Teve lugar ontem à tarde, no Benfica Campus, a esperada conferência de imprensa de apresentação de Jorge Jesus como novo treinador do Benfica, com quem o técnico de 66 anos anunciou que rubricou um contrato válido para as próximas duas temporadas, numa soma de declarações fortes.

“VIM PARA GANHAR, MAS TAMBÉM PARA UNIR OS BENFIQUISTAS”

Além de ter deixado transparecer uma forte ligação sentimental ao tempo que passou no comando técnico do Flamengo (Torrent, ex-adjunto de Guardiola, é o homem que se segue), a cujos responsáveis agradeceu publicamente todo o “carinho” e “amor”, Jorge Jesus teve um discurso forte e assertivo no sentido de motivar as hostes “encarnadas”, numa altura em que a contestação exterior tem subido de tom, depois de falhada as conquistas da Liga NOS e da Taça de Portugal.

Anunciado há cerca de duas semanas como sucessor a título definitivo de Bruno Lage, que foi substituído de forma interina por Nélson Veríssimo, Jorge Jesus recusou-se a comentar o passado, apontando os holofotes para os títulos que venceu ao serviço do Benfica e para o futuro.

«Quero agradecer ao presidente por voltar a acreditar na minha competência e da minha equipa técnica. A todos os benfiquistas quero expressar o seguinte: vim para ganhar, estou habituado a ganhar, mas também vim para unir a nação benfiquista. É importante que todos percebam o que está escrito por cima da águia: um somos todos (E pluribus unum)», apelou o treinador.

Referir que veio “para ganhar” e para “unir os benfiquistas” terá sido uma clara tentativa de minimizar as divisões que existem entre as massas, até porque há mesmo quem considere o treinador um traidor, uma vez que abandonou a Luz, há cerca de cinco anos, para rumar ao rival Sporting.

A um discurso fortemente ambicioso e confiante, o treinador de 66 anos juntou a desmistificação da ideia de que iria proceder a uma revolução no plantel, apontando ao “grande valor” de alguns dos jogadores que atualmente militam no plantel do Benfica.

“VIM PARA GANHAR, MAS TAMBÉM PARA UNIR OS BENFIQUISTAS”

De referir que os capitães Jardel, Rúben Dias, André Almeida, Pizzi e Samaris marcaram presença na cerimónia de apresentação, que contou, entre outros, com figuras bem conhecidas do universo benfiquista, tais como Luisão (que será o novo diretor técnico e performance, sem pertencer oficialmente à equipa técnica de JJ), Eliseu, Júlio César ou Artur Moraes.

PROMESSAS DE FORMAR UMA GRANDE EQUIPA E JOGAR O TRIPLO

Em 2009, quando deixou o Braga para rumar ao Estádio da Luz, Jorge Jesus afirmou que os jogadores do Benfica com ele iriam jogar o dobro.

Desta feita, depois de avisar que se a equipa não jogar o dobro não voltará a ganhar, atirou que “agora vamos jogar o triplo!”.

Questionado sobre a aposta na formação, Jorge Jesus reforçou que todos os clubes portugueses têm de ter essa premissa em mente, porque são “clubes vendedores”, apontando ao exemplo da venda de João Félix.

O Benfica vai voltar a ter a uma política que teve comigo: apostar na formação e procurar novos jogadores no estrangeiro, uma simbiose de união e qualidade”, declarou.

Inquirido sobre a possibilidade de Edinson Cavani rumar à Luz, o treinador escusou-se a comentar nomes, mas garantiu que, internamente, já falou com a estrutura sobre o reforço do plantel.

A ideia passará por juntar reforços de qualidade indiscutível a “um grupo de jogadores com grande valor que vão continuar”, tendo em vista formar o que Jesus apelidou de “grande equipa”.

TRUNFO ELEITORAL DE VIEIRA

O presidente Luís Filipe Vieira foi o primeiro a usar da palavra na conferência de imprensa da passada segunda-feira, sem prestar qualquer declaração ou justificação sobre a época para esquecer da equipa do Benfica.

Num discurso direcionado a Jorge Jesus, o líder máximo das “águias” deu as boas-vindas ao treinador, declarando que espera voltar a “ter a hegemonia total e completa do futebol português”, além de reforçar o desejo de “ganhar na Europa”.

viera Benfica

A cerca de dois meses das eleições no Benfica, para as quais já são conhecidas quatro candidaturas (chefiadas por Luís Filipe Vieira, João Noronha Lopes, Rui Gomes da Silva e Francisco Benítez), este pode bem ser visto como um trunfo eleitoral de Vieira, numa altura em que o presidente tem sido muito contestado publicamente, quer pelos adeptos, quer por alguns sócios com peso na história encarnada.

Foi o próprio Jorge Jesus a reconhecer a importância de Vieira na decisão de voltar a Portugal: «Não foi fácil. Só uma pessoa e um clube é que podiam convencer-me a voltar a Portugal. Gosto de desafios difíceis.

Quem trabalha no Benfica, um clube com este grande historial, sabe que é difícil, mas também motivador porque dão-te capacidade para atingir objetivos que o clube exige».

FORMALIZAÇÃO DOIS DIAS DEPOIS DA DERROTA NA TAÇA

Não deixa de ser curioso que, após o anúncio do acordo com o novo treinador, o Benfica tenha escolhido esta segunda-feira para a apresentação oficial.

No passado sábado, as “águias” perderam pela terceira vez consecutiva em “clássicos” com o FC Porto e, desta feita, a derrota custou novo “falhanço”, agora na final da Taça de Portugal.

Além de ter perdido (1-2), o Benfica jogou em superioridade numérica durante mais de 45 minutos (por expulsão de Luis Díaz, aos 37 minutos) e deixou muito a desejar em termos exibicionais, revelando falta de atitude e de ideias para incomodar os “dragões” em toda a linha.

Pode mesmo dizer-se que a final da Taça de Portugal foi um espelho da temporada. Sem deslumbrar, o FC Porto mostrou-se bastante aguerrido e coeso e acabou por marcar dois golos, por Chancel Mbemba, na sequência de bolas paradas.

Um dos principais trunfos da equipa de Sérgio Conceição ao longo da época de 2019/20 e, em sentido proporcionalmente inverso, aquela que será mesmo a maior lacuna da segunda metade da época do Benfica.

Destaque, de resto, para as expulsões de Luis Díaz, por acumulação de cartões amarelos, e também de Sérgio Conceição, que foi igualmente duplamente admoestado por Artur Soares Dias, reconhecido ontem como o melhor árbitro português da atualidade, mas que foi alvo de críticas por elementos do FC Porto após o jogo (o médio Otávio à cabeça).

 

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