Contratado pela módica quantia de 126 milhões de euros no último defeso ao Benfica, João Félix tarda em confirmar todo o seu potencial ao serviço do Atlético Madrid. O jovem português foi, assim, colocado ao lado de Antoine Griezmann e Eden Hazard na lista de maiores desilusões da época no futebol espanhol.

DECEÇÕES NO VALOR DE 346M€

A Radio Marca abriu recentemente uma discussão em torno do rendimento das três contratações mais dispendiosas na Liga Espanhola, no mercado de transferências do verão de 2019.

À baila foram chamados os nomes de João Félix, cujo passe, que pertencia ao Benfica, foi o mais caro (126 milhões de euros). O português soma 2417 minutos de utilização no Atlético Madrid, com registo de oito golos em 34 jogos.

Já o francês Antoine Griezmann, destaque maior na conquista do Mundial 2018 pela Seleção Francesa, trocou o Atlético pelo Barcelona a troco de 120 milhões de euros, contabilizando pelos “culés” um total de 3255 minutos de utilização e 15 golos marcados.

Por fim, o belga Eden Hazard, que tem sido fustigado por lesões um pouco por toda a temporada, tarda em fazer valer o investimento de 100 milhões de euros, pagos pelo Real Madrid ao Chelsea. Em 1392 minutos de utilização, o extremo marcou apenas um golo, tendo sido utilizado em 19 partidas.

FÉLIX “AMUOU”, SIMEONE PEDE TEMPO

Acusado pelos espanhóis de ser demasiado individualista dentro de campo e de não ter sempre a atitude competitiva e o comprometimento desmedido exigido por Simeone, João Félix ganhou destaque na imprensa desportiva após o jogo frente ao Mallorca, da penúltima jornada de La Liga, que o Atlético venceu por 3-0.

Substituído por Ángel Correa à passagem do minuto 54, o avançado português não reagiu bem, tendo socado uma bola para a bancada no percurso rumo ao banco de suplentes. Resta saber se a insatisfação era contra a decisão do treinador, se por frustração com o seu próprio rendimento.

“Tempo”, “tranquilidade” e “processo”. Foram estas as palavras de maior destaque nas declarações de Diego Simeone relativamente a João Félix, que até mereceu um reforço de confiança por parte de ‘El Cholo’ em público:

«talento tem, indiscutivelmente, isso todos vemos. Depois tem outra coisa, que, em conjunto, faz um jogador importante, é humilde, trabalhador, com boa educação, respeito, dá-se bem com todo o grupo”.

PARTIR PARA MADRID TERÁ SIDO A MELHOR OPÇÃO?

Sabendo da dificuldade que será para um jovem jogador recusar um contrato milionário, tenho alguma dificuldade em compreender a escolha de João Félix pelo Atlético.

É verdade que a equipa da capital espanhola atravessa um período de transição e contratou o miúdo ao Benfica como um potencial substituto de Griezmann, figura de proa na equipa nas cinco temporadas anteriores, oferecendo-lhe, no imediato, a possibilidade de assumir um estatuto de “estrela” de dentro para fora.

Ainda assim, não teria sido uma melhor opção optar por correr o risco (sempre associado a possíveis lesões, etc) de continuar mais um ano em Portugal e partir, então, para um destino financeira e desportivamente mais atrativo no estrangeiro?

Não faltaram rumores de que, por exemplo, o Manchester City tinha forte interesse na contratação de João Félix. Com Guardiola, o estilo de jogo do ex-campeão inglês encaixaria na perfeição nas características do ex-Benfica, na minha opinião.

Em Madrid, Félix tarda em confirmar o seu potencial, talvez pela dificuldade de adaptação a um futebol demasiado musculado, ainda que com uma tentativa clara, da parte de Simeone, de readaptar uma mentalidade marcadamente defensiva (que deu os frutos que todos conhecemos) a um estilo mais proativo, menos reativo.

GRIEZMANN CALA CRÍTICOS EM VILLARREAL COM ARTE

Depois de ter sido suplente utilizado em três das quatro anteriores partidas do Barcelona (com apenas 21 minutos de utilização ao todo), Antoine Griezmann teve direito a um eco especial nos meios de comunicação espanhóis e, de um modo geral, por onde se discute futebol.

A título de exemplo, no empate (2-2) com o Atlético, que atrasou ainda mais o Barcelona na corrida pelo título, Setién lançou Griezmann… ao minuto 90. Choveram, claro, críticas ao treinador, que já na partida anterior, em Vigo (outro 2-2 com o Celta), esperou pelos 81’ para colocar o francês em campo.

Contra o Villarreal, o técnico catalão terá cedido à pressão e apostou no avançado francês para o onze inicial. A resposta dificilmente seria melhor, já que Griezmnan teve intervenção direita no auto-golo de Pau Torres logo aos 3’ e brilharia, à saída para o intervalo, com um “chapéu” já candidato a golo do ano.

Os festejos efusivos junto de Lionel Messi, que assistiu o francês para o 1-3 do Barcelona, rebateram os rumores que iam ao encontro de problemas pessoais entre os dois “astros”.

Paira, no entanto, no ar a possibilidade de os “culés” proporem um negócio à Juventus, que envie Griezmann para Turim e faça outros nomes juntarem-se ao de Miralem Pjanic, que já está oficializado no Barcelona em 20/21, rumo à Catalunha.

O CALVÁRIO DE HAZARD

Tido como potencial candidato à Bola de Ouro na última temporada, Eden Hazard não tem tido vida fácil em Madrid. Contratado pelo Chelsea ao Lille por 35 milhões de euros, em 2012, o extremo belga atingiu o auge do seu potencial e da sua carreira ao serviço dos “blues”, em 2018/19.

Um rendimento de altíssimo nível na Premier League, vista por muitos como o melhor e mais exigente campeonato do Mundo, levou o Real Madrid a desembolsar qualquer coisa como 100 milhões para poder contar com Hazard, apontado como o substituto natural de Cristiano Ronaldo nos “merengues” – não só pela camisola “7”.

Chegada a reta final da época 19/20, Hazard falhou mais jogos (23) do que aqueles em que alinhou pelo Real Madrid (19). Atormentado por lesões durante toda a temporada, é natural que a adaptação à realidade do futebol espanhol não tenha sido a melhor.

A próxima época, contudo, promete, até porque o talento do belga de 29 anos é tremendo e mundialmente reconhecido.

 

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