Encerrado o primeiro terço da presente edição do principal campeonato português de futebol, foram já quatro as “chicotadas psicológicas” promovidas no primeiro escalão. Um sinal de que o futebol em Portugal começa a vestir a pele do cenário brasileiro ou simplesmente decisões bem tomadas e fundamentadas em base sólida?

VASCO SEABRA DEIXA BOAVISTA. JOSÉ MORAIS APONTADO DEPOIS DE NEGA POR PEPA

Já tinha avisado que um mau resultado do Boavista em Vila do Conde no passado fim-de-semana poderia precipitar a saída de Vasco Seabra do comando técnico dos “axadrezados” e o cenário veio mesmo a confirmar-se, após o 0-0 trazido pela ‘Pantera Negra’ da visita ao Rio Ave.

Fruto de um investimento notável por parte de Gerard López, o Boavista tarda em apresentar resultados de acordo com os objetivos traçados no início da temporada: com nove jornadas decorridas, apenas oito pontos somados e um score negativo de cinco golos, o 15.º lugar a um ponto da zona de descida é manifestamente curto.

Para a sucessão do antigo técnico do Mafra, a SAD axadrezada terá tentado a contratação de Pepa, responsável pela campanha sensacional protagonizada pelo Paços de Ferreira até ao momento na Liga NOS, mas o presidente da SDUQ pacense rejeitou a abordagem.

Já depois de Miguel Cardoso, o nome apontado ao banco do Boavista que maior consenso reunirá na estrutura diretiva parece ser o de José Morais, treinador português de 55 anos que levou o Jeonbuk Motors a sagrar-se, recentemente, bicampeão na Coreia do Sul.

VASCO SEABRA DEIXA BOAVISTA. JOSÉ MORAIS APONTADO DEPOIS DE NEGA POR PEPA

A SAÍDA (POR OFICILIZAR) DE LITO VIDIGAL DO MARÍTIMO

Falta de planeamento adequado por parte da estrutura diretiva madeirense?

É certo que a equipa do Marítimo atravessa uma espiral negativa de resultados, mas o futebol que já foi capaz de demonstrar neste campeonato (com clara nota de destaque para a vitória e a forma como venceu o FC Porto, no Estádio do Dragão) poderia ser motivo suficiente para reforçar a confiança em Lito Vidigal e aumentar a margem de manobra.

Conhecido por ser um treinador com ideias claramente defensivas e não se importar de abdicar do momento ofensivo por várias vezes, Lito Vidigal não tinha no Marítimo um plantel montado à sua imagem.

Também não deixa de ser estranho o facto de a decisão de Carlos Pereira avançar para a quebra do acordo entre as partes após uma derrota… frente ao Benfica.

Esta segunda-feira, o Marítimo perdeu fora com o Farense (1-2), mas já foi orientado por Milton Mendes, até aqui técnico da equipa de Sub-23 e que, alegadamente, terá oportunidade de provar o seu valor enquanto orienta interinamente os madeirenses.

A ESTRANHA SAÍDA DE RICARDO SOARES DO MOREIRENSE

De entre as quatro mudanças no comando técnico que já aconteceram na edição de 2020/21 da Liga NOS, a mais estranha de todas terá de ser a saída de Ricardo Soares do comando técnico do Moreirense, que, sensivelmente na mesma altura da última época, havia feito precisamente o mesmo com Vítor Campelos.

O Moreirense realizou uma boa segunda volta na última época e, sem deslumbrar, não estava a fazer um mau arranque de campeonato, até porque o principal objetivo passa pela manutenção.

A ESTRANHA SAÍDA DE RICARDO SOARES DO MOREIRENSE

Talvez ainda mais curioso tenha sido o facto de a aposta para a sucessão ter recaído em César Peixoto, um jovem treinador ex-futebolista que ainda não provou nada enquanto técnico: nas experiências que teve – todas na Liga Portugal 2 – não chegou, sequer, a durar o tempo suficiente.

Em três jogos no campeonato com Peixoto, o registo é de um empate e duas derrotas…

O QUE LEVOU O GIL VICENTE A PRESCINDIR DE RUI ALMEIDA?

Este será o caso, um pouco à imagem do que aconteceu com Vidigal no Marítimo, mas talvez com contornos ainda mais claros no sentido da impaciência crescente por parte das direções aquando da aposta num trabalho que se pretende a médio/longo prazo.

Confesso que, no início da Liga, até não consegui perceber totalmente a aposta feita em Rui Almeida, treinador português que tinha tido apenas experiências no futebol internacional e que pegaria num Gil Vicente que tinha feito uma excelente temporada, em 19/20, com Vítor
Oliveira, entretanto falecido de forma dramática.

Para contextualizar, Rui Almeida recebeu guia de marcha do clube de Barcelos após sete jornadas, onde somou uma vitória, dois empates e quatro derrotas, com cinco golos marcados e nove golos sofridos.

Nas derrotas, a primeira foi com o FC Porto, no Dragão, por 0-1, num jogo onde o Gil Vicente acabou a exercer forte pressão no último terço e a obrigar o campeão nacional a defender-se como não é hábito contra equipas que lutam pela manutenção.

O QUE LEVOU O GIL VICENTE A PRESCINDIR DE RUI ALMEIDA?

A segunda foi em Alvalade, com o Sporting, por 1-3, numa partida onde o Gil Vicente ajudou a uma das exibições mais pálidas do líder até agora na Liga e onde, ao minuto 81, os homens do Norte estavam na frente do marcador.

À terceira derrota (na receção ao Vitória de Guimarães, com golo sofrido aos 88’, após um jogo globalmente dividido), sucedeu-se um quarto desaire seguido, na visita ao Nacional, onde o Gil Vicente falhou duas grandes penalidades e permitiu a reviravolta (1-2) com golo sofridos nos descontos.

Tudo isto para dizer que, do ponto de vista avaliativo, Rui Almeida estava a fazer um bom trabalho e o regresso aos bons resultados parecia ser apenas uma questão de tempo.

Pois, tempo. Algo que os dirigentes em Portugal parecem começar a não ter para esperar e aguardar pelos resultados das apostas feitas por si mesmo… um pouco à imagem do que acontece há muito no Brasil, onde a urgência e a mentalidade resultadista se sobrepõem, quase sempre, aos projetos de longo prazo que se pretendem sustentáveis e equilibrados.

 

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