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Inicio da nova grande aventura Europeia

Uma semana mágica na época do futebol internacional: arrancam as competições europeias, Champions e Liga Europa.O Liverpool, campeão europeu, começava nova aventura europeia em Nápoles (no S. Paolo que já pisou num passado recente).

O inicio da nova grande aventura Europeia

O facto da equipa não ter contratado esta época reforços para o seu onze, significa, na minha leitura, que está.. mais forte!

O inicio da nova grande aventura Europeia

Porque este é o desafio mais difícil para se conseguir ser gigante. Contratar os melhores jogadores do mundo (entenda-se craques adaptados ao estilo de jogo pretendido e depois bem trabalhado) e, sobretudo, depois, conseguir mante-los na mesma equipa juntos várias épocas consecutivas.

Ao manter Salah, Firmino e Mané no ataque, mais o seu meio-campo tacticamente operário e com técnica, onde Wijnaldun, Henderson e Fabinho na “casa nº6” de equilíbrios funcionam como peças complementares da sala de máquinas, seguros atrás pelo gigante Van Djik, tem tudo para atacar novos sucessos.

Veremos se Klopp mete alguma nova nuance de movimentações no seu jogo, para que o seu 4x3x3 que já evoluiu para não ser só forte e perigoso em ataque rápido, para o ser também em ataque planeado organizado circulando bola até encontrar espaços para passes a solicitar movimentos de ruptura sem bola (a combinação perfeita entre o portador da bola e o jogador que se desmarca… inventando um espaço mesmo onde já não há profundidade).

Salah a travar, Firmino no passe!

Nesse sentido, é notável ver como Salah aprendeu a jogar mais… devagar.

Ou seja, já sabe como travar no momento certo, jogar em tabelas curtas e finalizar a um toque, quando antes o imaginávamos sempre a desequilibrar só em velocidade vindo desde trás embalado em diagonais da direita para dentro.

A forma como Firmino (em movimentos que também faz na seleção brasileira de Tite) sabe sair da zona do ponta-de-lança onde começa para depois desaparecer e aparecer, é fundamental nessas trocas posicionais que fazem a riqueza do “jogo posicional” (entendido em mobilidade) da equipa.

Neste contexto, Firmino evoluiu a nível de… passe até a um ponto excecional.

firmino 1111

O único (e grande) problema deste arranque de época foi a lesão do guarda-redes Alisson, fundamental no titulo europeu.

Este Liverpool 19/20 estará, porém, mais formatado (ou vocacionado mentalmente) para a Liga inglesa. É um “feeling” que passa nos discursos e ambiente de quem vai a Anfield.

Os adeptos deliram historicamente com a Liga dos Campeões, mas a conquista do titulo inglês é o grande objectivo que falha há três décadas. Este é o ano.

O Manchester City (também se sente) pensará no sentido contrário. Depois do feito internamente (como corolário máximo o titulo dos 100 pontos!) tem de conquistar a Europa. E para Guardiola isso é também uma questão de orgulho e objectivo de carreira que foge desde Barcelona.

O novo Inter de Conte

Em termos gerais, uma das equipas que tenho mais expectativa de ver como vai evoluir a nível de qualidade de jogo e consequente na possível luta por títulos é o Inter, sobretudo por ser agora treinado por Conte, um técnico que incute carácter na equipa assente em bases táctica sólidas a partir de um sistema de três defesas, como fez na Juventus e no Chelsea (onde foi campeão assim).

A alteração do lugar de nº9, tendo agora Lukaku em vez de Icardi, pode dar maior poder de choque e explosão na profundidade ao ataque.

Lukaku é um monstro atlético (com personalidade mas sem os permanentes conflitos que Icardi e seu mundo suscitavam) com técnica de remate na passada.

contem-inter

Difícil será naturalmente encontrar nos jogos esses espaços de explosão, contra as fechadas defesas das equipas italianas de gama média-baixa do campeonato.

Na Europa, porém, esse estilo poderá ter outro contexto táctico para se exprimir e assim também fará sentido falar num “Inter europeu” forte na Champions.

Junto de Lautaro Martinez (num 3x5x2, 5x3x2 ou 3x1x4x2, dependendo do momento em que o jogo –a equipa- estiver) pode fazer uma dupla complementar de força e mobilidade.

Nessa defesa a “3”, tenho ainda algumas dúvidas de ver Candreva como lateral direito de profundidade.

Terá de crescer tacticamente e acredito que o fará, mas, partindo do rigor defensivo, essa nova versão daquele que antes desequilibrava como flanqueador puro, exigirá que, muitas vezes, jogue mais para a equipa do que para as suas jogadas, no sentido de precaver a perda da bola e rápida reação na transição defensiva.

Vecino e Brozovic seguram bem á frente da defesa e no lançamento-ligação com o ataque, a velocidade agitadora e criativa de Sensi está a ser mais decisiva do que a temporização com visão de jogo de Barella.

lukaku inter

Os primeiros jogos têm revelado uma equipa com noção que tem de se começar a construir (em termos tácticos de segurança no jogo) a partir da consistência defensiva de posicionamento, sobretudo quando perde a bola para depois sair segura para o ataque, onde o passe de transição ofensiva dos médios está a ser fundamental.

O campeonato em Italia é, há muitas épocas, quase “propriedade privada” da Juventus mas tanto Nápoles como Inter podem agora se aproximar um pouco mais, sobretudo porque no pós-Allegri também se sente que a nova Juventus de Sarri vai passar por uma período de readaptação (também com alguns novos jogadores).

O inicio da época tem denotado algumas dessas hesitações (com Sarri a ceder no seu 4x3x3 para variantes de um 4x4x2 mais em mobilidade) que, neste arranque, não tem ainda permitido o nível mais alto de jogo da equipa.