização, talvez o único quesito que não só manteve nos últimos anos, mas até conseguiu aprimorar.

O astro português poderá voltar a entrar em campo já no próximo sábado, aquando da receção da Juventus ao Cagliari, pelas 19h45, em partida da ronda 8 da Serie A.

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O ANTIGO E O “NOVO” CRISTIANO RONALDO

DE FERA DO DRIBLE A MÁQUINA DE GOLOS

Aos 35 anos de idade, contudo, o internacional português continua a vestir a pele de protagonista na maioria dos jogos em que participa.

Vemos isso quase semanalmente nas partidas da Juventus, onde Ronaldo se assume de longe como o melhor marcador da equipa desde que lá chegou, em 2018, proveniente do Real Madrid, onde cravou uma marca histórica que ninguém jamais esquecerá.

Se em 2018/19, foram 28 golos e um registo em 18 superior ao de Mario Mandzukic e Paulo Dybala, em 2019/20 Cristiano foi o melhor marcador da ‘Vecchia Signora’ com 37 golos, mais 20 que Paulo Dybala e mais 26 que Gonzalo Higuaín.

Na temporada que há pouco tempo se iniciou – e que arrancou tarde devido à re-calendarização provocada pela pandemia, sem esquecer as três paragens que já existiram devido às seleções –, Ronaldo divide os louros com Álvaro Morata, espanhol que marcou, em oito jogos, os mesmos seis golos que Cristiano Ronaldo marcou… em cinco partidas (média de 1,20 golos/jogo).

A TRANSIÇÃO NA SELEÇÃO: RONALDO ACRESCENTA OU RETRAI A CAPACIDADE COLETIVA DO “NOSSO” FUTEBOL?

Pela natural perda de atributos pelos quais alcançou uma das mais brilhantes carreiras de sempre na história do futebol, Cristiano Ronaldo e a sua utilização têm sido alvo de algumas críticas, sobretudo pelo rendimento irregular que o avançado tem tido nos últimos tempos, ao serviço da Seleção Portuguesa.

Há quem defenda – e, pessoalmente, concordo em parte – que a equipa de Fernando Santos funciona melhor coletivamente sem o craque da Juventus em campo.

Por muito tempo, a crítica recaiu sobre o facto de Portugal jogar em demasia “para” Cristiano Ronaldo e perder, enquanto equipa, com isso.

Hoje, creio que essa é uma questão ultrapassada, mas ainda assim é inegável que a dinâmica do futebol da Seleção difere muito com e sem a presença de Ronaldo em campo.

Acredito que o cerne da questão esteja na (in)capacidade do jogador perceber o momento que vive e até utilizar isso para subir o seu próprio rendimento e o aproveitamento global da Seleção enquanto equipa.

Com estatuto de intocável no seio da ‘Equipa das Quinas’, será impensável ao selecionador deixar Ronaldo de fora de “jogos competitivos”.

A questão é que, na função de “9”, o segundo melhor marcador de sempre a nível internacional (está a sete golos de alcançar o recorde de Ali Daei) cumpre mal taticamente e a equipa acaba por perder com isso – vejamos o exemplo do jogo com a França.

Com valores como João Félix, Diogo Jota, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e até peças como André Silva, Gonçalo Paciência ou Paulinho, Fernando Santos tem uma dura missão no processo de desenvolvimento da transição para o “pós-Ronaldo”.

Creio que uma boa opção seria passar a optar por um sistema de 4x4x2, colocando Cristiano Ronaldo a ocupar uma das duas posições no eixo do ataque, acompanhado de um jogador móvel, capaz de atrair atenções de forma suficiente a libertar espaços e oportunidades para Ronaldo fazer o que melhor sabe fazer nesta altura da carreira: marcar golos.

 

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