Igual a si próprio, o treinador do Benfica tem falado insistentemente, nos últimos dias, sobre as questões do anti-jogo e do “fair-play”, temas já debatidos recentemente no futebol português. A questão surgiu após a derrota dos encarnados no Estádio do Bessa, onde o Boavista foi claramente melhor em todos os aspetos do jogo, começando… pela agressividade, no bom sentido da palavra.

31 FALTAS EXPLICAM A PAUPÉRRIMA EXIBIÇÃO NO BESSA?

Conhecido por exprimir publicamente as suas opiniões sem grande – ou mesmo nenhum… – pejo, Jorge Jesus apontou o dado estatístico relacionado com as 31 faltas cometidas pelo Boavista no jogo da passada segunda-feira, onde o Benfica perdeu de forma inequívoca por 3-0, como um dos fatores pelos quais a sua equipa não foi capaz de praticar um bom futebol e, por consequência, vencer.

A questão começou por ser levantada na conferência de imprensa no “pós-jogo”, onde o Benfica nunca conseguiu praticar um futebol com envolvência suficiente para contrariar a boa organização defensiva do Boavista, uma equipa que ainda não tinha vencido em cinco jogos na Liga NOS e que não havia terminado um único jogo sem sofrer golos.

Ora, para quem assistiu ao jogo, é facto que a equipa axadrezada usou da “falta constante”, especialmente no segundo tempo, para quebrar o ritmo de jogo, levando algum tempo igualmente para bater pontapés de baliza e cobrar lançamentos laterais e cantos.

Porém, em nenhuma altura ficou a imagem de que o Boavista (tradicionalmente conhecido por jogar de forma dura depois do título conquistado com uma imagem muito própria com Jaime Pacheco) estava a querer introduzir uma agressividade maldosa nos seus lances.

De qualquer das formas, o jogo deixou bastante clara a superioridade do Boavista diante do Benfica, que entrou em campo de peito feito e nunca conseguiu igualar a atitude competitiva demonstrada pelos homens de Vasco Seabra.

Jesus coloca água na fervura na questão do anti-jogo em Portugal

Dúvidas ou falta de tempo houvesse para assistir aos piores 90 minutos do Benfica em 2020/21 (a fazer lembrar o pior futebol da equipa na segunda época de Bruno Lage), a estatística é clara: o Boavista acabou com mais do dobro dos remates do Benfica (15-7) e mais do triplo de tentativas enquadradas com a baliza (7-2).

Se, durante toda a partida, o guarda-redes Leo Jardim teve de intervir apenas em duas ocasiões para evitar o golo (cabeceamento de Jan Vertonghen na primeira parte, remate isolado de Darwin Núñez na segunda, já com o marcador em 3-0), Odysseas Vlachodimos interveio em quatro situações para evitar o golo dos “axadrezados”, acabando por ir buscar a bola ao fundo da sua baliza em mais três ocasiões.

JESUS INSTITUI FIM DO “FAIR-PLAY” EM CAMPO E REDUZ EQUIPAS PORTUGUESAS

Na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Rangers, para a Liga Europa, Jorge Jesus não negou uma notícia publicada na véspera pela imprensa desportiva portuguesa, onde é dado a conhecer que o treinador do Benfica passou a proibir que a sua equipa devolva a bola ao adversário ou coloque a mesma fora em situações em que a equipa adversária queira, deliberadamente, queimar tempo.

Apontando o futebol brasileiro como exemplo, o antigo técnico do Flamengo disse mesmo que, nas competições da UEFA, nenhuma equipa fará 31 faltas, nem usa e abusa do anti-jogo.

Nas provas europeias, Jorge Jesus considera que «as equipas jogam com os seus conhecimentos e com o valor tático. Não entram em situações de quebra de ritmo, paragens constantes».

«Essa caraterística acontece mais no futebol português e nos países que não têm equipas muito evoluídas», atirou de seguida.

COMO «FINTAR» O ANTI-JOGO NAS APOSTAS

Sem considerar que o Boavista tenha feito demasiado anti-jogo na passada segunda-feira, facto é que o tema voltou para cima da mesa em Portugal, depois de algumas semanas de discussão, após o jogo que opôs o Marítimo de Lito Vidigal ao Tondela, na Madeira.

Para nós, apostadores, é necessário encontrar formas de saber conjugar esse estilo menos positivo no futebol com a nossa prática ou até tentar tirar partido do “anti-jogo” em live, através da procura de mercados alternativos ou até pela opção de… abdicar de apostar num dado evento – apesar de ser um “cliché” tão utilizado, por vezes “menos” acaba por ser “mais”.

No quesito das apostas em “pré-live”, torna-se absolutamente fundamental ter um conhecimento profundo sobre a forma de jogar das equipas e, mais importante até, da mentalidade que os seus treinadores procuram incutir nos jogadores.

Daí a importância de um estudo pormenorizado e detalhado sobre equipas, estilos de jogo, o perfil dos técnicos e até dos árbitros, que, por vezes, permitem em excesso o “anti-jogo” e, noutras ocasiões, começam a penalizar cedo essas situações com a amostragem de cartões amarelos, o que acaba por beneficiar um espetáculo mais corrido e com menos paragens.

 

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