Apostas Online em Portugal – Aposta Ganha

Intensidade: a diferença entre… “equipas iguais”

Regressam as competições europeias (Liga dos Campeões e Liga Europa) e regressa o grande futebol, aquele que fala a “verdade internacional” ao mais alto nível. Por isso, os jogos desta jornada serem tão importantes para todas as equipas portuguesas, mas é impossível não olhar com mais atenção para as mais fortes, Benfica e FC Porto (depois das derrotas nas rondas anteriores) nos próximos jogos contra Lyon e Rangers.

Intensidade: a diferença entre… “equipas iguais”

A necessidade de uma reação não é só questão de fazer agora melhor resultado (ganhar) mas, mais do que isso, sentir-se que existe uma superior capacidade para encarar estes jogos do que a demonstrada até agora, onde ambos os treinadores não perceberam a dimensão onde estavam, quer em mudanças excessivas na equipas, quer por opções estratégicas e tácticas equivocadas, quer por todo o discurso em torno destes jogos totalmente diferentes dos jogados no nosso campeonato, onde as diferenças entre grandes e resto do campeonato é enorme.

Intensidade: a diferença entre... “equipas iguais”

É este facto que condiciona o chamado “habitat de crescimento” que a nossas equipas grandes deviam ter, no seu jogo e cabeça, para depois enfrentarem estes desafios contra adversários de um nível e exigências claramente superiores, mesmo que só vindos das chamada classe média alta do futebol europeu, como são casos do Lyon (boa equipa francesa mas sem o poder do PSG) ou do Rangers (vindo da crise do futebol escocês mas que está agora a renascer e a construir uma bela equipa, competitiva, com Ojo e Molero- mais um excelente nº9 colombiano!- na frente, muito perigosos.

Como defender de “forma feia” mas… bem e com intensidade

Comentando os jogos da Liga inglesa esta semana, também senti que mesmo no campeonato mais competitivo do mundo, a diferença entre grandes e equipas pequenas existe na abordagem do jogo de forma clara, mas há algo que nunca desce: a intensidade de jogo.

Isto é, a equipa pequena, e neste caso penso no Sheffield United que comentei a jogar contra o Arsenal, pode assumir as suas limitações, inferioridade técnica e de qualidade individual, mas coloca em campo uma agressividade competitiva sempre muito alta, mesmo que num sistema de 5x3x2, com oito homem sempre atrás da linha da bola e três centrais duros que não saem do bloco baixo, e meio-campo a morder (o que corre o escocês Fleck no meio, impressionante mistura de “carraça” com “cão de caça” em forma de jogador de futebol) deixando na frente só dois homens, que recebem a bola apenas em pontapés em profundidade, longos, pelos quais têm de lutar.

Marcaram um golo num canto ainda na primeira parte e depois aguentaram o jogo todo assim, plantados atrás mas lutando por cada bola como se fosse a mais importante do jogo.

E ganharam… 1-0! Com uma intensidade de jogo brutal e, há que admitir, eficácia estratégica impecável, embora sem ganhar concursos de beleza de estilo de jogo.

sheffield united

Não quero, porém, fazer esses juízos de valor de estilo, apenas registar as filosofias, analisar a ideia do treinador e ver se ele a consegue colocar em prática quando a intensidade sobe.

A questão é essa. Em Inglaterra, o crescimento acontece e as equipas pequenas aguentam o impacto.

Em Portugal, tirando algumas exceções, isso não sucede, as equipas não aguentam o impacto competitivo e a diferença fica demasiado clara na maioria os jogos.

Desta forma o “habitat de crescimento” dos grandes fica logo condicionado. Esse factor, aliado á mentalidade interna de complexo superioridade, leva-os depois a entrar nas competições europeias tacticamente e mentalmente demasiado de “nariz no ar”.

E perdem, naturalmente, por não estarem preparadas para o nível competitivo que equipas médias da Europa podem apresentar muito superior ao nível médio do nosso campeonato. Pensem nisto.

O Manchester United como “equipa pequena”

Perturbante também foi comentar o Manchester United no jogo com o Liverpool e em vez de um grande clássico entre dos monstros candidatos ao titulo inglês, ver a profunda crise em que está o Manchester.

Consciente disso, com a equipa afundada na classificação, perto da linha de água de descida, Solsjkaer montou uma estratégia táctica com três centrais.

Na prática, foi um 5x4x1 na maior parte do tempo, embora ele, de inicio, quisesse um 3x4x3 soltando os laterais com bola.

Com o tempo, porém, os laterais (Bissaka-Ashley Young) foram ficando atrás e os avançados (James-Andreas Pereira) recuando e só saindo o contra-ataque, essencialmente em bolas longas para o único jogador verdadeiramente de “top mundial” do onze: Rashford.

E, assim, chegaram ao golo, na primeira parte.

Depois, foi defender no estilo de “equipa pequena”, com a tal intensidade alta, mas o bloco-baixo a aguentar os ataques do Liverpool que tinha bola mas não encontrava imaginação para furar a defesa cerrada dos “reds”.

Faltou Salah, mas, mesmo assim, vendo como Mané e Firmino eram marcados em cima, via-se como a estratégia do United era não deixar jogar.

Sofreu o empate perto do fim numa bola em que tinha tantos defesas na área que eles, pensando que qualquer um iria fazer o corte, deixaram todos a bola cruzar, aparentemente inofensiva, toda a pequena área, até Lallana só encostar ao segundo poste para o 1-1.

Manchester City e Liverpool continuam destacados, no nível de jogo e na classificação, do resto das equipas.

Mas os últimos sintomas da equipa de Klopp dizem que tem de inventar uma nova forma de atacar porque os adversários jogam cada vez mais fechados em bloco baixo, o que retira a profundidade que faz ativar a arma da velocidade nos espaços nas costas dos defesas, para os seus avançados explodir.

Sem isso, a equipa fica demasiado previsível a trocar a bola mas sem “agredir no passe e desmarcação em espaços curtos” o adversário. Viu-se contra Sheffield (0-1), Leicester (2-1 a acabar num penálti) e agora Manchester (1-1).

Um dilema tático pra Klopp, natural em face do temor dos adversários em o defrontar e de ter de encontra novos princípios (e sub-principios) ofensivos de movimentos coletivos para os ultrapassar.

O palco da Champions voltará a ser outro grande desafio neste fascinante mundo do futebol internacional.

Uma galáxia muito distante para as nossas equipas portuguesas grandes, demasiados acomodadas á diferença confortável que sentem nos nossos relvados em contraste como que sentem quando logo saltam fronteiras.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *