Não obstante as várias versões já formuladas e a controvéra direção considerou ter sido uma derrota vergonhosa, regressado a casa… pelo próprio pé, num percurso que rondará os seis quilómetros.

SEIS KM A PÉ COMO PENITÊNCIA PELA ELIMINAÇÃO NA TAÇA DE PORTUGAL

Foi no passado domingo que, na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal – que integra várias equipas dos escalões inferiores do futebol nacional antes dos clubes de maior nomeada –, o Lourosa saiu derrotado da partida realizada fora de casa, no terreno do São João de Ver.

As duas equipas – que integram o Grupo D do Campeonato de Portugal, o terceiro escalão do futebol português – não têm sedes propriamente distantes, mas o percurso é feito, aproximadamente, entre os cinco e seis quilómetros. Uma caminhada, que depois de 90 minutos acumulados nas pernas, não será propriamente fácil de efetuar.

A derrota por 1-0 não terá caído no goto dos adeptos e da direção do Lusitânia de Lourosa e, como forma de castigo pelo resultado e a exibição inaceitáveis, o autocarro que levou a equipa até São João de Ver terá recebido indicações para abandonar o estádio, o que obrigou a comitiva a fazer o caminho de regresso ao estádio do Lourosa… pelo próprio pé.

DIREÇÃO DO LOUROSA NEGOU CASTIGO, ADEPTOS DIVIDEM-SE

Esta foi uma situação com propagação a nível nacional e, em declarações prestadas à comunicação social, o presidente do Lourosa, Hugo Mendes, negou ter obrigado os jogadores e a equipa técnica a regressarem a casa a pé, referindo mesmo que a decisão terá partido dos
próprios.

«A equipa técnica e os jogadores optaram por fazê-lo, por eles próprios. Agora não se pode é pegar numa decisão de um grupo de trabalho e tornar isto como uma decisão do presidente e dizer que o presidente fez isto ou fez aquilo», referiu.

SEIS KM A PÉ COMO PENITÊNCIA PELA ELIMINAÇÃO NA TAÇA DE PORTUGAL

Já os adeptos entrevistados no sentido de darem a sua opinião relativamente ao insólito tiveram reações um tanto ou quanto diferentes.

Uma fação mais compreensiva considerou ter sido desumano o que aconteceu em torno dos jogadores e equipa técnica, apontando mesmo o caso como uma «vergonha a nível nacional».

Já outro adepto mais sentimental e revoltado com a prestação do Lourosa em campo, considerou a situação como… uma humilhação. Só que não o regresso dos jogadores a pé.

«Foi uma humilhação o que se passou. Mas a humilhação foi dentro de campo. Acho que até deviam ter chegado aqui e treinar a noite toda, se fosse preciso. Tenho a certeza que fazia uma equipa aqui no café e jogávamos mais», apontou o adepto profundamente frustrado com a eliminação do Lourosa.

SINDICATO DOS JOGADORES JÁ REAGIU AO INSÓLITO

O caso tem merecido reações de várias hostes e o Sindicato dos Jogadores não ficou indiferente, tendo mesmo reagido por intermédio do presidente Joaquim Evangelista, que apontou o dedo a Hugo Mendes, presidente do Lourosa.

«É inaceitável a atitude do presidente do Lourosa ao dispensar o autocarro que transportaria a equipa após o jogo frente ao São João de Ver, obrigando os jogadores a regressar a pé. E pior ainda é tentar fazer de nós parvos. Mas alguém acredita que os jogadores quiseram por própria vontade voltar a pé?», começou por inquirir.

«Esta atitude não tem qualquer justificação e desrespeita os jogadores, pessoal e profissionalmente.

O Sindicato não espera, por isso, outra atitude do presidente do Lourosa que não a imediata retratação junto do plantel, por este lamentável episódio que não dignifica o futebol português e a Taça de Portugal, num momento difícil de retoma em contexto de pandemia, que deveria motivar, independentemente do resultado desportivo, a união, a solidariedade e o respeito entre todos», concluiu Joaquim Evangelista.

TREINADOR FALA EM «ORGULHO» PELA DECISÃO DO GRUPO

Não obstante toda a celeuma em torno da alegada decisão do presidente do Lourosa em dispensar o autocarro que faria o percurso de retorno da equipa após o jogo, treinador e jogadores assumiram que a decisão partiu deles próprios.

Em declarações à imprensa, o treinador Rui Quinta afirmou que o intento de voltar a pé após o jogo da Taça de Portugal «partiu do grupo de trabalho, face a um conjunto de circunstâncias com que nos deparámos.

Eu, orgulhosamente, marchei ao lado dos meus jogadores, que á minha função. E mais do que isso, o meu orgulho».

A mesma história, duas versões completamente diferentes. A confirmar-se a coação efetuada pelo presidente do Lourosa, este é um cenário grave e que mancha profundamente a imagem do futebol português.

 

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