Málaga vs Porto – Liga dos Campeões

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Carlos Matos Rodrigues

Licenciado em Ciências da Comunicação – Ramo de Jornalismo na Faculdade de Letras do Porto e Jornalista na SportTV.

Porto e Málaga voltam a encontrar-se, desta vez no La Rosaleda, estádio mítico pelo ambiente que os adeptos malaguenhos criam em volta da sua equipa.

Para este jogo, e olhando àquilo que foi o primeiro embate entre estas duas equipas, espero algo totalmente diferente. O Porto tem vantagem, o Málaga não deve, nem pode jogar como fez no Estádio do Dragão e também não vejo a equipa liderada por Vitor Pereira ir a Espanha para segurar um resultado tão curto sem procurar marcar. Desta forma, só posso esperar um jogo aberto, com o Málaga a tentar mostrar uma face bem diferente daquela que mostrou na cidade do Porto e com os dragões a usarem a sua posse de bola dinâmica para tentarem desmontar a teia que os malaguenhos vão tentar criar.

Este Málaga não é uma equipa qualquer. Foi durante muito tempo a melhor defesa da Liga Espanhola (entretanto já ultrapassados pelo Atlético Madrid e igualados pelo Real Madrid) e passou em 1º lugar o seu grupo da Liga dos Campeões, onde também estavam o Milan e o Zenit, conseguindo-o sem perder qualquer jogo. Apesar de tudo, esta é a primeira presença da equipa da Andaluzia na Liga dos Campeões e esses factores podem pesar quando chegamos a estes momentos de decisão.

A equipa de Pellegrini entra em desvantagem no jogo desta segunda mão e isso poderá obrigar o Málaga a jogar bem menos apoiado do que aquilo a que está habituado. Apesar das dificuldades que o clube espanhol enfrentou no início da época, por problemas financeiros, tudo isso foi bem ultrapassado e o plantel construído acabou por ser consistente. O actual 4º lugar na Liga interna dá todas as expectativas de consolidar uma posição europeia e a boa campanha na Liga milionária também permitiu dar outro desafogo ao clube.

Olhando à equipa do Málaga, Willy Caballero deverá ser o titular. Antunes, ex-Paços de Ferreira (que foi o melhor dos espanhóis no Dragão), também jogará no lado esquerdo da defesa, juntando-se ao lateral esquerdo, Gámez, Demichelis e Welligton. No meio campo Toulalan tem lugar mais do que marcado, devendo ser acompanhado por Camacho (isto se Pellegrini jogar com dois trincos, pois também pode arriscar algo mais). E a partir daqui é que surgem os nomes que conferem poder de fogo a esta equipa, com Isco, Joaquin, Julio Baptista e Roque Santa Cruz a deverem ser os 4 homens mais apontados à baliza de Helton.

Ainda assim, apesar destes nomes e de outros que ficam de fora (como o nosso bem conhecido Saviola, ou Piazon, Portillo, Duda, Eliseu, etc), olho para este Málaga e não consigo ver uma equipa tão coesa como a que via durante a fase de grupos da Liga dos Campeões e até ao Natal. É verdade que a equipa vai conservando o bom lugar que cimentou por essa altura na Liga Espanhola, mas também é verdade que tem conseguido menos consistência defensiva e que tem alternado resultados bons com outros menos bons, o que me leva a crer que hoje terá dificuldade em manter o FC Porto em branco, até pelo pendor ofensivo que vão ter que assumir.

Quanto ao FC Porto, a equipa de Vitor Pereira dispensa grandes apresentações para lá dos seus números. Na Liga Portuguesa segue no 2º lugar, a 2 pontos do líder Benfica e quer chegar ao título pelo terceiro ano consecutivo. Mas também já foi assumida pelos responsáveis azuis e brancos a vontade de estar entre os 8 melhores da Europa e disso depende este jogo.

O Porto chega aos oitavos de final vindo de um grupo onde conseguiu a qualificação bem cedo, deixando Dinamo Kiev e Dinamo Zagreb, mas onde perdeu a liderança do grupo na última partida, na casa do Paris Saint Germain. Ver jogar este Porto na Europa é ver uma equipa madura, que raramente treme nos grandes momentos, mesmo que possa não vencer os jogos (e o jogo no Parque dos Príncipes, apesar da derrota, é um bom exemplo disso). E se o Málaga tem apenas uma presença neste formato “moderno” da Liga dos Campeões, os dragões já vão na 17ª presença (!!!), um feito só igualado por muito poucas equipas da elite europeia. Essa maior experiência poderá ser uma vantagem, mas a maior vantagem será a parte psicológica, pois na mente de todos estará a supremacia extrema que o Porto conseguiu mostrar no jogo da primeira mão, em solo português, encostando as linhas do Málaga de tal forma atrás, que praticamente impediu a equipa malaguenha de conseguir criar um lance digno de registo.

Quanto à equipa de Vitor Pereira, não deverá haver grandes segredos… o 11 base portista está bem definido e, acreditando que a convocatória de Moutinho, Mangala e James Rodriguez foi pelo facto de todos estarem já totalmente recuperados, não vejo como não serem colocados na equipa inicial. Com Helton a ser dono e senhor da baliza, a defesa terá Danilo e Alex Sandro nas laterais, com Otamendi e Mangala a deverem ocupar a zona central. O trio do meio-campo voltará a ser o motor que faz funcionar o melhor Porto, com Fernando, Lucho e Moutinho (e como o Porto sentiu a falta de Moutinho nos últimos jogos!). Na frente, acreditando que quem fala na conferência de imprensa antes do jogo será titular, isso dir-nos-á que Varela jogará de início (começou todos os jogos da Champions), com James a ocupar a outra ala e com o inevitável Jackson Martinez a jogar na frente de ataque, para tentar fazer golos, algo que não conseguiu fazer no jogo da primeira mão.

Na conferência anterior ao jogo, Vitor Pereira teve um discurso ambicioso. O técnico do Futebol Clube do Porto diz esperar “um bom jogo, entre duas equipas, com ambas a tentarem procurar o golo”. Além disso, Vitor Pereira recusa a ideia de que o Porto possa ir jogar ao La Rosaleda nos mesmos moldes e dispositivo táctico que o Málaga apresentou no Dragão: “o nosso jogo não vai ser diferente. Vamos querer ter a bola, fazer o nosso jogo, chegando à baliza do adversário e fazer golo”.

Conclusão: Sendo 1-0 uma vantagem curta, só posso acreditar que as palavras de Vitor Pereira sejam para cumprir. Não consigo imaginar este Porto a dar-se ao sofrimento de ficar 90 minutos enfiado na toca a tentar apenas não sofrer, nem sequer me parece concebível. Sendo o Málaga uma equipa que tem um ataque forte e jogando num ambiente que lhe será extremamente favorável, acredito até que a equipa se galvanize e seja capaz de chegar ao golo…

Mas, por outro lado, sendo o Porto uma equipa que também tem imensa qualidade a meio-campo e nas alas e uma equipa extremamente experiente, acredito que os dragões saibam e queiram aproveitar o balanceamento de ataque da equipa Andaluz para soltar venenosos ataques rápidos que poderão apanhar a linha defensiva dos espanhóis em contra-pé. Acho que ambas as equipas têm capacidade para fazer golos, num jogo que espero vir ser muito mais aberto do que aquilo que vimos na primeira mão, no Estádio do Dragão.

Ass: Carlos Matos Rodrigues

Assinatura Carlos Rodrigues

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