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Juventus: o título e a frustração

A Juventus conquistou o oitavo Scuetto consecutivo, tornando o titulo italiano numa quase “propriedade privada” sua no atual Calcio em Italia tal o domínio se estende por tantas épocas consecutivas.

De Pirlo a Ronaldo, de Conte a Allegri, está num nível muito superior a todos os outros históricos transalpinos, sobretudo os gigantes de Milão, em crise existencial profunda e perturbante de entender, tal a sucessão de investimentos (jogadores, treinadores, vendas do clube, fortunas asiáticas, etc.) que tem tornados ambos os clubes em projetos sem identidade nem um rumo definido.

Só o Nápoles, com Sarri, conseguiu neste período aproximar-se da Juventus

em termos de jogo jogado, com uma bela equipa da qual se manteve este ano a estrutura (os velocistas Mertens-Insigne-Callejon na frente) mas sem voltar a lograr, com Ancelotti, aproximar-se do reino de Turim.

A Roma é outro “projeto adiado”, que também desistiu de pensar a longo prazo ao deixar sair o diretor-desportivo contratado para fazer um projeto em profundidade, Monchi, que fora buscar a Sevilha (onde fizera milagres, desportivos e financeiros, e para onde já voltou após dois anos incompreendido em Roma ao qual não resistiu após perder com o FC Porto na Champions.)

Neste contexto, a Juventus passeia a sua superioridade mas este título acaba, porém, por nem ter o mesmo sabor de conquista dos anteriores em face da queda, poucos dias antes, frente ao Ajax na Champions, o grande objetivo da época do clube que tinha, com esse sonho em mente, contratado Ronaldo.

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O jogo com o Ajax provou, porém, que uma equipa vale mais do que um jogador. Messi também sente isso em Barcelona quando chega a hora da verdade na Champions no pós-Xavi e Iniesta (veremos esta época) e Ronaldo sentiu isso em Turim (sem ter Modric e Kroos, ou até Benzema, como em Madrid).

Mais do que os jogadores, no entanto, quero falar da necessidade de existir uma ideia de jogo prioritária que suporte esses grandes craques que depois, na hora de encarar a decisão do remate ou do passe mortal, resolvem os jogos.

Prognóstico
Inter de Milão vs Juventus em Italia – ambas marcam a 1.83 na Betclic

Onde falhou Allegri?

Esta Juventus nunca teve, em rigor, uma ideia de jogo estável e ao mudar tanto de sistema. Allegri mais do que confundir os adversários, confundiu a sua própria equipa, a partir do momento em que não rotinou um meio-campo forte para aguentar o onze nos momentos mais difíceis dos jogos.

Por isso, perdeu totalmente o controlo do jogo frente ao Ajax que trocava a bola com precisão e velocidade, enquanto o trio Pjanic-Matuidi-Can não conseguia definir zonas de pressão, recuperação e saída de bola, deixando Ronaldo isolado na frente, quase como uma “ilha ofensiva individual” perdida.

Sobretudo por não ter o apoio de Mandzukic que, no esforço e dedicação táctica ao arrancar da faixa para dentro, tornando-se quase segundo ponta-de-lança, tornara-se peça chave do melhor jogo criativo-físico atacante da Juve.

Neste cenário, Benardeshi foi dos que melhor entendeu a equipa, funcionando como o “trequartista” de apoio, isto é, a mistura entre quarto-médio e segundo-avançado que jogava nas costas de Ronaldo a toda a largura do ataque.

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Deu para ganhar o campeonato a passear mas chocou com a superior exigência da Champions. Faltou a Allegri olhar para Ronaldo mais como jogador de equipa e incorporá-lo numa ideia, do que… lhe “dar” a ele a equipa e depois ela que o fosse procurar.

É a sensação que fica. Uma época em que a Juventus quase viveu sem treinador nos grandes momentos (o jogo com o Até. Madrid na segunda mão terá sido o melhor) e com uma superestrela que, apesar do seu poder estratosférico, não conseguiu estar acima das limitações do coletivo no palco maior da Champions.

Oito títulos de campeão italiano acabaram, assim por ser festejados com discrição, sem euforia, porque o passar para a eternidade de ganhar a Champions caíra pouco tempo antes.

Mais uma prova que no futebol nada se compra, tudo se conquista (o City de Guardiola pode dizer o mesmo, como outros gigantes faraónicos, cada qual coma sua história, também o provam).

Prognóstico
Inter de Milão vs Juventus – Inter DNB 1.74 a 1.58 na Bet.pt

Foden: o “outro Manchester City”

Na ressaca de outra eliminação dramática da Liga dos Campeões, o Manchester City de Guardiola teve de voltar a receber em casa o seu “carrasco interno”, agora para a Premiere League em Inglaterra, o Tottenham de Pochettino.

O jogo, jogado agora num ritmo mais lento parecia uma “casa de fantasmas” para o City, que marcou cedo e depois foi gerindo o resultado e os três pontos na luta pelo título inglês (que o grande derby com o Manchester United, em Old Traford, esta semana, talvez resolva se o conseguir ganhar).

Neste “segundo jogo” contra o Tottenham, Guardiola teve, no entanto, de mexer no onze base titular, afetado pelo desgaste físico e mental do drama europeu, e lançou mais uma vez, agora de inicio num jogo de responsabilidade, a pérola da formação, Phil Foden, um médio criativo que vira facilmente avançado com a sua capacidade de finta, desequilíbrio no um-para-um, visão de jogo, passe e remate com golo (foi ele que fez, a abrir o jogo, o golo da vitória).

Canhoto, Foden pega na bola e começa a inventar jogadas… coletivas, no qual é bem entendido por Bernardo Silva que, no fim do jogo, ao receber o prémio de “homem do jogo” disse não aceitar, chamou Foden em directo e ofereceu-lhe o prémio em frente ás camaras dizendo que ele é que o merecia.

Foden personifica o “outro City” no sentido de quem vez dos muitos milhões gastos em grandes craques, ele veio desde baixo, da formação, cresceu com o seu talento e assim furou por entre aquele mundo faraónico, provando que o dinheiro não é tudo no futebol.

Cada vez mais ele pede um lugar de titular no onze (foi o seu segundo jogo a titular) ou, pelo menos, mais minutos em campo, tal a qualidade com que joga e combina com os avançados, vindo de trás, do trio do meio-campo, procurando, sobretudo, tabelas com Aguero.

O futuro será, não duvidem, dele. O título esta época também irá passar, acredito, pela suas botas. Guardiola tem nele nesta fase pós-Champions a melhor aposta de rebeldia e “sangue novo” na equipa para lançar.

Prognóstico
Manchester United vs Manchester City – Man City e mais de 2.5 golos- 1.83 na Esc Online