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Futebol está demasiado dependente das apostas diz Ministro do desporto

O futebol “depende demasiado” dos patrocínios das empresas de apostas, de acordo com o ministro do desporto. Nigel Adams diz que os clubes “necessitam de procurar outras fontes de rendimento”. O seu aviso surge durante este aumento do escrutínio da relação próxima entre o desporto e a indústria das apostas.

Futebol está demasiado dependente das apostas diz Ministro do desporto

“Vamos começar a rever o “Gambling Act” atual e eu tenho a certeza de que a ligação entre os desportos – futebol em particular – vão ser um aspeto importante disso”, disse Adams.Numa entrevista abrangente da BBC Sport, o ministro disse também que se encontrou com o novo presidente da EFL Rick Parry esta semana para discutir os problemas financeiros existentes na Football League.

Futebol está demasiado dependente das apostas diz Ministro do desporto

No início deste mês a federação foi criticada por vender os direitos de transmissão dos jogos da FA Cup a empresas de apostas através de uma entidade externa. Sete websites de apostas tiveram a permissão para transmitir alguns jogos da terceira ronda exclusivamente para pessoas que apostassem ou tivessem feito um depósito na sua conta nas 24 horas anteriores ao pontapé de saída.

O negócio motivou indignação numa altura em que a federação estava a fazer campanhas sobre saúde mental e as casas de apostas se tinham disponibilizado para abrir mão da exclusividade dos direitos de transmissão. Mas esta controvérsia reforçou as preocupações de que o futebol está a ser utilizado para normalizar as apostas entre fãs mais jovens através de patrocínios nas camisolas e publicidade durante as transmissões televisivas dos jogos.

Metade dos clubes da Premier League têm casas de apostas como patrocinadores nas camisolas, com o número a subir para 15 no

Championship. A Football League em si é patrocinada pela Sky Bet.

Durante esta temporada, o Huddersfield Town foi multado pela federação após usar um equipamento com o logótipo de uma casa de apostas que violava o regulamento num amigável.

“Temos de olhar para esta situação com muito cuidado porque o vício do jogo leva a problemas sociais sérios e em alguns casos, as pessoas chegaram a um ponto extremo e puseram fim às suas vidas, por isso temos de dar especial atenção a este assunto,” disse Adams.“Ocasionalmente, as coisas transbordam e ocorrem incidentes como aqueles que existiram, com alguns clubes a ficarem em apuros por causa disso, como o caso do Huddersfield Town e do truque publicitário que ocorreu lá. “Então, há demasiada dependência e eu tenho a certeza de que as entidades competentes estão cientes disso.”

No ano passado, as maiores empresas de jogo da Grã-Bretanha concordaram de forma voluntária com uma restrição de publicidade “do apito inicial até ao final”, o que pôs fim aos anúncios durante as transmissões televisivas. Mas o governo vai agora rever as leis das apostas e está a considerar regular a modo como as casas de apostas fazem publicidade através do futebol.

Contudo, o partido trabalhista – e os militantes anti apostas – tem apelado a que os patrocínios de casas de apostas nas camisolas sejam proibidos, como é noutros países como Itália. Adams não sabia se seria possível implementar uma proibição total dos patrocínios das casas de apostas nas camisolas.

A EFL disse que as empresas de apostas contribuíram com 40 milhões de libras para os clubes todos os anos através de patrocínios. Na Premier League, o valor estima-se que possa chegar aos 70 milhões de libras. O aviso de Adams chega numa altura de turbulência financeira na EFL. Na semana passada, o Derby County tornou-se o último clube a ser multado por violar regras financeiras por causa da venda do seu estádio.

Uma revisão também está a ser levada a cabo acerca da liderança e da viabilidade financeira da liga após o colapso do Bury FC mais cedo nesta época, com vários outros clubes a terem dificuldades para pagar salários.

“Não é um cenário saudável. Não há muitos clubes de futebol na EFL que sejam lucrativos,” disse Adams. “Eu encontrei-me com o novo CEO da EFL (Rick Parry) e eu sinto-me encorajado pelo que ele disse em termos da sua revisão para uma administração mais abrangente. “Não é saudável ver clubes como o Bury não poderem jogar na liga. Há dúvidas em relação a clubes como o Macclesfield. Nós estamos muito interessados neste assunto.”

A EFL disse à BBC Sport que tem “um diálogo aberto e constante com o governo e com os acionistas relevantes acerca da relação do futebol com a indústria das apostas”.

A EFL adicionou ainda num comunicado que eles acreditam que a indústria das apostas deveria “reinvestir parte do seu lucro de volta no desporto”.

“Isto é atualmente feito através de parcerias comercias com a EFL e vários clubes membros,” disseram eles. “Contudo, é importante que estes acordos sejam estabelecidos de forma responsável. “Com mais de 40 milhões de libras por época pagos pela indústria à liga e aos seus clubes, continua a ser uma parte importante do modelo financeiro da EFL juntamente com um acordo de transmissão nacional no valor de 119 milhões de libras por ano e um número de outras fontes chave de rendimento incluindo receitas de bilheteira, patrocínios e outros pagamentos de solidariedade recebidos através da venda de direitos de imagem.”

Racismo – Um “cancro no desporto”

Adams também descreveu os problemas atuais com o racismo no futebol como “absolutamente chocantes”. Incidentes de racismo têm marcado uma série de jogos da Premier League nesta época, enquanto que a vitória da Inglaterra na qualificação para o EURO 2020 contra a Bulgária em outubro de 2019 foi interrompida em vários instantes por causa de cânticos racistas por parte dos adeptos.

“É um cancro que já existe no desporto há muitos anos,” disse Adams. “A ideia é de que o facto de estarmos agora em 2020 deveria significar que estaríamos numa situação melhor. Mas não é esse o caso. “É bom que os jogadores estejam a recuperar o controlo e temos visto isso em vários jogos, com esse jogo entre Inglaterra e Bulgária a ser um dos maiores exemplos. As entidades reguladoras, como a FA e a EFL, estão bem cientes do problema.

“É absolutamente crucial que trabalhemos com toda a gente porque é um problema sociológico, não só futebolístico. Todas as vezes que nos encontramos com as entidades reguladoras estamos a ser bem claros estamos a pedir-lhes atualizações acerca de onde eles se encontram em termos de ações.

“Eu penso que o que poderá ser necessário são acusações. Precisamos, idealmente, de ver a Crown Prosecution Service a levar estes casos para a frente porque isso pode ter um impacto sério.”

Candidatura ao Mundial de 2030 é um trabalho em curso.

O ministro do desporto também confirmou conversas correntes sobre uma “potencial candidatura” para o Reino Unido e a Irlanda serem anfitriões do Mundial de 2030, apesar de ele ter apelado a que o processo de eleições fosse mais “transparente” após toda a controvérsia à volta da candidatura falhada da Inglaterra para receber o torneio de 2018.

Desde que os Mundiais de 2018 e 2022 foram atribuídos à Rússia e Qatar respetivamente em dezembro de 2010, corrupção generalizada foi exposta no desporto a um nível global, incluindo alegações de subornos e pagamento por votos. “Queremos fazer a nossa candidatura para acolher o Mundial em 2030, já está na altura de trazermos o Mundial para aqui,” disse Adams. “Mas tem de ser bem mais transparente do que potencialmente foi no passado e eu acredito que isso está a acontecer.

“O Primeiro Ministro está a torcer bastante para que consigamos fazê-lo. Eu quero poder assistir ao Mundial aqui no Reino Unido e Irlanda. “Como vocês provavelmente sabem, já andamos em contacto com as nações envolvidas, e encontrei-me novamente com a federação inglesa para discutir a potencial candidatura. “É um trabalho em curso, mas eu acho que se tivermos a opção de ser anfitriões de um evento Europeu, penso que temos muito boas hipóteses.”

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