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O incrível desmoronar da montanha Koulibaly

O futebol tem desígnios insondáveis (sublimes ou cruéis) e tudo pode suceder alternadamente numa sucessão vertiginosa inesperada. Nesta semana, comentar o Juventus-Nápoles foi uma experiência fantástica, porque um resultado de 3-0, atingido a meio da segunda parte (aos xx minutos) num remate preciso de técnica e colocação de Ronaldo (tornando simples o que é tão complicado no futebol) parecia resolver totalmente o jogo (e resultado) apear de, nesse momento, o Nápoles estar a jogar bem e a crescer após a mudança táctica de Ancelotti feita ao intervalo.

No inicio, o 4x1x3x2 da Juventus que parece por vezes um 4x3x3.

Principalmente quando Ronaldo abre na esquerda e Matuidi, que começa mais aberto na esquerda passa para médio interior esquerdo junto de Pjanic (nº6 pivot construtor) e Khedira (o elemento que faz a transição em condução) conseguiu mandar no jogo.

O incrível desmoronar da montanha Koulibaly

E, sobretudo, travar a capacidade de pressão a meio-campo do Nápoles, em que existe, na minha opinião, um erro de conceito: o recuo de Zelinski (que começa, no 4x2x3x1 com elemento do duplo pivot junto de Allan e só Fabian Ruiz subido, quando antes ele jogava mutas vezes no espaço do 10, a pressionar e soltar a bola logo para o ataque).

Quando Ancelotti reagiu e passou a solta-lo na esquerda, aberto, a equipa mudou, com dois avançados móveis na frente do centro do ataque, Mertens e a nova aquisição com faro de desmarcação e golo, o mexicano Lozano.

Em 15 minutos, o Nápoles passou de 3-0 para 3-3, empatando o jogo ainda com dez minutos para jogar e mostrando uma superioridade de jogo clara. Não era, no entanto, só a mudança táctica napolitana que provocara a espectacular viragem no marcador. Nessa altura notava-se um desgaste físico enorme na Juventus.

A equipa já não pressionava e recuava demasiado o bloco. Quando recuperava a bola, não conseguia aumentar o ritmo de jogo. Nem Dybala conseguiu aumentar a velocidade mas o futebol não olha a toda este mundo táctico e emocional. Tem a sua sentença privada.

O último lance de um grande jogo

Assim, no ultimo minuto do tempo de descontos, a Juventus ganhou um livre normal a meio do campo mas que, sendo inofensivo durante o jogo (porque em geral é resolvido com um passe para o lado) no último lave do jogo pode adquirir cargas dramáticas.

Todos os jogadores se concentraram na área do Napoles, com a equipa da Juve também a subir toda á espera da bola bombeada para a área.

É o momento em que se percebe que aquele lance será o ultimo do jogo e a garra dos jogadores para atacar essa “ultima bola” é decisiva. Para a defender ou atacar.

O livre nem saiu, porém, muito bem e Koulibaly, o gigante senegalês defesa-central do Nápoles chegou sem oposição á bola, meteu o pé com ela ainda no ar para a aliviar, mas fez o gesto com tanta deficiência que a bola, ganhou o efeito contrário e entrou, sem piedade, no ângulo da sua baliza, perante o olhar atónito do guarda-redes Meret.

Koulibaly olhou e caiu, como se desmoronando como uma montanha gigante em forma de jogador de futebol, no relvado.

A Juventus celebrava, eufórica e incrédula, uma vitória que lhe caia do céu. Bola ao centro e apito final. 4-3! É difícil encontrar sentido para isto. Só se nos fixarmos na imensidão incontrolável que é um jogo de futebol.

Não há táctica, treinador ou estratégia que resista a esta variante. O Napoles sentia ao máximo essa crueldade depois de uma exibição fantástica reagindo ao resultado perante a poderosa Juventus.

Fica, porém, a nota que poderá, na discussão pelo campeonato continuar a aproximar-se do topo, na difícil luta pelo titulo em Italia. A Juventus anda não teve Sarri no banco (a recuperar de pneumonia) e foi estranho ver a equipa tão cedo no jogo a acusar desgaste físico.

Produto, talvez, das cargas intensas de treino dadas na pré-época. Algo comum no futebol italiano, expresso num grande jogo que, logo á segunda jornada, definiu bem o poder das duas maiores equipas do Calcio neste momentos.

A poderosa Juventus e o desafiante Nápoles.

A estranha visão de Icardi no PSG

O último dia do fecho de mercado provocou uma tempestade de mudanças por toda a Europa.

Embora as mais esperadas, Neymar e Pogba, não se confirmassem e ambos vão continuar no PSG e Manchester United (veremos agora com que motivação e rendimento, sobretudo o caso mais especifico de Neymar, claramente a sentir que Paris está a deixar a sua careira resvalar para terrenos/relvados demasiado vulgares para o seu talento-craque).

A que me causou mais impacto, foi, continuando a olhar para Paris, a mudança de Icardi para o PSG.

Trata-se de um grande ponta-de-lança, dos melhores nº9 do mundo, mas com uma personalidade e um estilo de vida (com a carreira gerida pela mulher empresária Wanda Nara) que se sobrepõe, claramente, ao que poderia e deveria dar como o jogador que é.

O ambiente no Inter tornara-se insustentável para ele, num clube complicado, mas onde Icardi tinha tudo para continuar a ser a grande referencia e ídolo dos tiffosis.

icardi psg

A ruptura com a direção e a estrutura que gere o clube, colocou-o perante a saída inevitável (veremos se definitiva).

A hipótese PSG (tal como falava no caso-Neymar) é curta para o seu talento. Terá a Liga dos Campeões e, no resto, a Liga francesa, muito longe do prestigio e dimensão das outras Ligas.

O caso-Icardi leva-nos, porém, para o debate de como um jogador se tornou hoje, antes do que deve ser no relvado, um objecto de marketing, modelo de instagram, tatuagens por todo o corpo, rebelde sem causa e, no fim, uma “personagem festiva que coincide dentro do corpo de um jogador de futebol”.

Onde fica o talento e profissionalismo do jogador no meio de tudo isto? Icardi, não duvido, irá continuar a brilhar quando jogar e marcar golos no PSG mas muito longe do que poderia atingir em face do seu talento.

Um craque que se atraiçoou a si próprio. Como muitos outros no perturbante grande futebol mundial atual.

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