Prognósticos para Apostas Desportivas Online – Aposta Ganha

Liverpool: Já podem tocar na placa!

Pode ser só um gesto, mas no futebol, como na vida, tantos significam muito mais do que o seu simples simbolismo. Penso nisso vendo como os jogadores do Liverpool voltaram a ter autorização para tocar numa mítica placa que está no túnel, mesmo antes da entrada para o relvado, a dizer “This is Anfield”.

Liverpool: Está lá há longas, longas décadas.

Desde os campeões europeus dos anos 70/80, e até outros mais antigos, aos dos tempos presentes. Todos lhe tocavam com a palma da mão, esticando o braço, antes de pisar aquela relva sagrada, até que chegou Klopp e disse que estavam proibidos de o fazer.

Razão? Não tinham ganho nada para o merecer. Enquanto não ganhassem um título ninguém podia voltar a tocar naquela placa. Ele próprio, confessava, tocara nela quando fora épocas atrás lá jogar pelo B. Dortmund.

Resultado, perdeu 0-4! Concluiu, disse, que não era digno, de ter feito aquele gesto.

Pois bem, neste primeiro jogo da época, 19/20, tudo mudou e, antes de defrontar o Norwich na jornada inaugural da Liga Inglesa, os jogadores puderam voltar a tocar na placa antes de entrar em campo.

O motivo era o mais sublime, o máximo: são campeões europeus! Vencer a Liga dos Campeões dá passaporte para a eternidade.

O holandês Wijnaldum pediu mesmo a um membro do staff que o fotografasse nesse momento, para depois publicar nas suas redes sociais, como a imagem do respeito e da conquista. This is Anfield e estes são os campeões europeus!

Goleando o Norwich…

Sem problemas, jogando de memória (mesmo sem ainda ter o avançado mais criativo na inteligência de movimentos e passes, e golos, Mané) o Liverpool goleou.

Ao intervalo já estava 3-0 e depois pôde passear um pouco em campo, “descansando com bola”, para o jogo da Supertaça europeia que irá jogar a meio desta semana com o Chelsea.

O desafio deste Liverpool que não ganha a Liga inglesa desde 90 é reconquistar o domínio dentro do futebol inglês.

Entretanto, já venceu por duas vezes a Champions, mas o titulo interno continua a fugir, agora num tempo em que em Manchester existe uma equipa que é uma “máquina de jogar futebol”, no estilo e no investimento faraónico que faz.

O Manchester City não ganha, porém, pelo dinheiro (ou só por ele).

Ganha porque joga um grande futebol (que pode ser vulnerável numa eliminatória de dois jogos em que o modelo de Guardiola corre demasiados riscos defensivos, faltando-lhe, talvez, alguma visão mais estratégica) e é quase invencível num campeonato longo em que, com essa consistência de jogo, vai somando pontos e mesmo com alguma quebra pelo meio, tem tempo para se recompor e voltar a encetar uma série ganhadora consecutiva de vitórias que a volta a por no topo.

Liverpool: Já podem tocar na placa!

Depois do titulo dos 100 pontos em 17/18, a época passada foi assim (recuperando 7 pontos de desvantagem ao Liverpool).

Nesta época, voltará a ser um duelo a dois com um terceiro candidato, que, agora com Estádio feito, pode sonhar também, assente na legitimidade competitiva com que joga, com o titulo.

O Tottenham de Pochettino (finalista vencido da Champions) e que mantendo o onze base, reforçou-o com um médio francês de grande qualidade: Ndombelé.

Tem tudo. Força, potência, técnica, visão, remate. Joga a partir da posição nº8 e enche o campo.

Começou o campeonato a marcar um grande golo ao Aston Villa (vitória por 3-1 com Keane a resolver perto do fim) e, não tenho duvidas em dizer, será um dos melhores “médios completos box-to-box” do mundo na próxima década.

Como pode ser o Chelsea de Lampard?

Ver Lampard como treinador do Chelsea tem um impacto emocional muito forte mas por mais que veja o futebol com o coração, isso, por si só, não faz uma equipa para ganhar jogos ou sonhar com grandes conquistas.

Lampard vem de fazer boas campanhas com o Derby County na II Divisão mas a imagem que os adeptos têm dele é ainda a do jogador de sucesso que pode transpor esse “toque de Midas” agora para o banco.

É quase impossível, sobretudo numa época em que o Chelsea (sancionado internacionalmente por contratações não respeitando os limites de idade) não pode contratar.

Frank Lampard já assinou com o Chelsea

No jogo de estreia, em Manchester, os reforços eram miúdos “made in blue”, o ponta de lança Abraham (que atirou uma bola ao poste logo no primeiro minuto) e um médio-ofensivo, rápido como ala, Mount.

Essa entrada ameaçadora não teve, porém, correspondência no jogo e o Manchester, mesmo sem ter um nº9 em estado puro para finalizar, goleou sem aumentar muito de velocidade. 4-0.

É este Chelsea que vai jogar a Supertaça europeia com o poderoso Liverpool de Klopp.

Diferente do Chelsea que venceu a Liga Europa 18/19, ainda de Sarri e com o “Feiticeiro” da finta, arranque, passe e golo, tudo com imaginação (quase brincando com defesas e festejando depois escorregando de joelhos) que é Hazard, agora no Real Madrid, outra realidade de futebol milionário.

Lampard terá, essencialmente, de encontrar uma fórmula para tornar a equipa sólida atrás da linha da bola, defender bem sem se tornar uma… equipa defensiva, mas ter, no fundo, consciência das suas limitações reais que não lhe permitem assumir estes jogos frente a adversários muito fortes.

Veremos se terá essa dimensão realista de treinador, um pouco contranatura do que foi como jogador (inteligente a perceber os diferentes momentos de domínio alternado porque passava um jogo, mas sempre virado para a frente, para o ganhar).

trofeu supercopa uefa

Sem essa noção táctica da nova realidade, o Chelsea pode ficar numa espécie de vazio existencial que o impeça de ter uma identidade competitiva forte, mesmo que menos ambiciosa no plano de ataque no jogo.

Esta Supertaça contra o exercito de Klopp pode ser um bom principio para essa “nova vida” do Chelsea. Mesmo se perder o jogo, é importante ser capaz de o discutir e deixar o resultado em aberto até o mais tarde possível.