México Mundial 2018 – Guia e Análise

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México Mundial 2018 – Guia e Análise

Trajeto na qualificação:

Perfil da selecção: Guarda Redes – A baliza dos mexicanos está entregue ao experiente guarda-redes de 32 anos, Guillermo Ochoa

Hoje ao serviço do Standard Liége, mas desde há vários anos a defender com competência as redes da sua selecção. Jesus Corona e Alfredo Talavera deverão constituir o restante lote de guarda-redes para o Mundial na Rússia.

Defesas – Juan Carlos Osorio utiliza preferencialmente uma defesa de 3 centrais e 2 alas a fazerem todo o trabalho nos corredores.

Tanto durante a qualificação como nos últimos amigáveis, o selecionador mexicano tem promovido alguma rotatividade, ainda que no Campeonato do Mundo a defesa não devará fugir muito ao tridente constituido por Diego Reyes, Carlos Salcedo e Héctor Moreno.

Existem ainda Hugo Ayala e Néstor Araujo, ambos com bastantes minutos de utilização e portanto opções viáveis para o sector.

Caberá a Miguel Layún pela direita e Jésus Gallardo pela esquerda darem a profundidade necessária ao ataque e ajudar o sector mais recuado no processo defensivo.

Médios – O sector intermédio deverá ser aquele com menos probabilidades de surpresas, no que respeita ao 11 escolhido pelo selecionador mexicano na Rússia.

Héctor Herrera e Andrés Guardado são dois dos jogadores com mais tempo de utilização durante a fase de qualificação, e formaram o meio campo do México no Campeonato do Mundo, tal como fizeram na última edição da competição , em 2014 no Brasil.

Avançados – No ataque, Carlos Vela pela direita e Hirving Lozano pela esquerda, são jogadores que partem das faixas mas procuram constantemente zonas mais centrais e perto da baliza contrária. Técnica, velocidade e golo nos pés, não sendo de estranhar que tenham sido os dois melhores marcadores da selecção na fase de qualificação.

Na posição 9, Chicharito Hernandéz, jogador que dispensa apresentações, sendo a principal referência e esperança dos mexicanos na Rússia. Opções de qualidade não faltam para Juan Carlos Osorio, que pode contar com a qualidade de Jésus Corona, Marco Fabián ou ainda Raúl Jiménez.

Equipa provável – Ochoa; Layún, Salcedo, Reyes, Moreno, Gallardo; Herrera, Guardado (cap); Lozano, Vela e Chicharito

História: A Federação Mexicana de Futebol (FMF) foi fundada a 9 de Agosto de 1927, e desde então tem sido o organismo que rege o futebol no México.

Após alguns amigáveis internacionais, que terminaram com dois empates frente à selecção das Astúrias e uma derrtoa diante da Espanha, o México participaria na sua primeira competição oficial, os Jogos Olímpicos de 1928, tendo sido eliminado nos oitavos de final da prova pelos nuestros hermanos.

Seguiu-se a sua estreia em Campeonatos do Mundo, competição realizada em Junho de 1930, no Uruguai. A selecção mexicana inserida no mesmo grupo que França, Chile e Argentina, foi incapaz de somar qualquer ponto nas 3 partidas disputadas.

Apenas em 1950, o México volta a participar numa edição do Campeonato do Mundo, desta feita organizado no Brasil, e mais uma vez, somou 3 derrotas na primeira fase do seu grupo constituido por Brasil, Jugoslávia e Suiça.

Passados 20 anos, em 1970, o México foi o país anfitrião da 9ª edição do Campeonato do Mundo, competição que iria ser conquistada pelo Brasil de Pelé.

Desta vez, os mexicanos conseguiram o apuramento para a fase a eliminar, após terem terminado no segundo lugar do seu grupo. Com 2 vitórias e 1 empate, o México deixou para trás Bélgica e El Salvador, juntando-se à selecção da Jugoslávia nos quartos de final da prova.

A 14 de Junho, em Toluca, a selecção anfitriã foi incapaz de contrariar o favoritismo da Itália, perdendo por 4 a 1, que iria ser vice-campeã do torneio.

Seguiram-se 3 edições do Campeonato do Mundo com fracas prestações, com a não qualificação para as provas de 1974 realizada na Alemanha e de 1982 em solo espanhol, e quando marcou presença em 1978 na Argentina, o seu desempenho não foi o desejado, somando 3 derrotas na fase inicial do torneio frente à Alemanha, Tunísia e Polónia.

Em 1986, o México organizou novamente o Campeonato do Mundo, ficando inserado no Grupo B juntamente com Bélgica, Iraque e Paraguai.

A selecção mexicana conseguiu a sua melhor prestação na fase de grupos, vencendo o seu grupo com 5 pontos, registando 2 vitórias e 1 empate.

Nos oitavos de final, o México teve pela frente a Bulgária, alcançando um tirunfo por 2 a 0, com Hugo Sanchez a brilhar do lado dos norte-americanos.

Na eliminatória seguinte, México e Alemanha empataram a zeros, com os germanicos a levarem a melhor na decisão por grandes penalidades.

A partir dos anos 90, o México começou a crescer internacionalmente, , com o ponto de viragem a ser a Copa América de 1993 no Equador, onde foram vice-campeões, derrotados apenas pela Argentina na final. Desde então, o México tem sido presença assídua nesta competição, conseguindo o terceiro lugar em 1997, 1999 e 2007, e outro segundo lugar em 2001.

Em 1999, o México conquistava um grande troféu, a Taça das Confederações, numa edição disputada em casa. A fase de grupos augurava um bom prenúncio, terminando no primeiro lugar à frente de Bolívia, Egipto e Arábia Saudita.

Nas meias finais da competição, um duelo norte-americano, com o México a levar a melhor sobre os Estados Unidos. Estava encontrada a final, México e Brasil mediram forças num grande jogo de futebol que terminou 4 a 3 a favor dos mexicanos.

A selecção canarinha tinha em Ronaldinho (considerado melhor jogador da prova) e Alex as suas principais figuras, mas o avançado Blanco foi a estrela do México na competição, com 6 golos marcados.

Os anos seguintes vieram confirmar esse crescimento do México no futebol internacional, somando alguns troféus sobretudo na Gold Cup, competição que junta as diferentes selecções da CONCACAF, e que determina o campeão da América do Norte, Central e Caraíbas. Na sua mais caminhada nos últimos 20 anos em Campeonatos do Mundo, o México ficou-se pelos oitavos de final em 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014.

Palmarés:
1 Copa das Confederações (1999)
1 Ouro Jogos Olímpicos (2012)
7 Gold Cup CONCACAF (1993, 1996, 1998, 2003, 2009, 2011 e 2015)
4 Ouro Jogos Pan-Americanos (1967, 1975, 1999, 2011)

Jogadores em Destaque: Javier Hernanderz (Chicarito) – West Ham

Aos 29 anos, Chicharito Hernandéz é a principal esperança dos mexicanos para um bom desempenho no Campeonato do Mundo.

Chicarito

Actualmente ao serviço do West Ham, Chicharito foi o 6º jogador com mais tempo de utilização na caminhada até à Rússia, não só pelos golos que marca, mas pelo que trabalha e faz jogar.

A selecção mexicana precisa de mais jogadores da sua craveira para o seu futebol evoluir para outros patamares.

Chicharito não foge à luta, desgasta as defesas contrárias e não precisa de muitas oportunidades para fazer golo.

Letal de cabeça, não sendo um portento técnico, consegue resolver com a bola nos pés, seja através de um remate indefensável, seja a servir os seus companheiros.

Jogadores em Destaque: Hector Herrera – FC Porto

Héctor Herrera, um dos capítães desta selecção pelo futebol que pratica e pela importância da função dentro e fora de campo.

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O médio do FC Porto, é o jogador mais utilizado por Juan Carlos Osorio durante toda a fase de qualificação, fazendo 1248 minutos nos 1350 que o México esteve em competição.

Herrera é um médio bastante completo, joga um futebol agressivo, intenso, com grande raio de acção e apresentando uma grande disponibilidade física, que lhe permite galgar metros de terreno com a bola nos pés.

Chega com facilidade à área contrária, normalmente para tirar proveito do seu excelente remate.

O Comandante

Juan Carlos Osorio – Natural de Santa Rosa de Cabal, na Colômbia, nasceu a 8 de Junho de 1961, e iniciou a sua carreira como jogador profissional na década de 80, no Deportivo Pereira, único clube que chegou a representar, já que após 5 anos da sua estreia, Juan Carlos Osorio abandonou o futebol por culpa de uma lesão grave.

Juan Carlos Osorio

O perfil sereno, e o discurso quase sempre politicamente correcto são características do selecionador do México.

Em 1997 começou a sua formação nos Estados Unidos, e já em 2001 desempenhou durante 5 anos as funções de assistente técnico no Manchester City.

Foi em 2006 que Juan Carlos Osorio teve a sua primera experiência como treinador principal, no Millonarios da Colômbia. Seguiu-se uma passagem pelos Estados Unidos para orientar o Chicago Fire e posteriormente o New York Red Bulls.

As próximas paragens foram Once Caldas e Puebla, mas foi no regresso a casa ao serviço do Atletico Nacional, que Juan Carlos Osorio teria o seu maior sucesso como treinador, conquistando 6 troféus comandando o conjunto colombiano.

Em 2015, quando orientava o São Paulo, aceitou de imediato o convite para ser selecionador do México, e trouxe consigo os bons resultados, registando 9 vitórias e 1 empate nos seus primeiros 10 jogos ao serviço da selecção tricolor.

Ao serviço do México, Juan Carlos Osorio regista a sua 2ª maior percentagem de vitórias na sua carreira como treinador, 66%, só superada pela sua passagem pelo Atletico Nacional.

O seu pior momento como selecionador, aconteceu no centenário da Copa América, quando sofreu uma humilhante derrota por 7 a 0 diante do Chile.

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Pontos Positivos

Numa primeira fase, o México encontrou-se inserido no Grupo A juntamente com Honduras, Canadá e El Salvador, e quase em jeito de passeio terminou no primeiro lugar com 16 pontos conquistados, perdendo apenas 2 pontos nos 6 jogos realizados.

Uma vez garantido o apuramento para a última fase de qualificação para o Mundial 2018, o México juntou-se a outras 5 selecções, e o desfecho não foi diferente confirmando todo o seu favoritismo ao garantir o primeiro lugar no final das 10 partidas.

Os pupilos de Juan Carlos Osorio somaram 21 pontos, fruto de 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota, num grupo onde deixou a segunda classifcada a 5 pontos de distância.

Pontos Negativos

Tendo em conta a qualidade das restantes selecções, seria uma grande surpresa que o México não garantisse a presença no Mundial, apesar de terem existido alguns aspectos menos positivos.

O seu registo caseiro foi fantástico, alcançando 13 pontos em 15 possíveis, e apresentando um bom goal average de 10 golos marcados e apenas 2 sofridos. Foi portanto nas suas deslocações que o México encontrou mais dificuldades, vencendo somente 2 das 5 jornadas internacionais realizadas fora de portas.

O saldo de golos dos mexicanos como visitante também não entusiasmou, com 6 marcados e 5 sofridos. Ainda assim, e falando de uma forma global, verificamos que o México ultrapassou com relativa facilidade os obstáculos que foram aparecendo na sua caminhada até à Rússia.

Análise dos jogos da Primeira Fase

México Mundial 2018 - Guia e Análise

México vs Alemanha – 17/06/2018 – 16:00 – Olimpiyskiy stadion Luzhniki – Moscou

O méxico inicia a sua aventura na Rússia frente à Alemanha, no dia 17 de Junho no Olimpico Lujnki. A sua estreia será de grau de dificuldade máxima, já que enfrenta uma das mais fortes candidatas à conquista do troféu, sabendo que a selecção germânica registou o melhor campanha dos classificados de todas as zonas da fase de qualificação para o Mundial.

A renovação da Alemanha foi feita com grande sucesso, apresentando um leque misto de jogadores experientes e jovens.

A sua filosofia de jogo mantém-se, qualidade no passe, forte no jogo aéreo e controlo da partida. Frente à poderosa Alemanha, qualquer resultado que não seja a derrota, será certamente uma boa estreia para a selecção tricolor.

México vs Coréia do Sul – 23/06/2018 – 16:00 – Rostov Arena – Rostov

O segundo jogo do México será diante da Coreia do Sul, no dia 23 de Junho em Rostov. Para seguir em frente na competição, a selecção mexicana terá que somar 3 pontos contra aquele que será teoricamente o seu adversário menos forte.

Globalmente esta Coreia do Sul não é uma selecção de grande qualidade, sobrevive do talento de Son Heung-Min do Tottenham e Ki Sung-Yueng do Swansea.

Apesar de não primir pela qualidade técnica, os sul-coreanos apresentam bastante velocidade e competitividade no seu jogo.

Uma selecção que apresenta uma fraca solidez defensiva, não deverá ter grandes chances de apuramento neste tipo de competição, aspecto a explorar por parte dos mexicanos.

México vs Suécia – 27/06/2018 – 15:00 – Ekaterinburg Arena – Ekaterinburg

No dia 27 de Junho, a selecção mexicana defronta a Suécia em Ecaterimburgo, naquele que poderá ser o jogo decisivo nas contas do apuramento.

A Suécia apresenta um sistema defensivo bem organizado e ataca com critério. É esperado um jogo bastante nívelado, com o México a levar vantagem na qualidade individual, mas por outro lado com a selecção sueca a valer mais pelo seu colectivo, não apresentando muitos jogadores capazes de fazer a diferença por si só.

A excepção é o talentoso Forsberg, jogador do Leipzig, que terá que ser vigiado de perto se o México pretende somar um resultado positivo.

Quem conseguir vencer esta partida deverá acompanhar a Alemanha na fase seguinte da competição, e o México terá que ser extremamente competente para ultrapassar uma selecção bastante trabalhadora e disciplinada.

Até Onde pode Chegar

aonde-pode-chegar

Não há muitas diferenças da selecção que disputou o Campeonato do Mundo de 2014 para a que irá estar na Rússia.

A grande maioria dos jogadores que à partida serão mais utilizados por Juan Carlos Osorio, estão numa fase madura da sua carreira, com idades compreendidas entre os 28 e os 32 anos.

A experiência e a maturidade são dois aspectos importantes a considerar ao avaliar as hipóteses do México na competição.

A selecção tricolor parece estar hoje mais preparada para realizar um bom trajecto numa competição deste nível, sabendo das muitas dificuldades que irão encontrar.

Na teoria, a Alemanha não terá rival para conquistar o primeiro lugar do Grupo F, ainda que a qualificação mexicana esteja totalmente em aberto, já que o segundo lugar parece uma posição completamente ao alcance.

Caso se verifique este cenário, o México iria defrontar outro candidato ao título de Campeão do Mundo, o Brasil, isto se a selecção canarinha confirme todo o seu favoritismo no Grupo E.

Até onde pode chegar a México? Tendo em conta o poderio de algumas selecções que estarão no caminho do México, como a Alemanha e depois muito provavelmente o Brasil, uma classificação final entre os 16 primeiros, ou seja, atingir os oitavos de final será o primeiro objectivo e o mais realista, sabendo que a selecção tricolor tem condições suficientes para chegar mais longe na prova.

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Autor: RicardoCardoso

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