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Giro De Itália 2019: Haverá vida para além de Roglic?

A primeira semana do Giro De Itália encerrou-se este Domingo com um Contra relógio Individual que veio aprofundar as diferenças entre os diversos candidatos à vitória, sendo de destacar a esperada superioridade de Primoz Roglic, que até terá sido um pouco mais evidente do que seria de supor…

Como derrubar um ciclista sem fraquezas?

O esloveno Primoz Roglic tem subido a pulso no pelotão internacional nos últimos dois anos e esta temporada ele tem sido simplesmente diabólico, vencendo todas as competições onde participou e adjudicando diversas vitórias de etapa nessas ocasiões.

Agora, no Giro 2019 ele parece novamente cruel para com a concorrência, concedendo poucas hipóteses de sonhar com a vitória aos demais candidatos. Depois de ter liderado a prova nos primeiros dias na sequência do Prólogo inicial, o ciclista da Jumbo-Vysma – juntamente com os seus diretores – optou por abdicar da Camisola Rosa a fim de poupar as suas energias e também as dos seus colegas, que vinham trabalhando diariamente na frente do pelotão.

De qualquer forma, o esloveno continuou na frente de todos os seus verdadeiros concorrentes neste Giro e já este Domingo, num Contra relógio Individual de mais de 30kms, Roglic deu mais uma demonstração de força e solidez ao ser o vencedor do dia e ‘cavar’ autênticos fossos para diversos concorrentes que se perfilavam como sérias ameaças ao seu sucesso.

No seu atual momento de forma, e mesmo não tendo entrado ainda na alta montanha onde também é muito competente, fica difícil imaginar que alguém o possa destronar caso não existam imprevistos como quedas ou doenças.

Consequentemente, é com naturalidade que ele negoceia como destacado favorito à vitória final na Volta a Itália a 1.50 na ESC Online.

Tubarão Nibali é o mais sintonizado dos concorrentes

Apesar da sua veterania, parece que o italiano da Bahrain-Merida tem mostrado ser o ciclista mais sólido nesta fase da competição, para além de Primoz Roglic.

Ontem, voltou a defender-se muito bem no contra relógio cedendo cerca de um minuto para o esloveno, mantendo assim intactas as suas esperanças de conquista numa prova que já venceu em duas anteriores ocasiões em 2013 e 2016.

‘O Tubarão’ teve uma preparação discreta para esta competição, no entanto já deixou algumas boas indicações no Tour dos Alpes poucas semanas antes do início do Giro, e agora parece ser o único ciclista em condições de oferecer alguma luta ao esloveno Roglic na sequência do contrarrelógio deste fim-de-semana.

Com a sua experiência a poder ser decisiva lá mais para a frente quando entrarmos na alta montanha, fica relativamente fácil entender que o italiano não irá abdicar de lutar mesmo que pareça não ter argumentos para o seu rival.

Giro De Itália 2019: Haverá vida para além de Roglic?

Um bom exemplo disso é o modo como triunfou na Volta a Itália em 2016 quando Steven Kruijswijk parecia inabalável na montanha e continuava a dar sinais de superioridade perante a concorrência.

Um forte ataque às ingremes e nebulosas descidas na alta montanha por parte do italiano precipitaram uma queda do holandês – atual colega de equipa de Roglic – que lhe viria a deixar marcas no corpo para os dias seguintes, permitindo que Nibali completasse uma reviravolta nos últimos dias de competição.

Deste modo, e apesar de reconhecer que Roglic é muito bom a descer, ao contrário de Kruijswijk, parece claro que Vincenzo Nibali tentará de todas as formas surpreender o esloveno nas próximas duas semanas a fim de tentar o terceiro triunfo na Volta a Itália, mas estará Primoz Roglic na disposição de abdicar do seu primeiro triunfo em Grandes Voltas? Duvido…

Neste momento, o ciclista italiano é o segundo da lista de favoritos à vitória final com cotações de 4.50 na Betano, novidade  entre as casas de apostas legalizadas em Portugal.

A derrocada dos trepadores

O contrarrelógio deste Domingo foi um autêntico calvário para dois dos principais favoritos quando iniciámos a Volta a Itália.

O jovem colombiano Miguel Angel Lopez concluiu a sua prova contra o tempo na 42ª posição a 3:45 de Primoz Roglic, ficando agora a mais de quatro minutos do seu rival da Jumbo-Vysma e praticamente arredado da luta, a não ser que se apresente numa forma infernal na montanha ao ponto de deixar Primoz Roglic regularmente para trás, etapa após etapa.

Depois de ter sido 3º classificado do Giro em 2018, o ciclista da Astana parece condenado a aspirar a algo similar em 2019, visto que as contas para a vitória ficaram bem complicadas.

O ‘Superman’ está agora cotado 11.00 na ESC Online pare completar uma recuperação assinalável ao ponto de vencer a prova. Sim, poderão existir imprevistos de outros adversários a favorecê-lo, é claro, mas para já o cenário está negro para o ciclista colombiano.

Quem também teve um dia para esquecer foi Simon Yates, vencedor da Volta a Espanha em 2018 e dominador do Giro do ano passado até ao momento em que o seu ‘motor’ avariou em plena montanha.

yates

Agora, e após uma preparação cautelosa onde nunca foi a fundo nas demais competições, o ciclista britânico terá sentido um grande desgosto ao perder mais de três minutos para Roglic num contrarrelógio onde até tinha começado bem.

Ficou claramente a sensação de que Yates quebrou na fase final da corrida contra o tempo e tal não são boas indicações futuras, com o ciclista da Mitchelton-Scott a mostrar que poderá não estar nas melhores condições físicas.

Na sequência deste enorme fracasso, uma vez que Yates se vinha gabando de que estava muito bem no contrarrelógio e que os seus rivais precisavam cuidar-se com ele, teremos certamente uma equipa da Mitchelton altamente ofensiva quando chegar a montanha no sentido de desgastar Roglic e a sua equipa e esperar que algo bom possa ainda estar por vir.

Por agora, Simon Yates saltou nas cotações para 8.00 na Betano e terá de pedalar muito forte daqui em diante se ainda quiser reentrar na discussão da corrida.

Amaro entre os melhores

O único representante português na Volta a Itália está a ser uma agradável surpresa, figurando neste momento entre os dez melhores da prova, na 7ª posição.

Amaro Antunes, ciclista dos polacos da CCC, foi suficientemente inteligente para encabeçar uma fuga bem-sucedida há alguns dias, que na altura colocou Valerio Conti como Camisola Rosa.

O português beneficiou de ter algum atraso na Classificação e não representar grande perigo para os candidatos, e conseguiu incorporar essa fuga que lhe viria a garantir uma 6ª posição durante alguns dias.

amaro antunes

Ontem, e num terreno francamente desfavorável para um ciclista pequeno e pouco pesado, Amaro defendeu-se da melhor forma possível e está agora numa honrosa 7ª posição antes de entrarmos na alta montanha.

O ciclista que já representou a W52-FC Porto sente-se melhor a subir pelo que poderá ter oportunidade de se manter nos lugares cimeiros desta prova até final. Parece-me difícil almejar a um top-10 final, no entanto um top-20 parece ser uma missão que está ao seu alcance.

Se Amaro confirmar as boas indicações que tem deixado noutras ocasiões em alta montanha, poderemos ter uma bonita história para contar do ciclismo nacional além-fronteiras no final da Volta a Itália. Fechar num top-20 não será propriamente um feito histórico, mas será mais uma marca da competência do ciclismo português e do bom trabalho que se tem vindo a fazer no nosso país ao longo da última década.

As boas surpresas do Giro

Se Yates e Miguel Angel Lopez, assim como Mikel Landa são algumas das desilusões da prova até ao momento, outros há que têm trilhado um bom percurso até ao momento.

O italiano Valerio Conti da UAE-Team Emirates tem surpreendido pela condição física que tem apresentado na defesa da sua Camisola Rosa. O italiano intrometeu-se na mesma fuga de Amaro Antunes há algumas etapas para assumir a liderança da prova e por lá tem ficado graças a um bom trabalho individual e coletivo da equipa de Rui Costa – não presente no Giro, mas provável no Tour de France.

Naturalmente, Conti tenderá a perder esta Camisola quando a verdadeira montanha começar, no entanto este não deixa de ser um excelente feito para o italiano que poderá comandar a prova até à Etapa 12, depois de ter assumido a liderança à Etapa 6.

Mas olhando aos verdadeiros pretendentes ao topo, eu destacaria Bauke Mollema (30.00) e Richard Carapaz (20.00) como agradáveis surpresas até este momento.

conti

O veterano holandês realizou dois excelentes contrarrelógios e está num patamar idêntico a Vincenzo Nibali, ou seja, encabeça a lista de perseguidores a Primoz Roglic com perto de dois minutos de atraso.

Apesar de ter vivido um calvário nos últimos dois anos, Mollema é um ciclista experiente que sabe sofrer em alta montanha e, caso se apresente em boas condições físicas deverá conseguir facilmente fechar no top-10, embora neste momento certamente aspire a um pódio ou algo similar.

Quanto ao jovem equatoriano da Movistar, é de destacar a forma como se tem defendido naquela que claramente não é a sua praia, forjando uma vantagem de quase dois minutos para aquele que teoricamente seria o chefe de fila da sua equipa, Mikel Landa.

Deste modo, o equatoriano deverá ter luz verde para fazer a sua corrida sem necessitar de prestar contas a colegas de equipa, e após a excelente 4ª posição no último Giro, parece-me que Carapaz poderá aspirar a um lugar no pódio final se confirmar as indicações até aqui fornecidas pelos seus resultados.

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