Modelos Mentais: equipas que jogam de olhos fechados

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Quantas vezes ouvimos um comentador a dizer que certa equipa joga de olhos fechados? Pois bem, isso é a forma mais corrente ou simplista de explicar questões que a Psicologia do Desporto estudo mais a fundo. Mas vamos por partes.

Índice de Conteúdos:

  1. Automatismos
  2. Situação de Jogo
  3. Tomada de Decisão
  4. Treinar Mais e Melhor

QUANDO AS EQUIPAS JOGAM DE OLHOS FECHADOS

Sou muitas vezes crítico de como o futebol é treinado e jogado. Consigo entender que a criatividade e espontaneidade trazem muita magia e atractividade diferente mas a verdade é que essa não é a forma mais eficaz e eficiente de jogar e de ganhar jogos.

Desportos como voleibol, andebol, basquetebol ou futebol americano, tem uma sistematização e estruturação muito maior que o futebol.

Existem muito mais jogadas planeadas do que no futebol. E eu nunca entendi que a anarquia fosse a norma, estando reservadas algumas jogadas combinadas para os lances de bola parada.

Felizmente, as últimas décadas trouxeram treinadores que foram buscar conhecimento às outras modalidades e começaram a criar os chamados “automatismos”. O que é isto dos “automatismos”?

AUTOMATISMOS

Bom, como referi no artigo sobre a visualização mental, tudo começa na construção de cenários. Muito antes da competição em si, e até do próprio treino, cabe ao treinador, criar cenários de como certa jogada deve desenrolar-se.

Que movimentos, que momentos, que papéis, devem ter os intervenientes. Deve desconstruir ao máximo as tarefas de cada jogador, para que depois o possam treinar recorrentemente.

Mas atenção, depois desta construção de cenário, importa que tudo seja explicado ao atleta e à equipa. Não é dizer apenas para fazer um certo movimento ou passe. Não! Trata-se de explicar ao detalhe todo o processo de cada um, para que saibam o seu papel e o dos outros.

Se pensarmos no voleibol ou basquetebol, percebemos perfeitamente que certos jogadores não tem de tocar na bola para participar activamente na jogada (através de simulações ou bloqueios).

AUTOMATISMOS

Quando todos os jogadores sabem o que tem de fazer, podemos falar de modelos mentais partilhados ou modelos mentais de equipa. E é aqui que começamos a falar de “jogar de olhos fechados”.

Quando temos alguém que conhecemos muito bem, dizemos muitas vezes que sabemos o que o outro estava a pensar. Ora bem, como não acredito em pessoas videntes, o que existe é um grande conhecimento sobre a personalidade e forma de agir da outra pessoa.

A mesma coisa sucede nas equipas. O treinador tem de transmitir o conhecimento para que a aprendizagem seja completa e global. Por todos os atletas. Quando há um elemento que não sabe ou não entende claramente o que é para fazer, acontecem erros.

Seja um erro de marcação, um erro de posicionamento, um erro de comunicação. Por isso é preciso tentar prever e evitar esses erros.

  • Dá trabalho? Sim.
  • Demora tempo? Também.
  • Exige paciência? Sem dúvida.

Mas se bem me lembro tivemos de voltar várias vezes à escola até aprendermos a escrever.

SITUAÇÃO DE JOGO

Até agora estivemos a falar da criação de cenários e de modelos mentais partilhados. Mas como é que depois se transfere para a situação de jogo? Pois bem, importa então apresentar três conceitos que se complementam. Pensem num jogo de futebol.

A bola chega aos pés de um médio. Um daqueles que se chamam de “pensadores”, “maestros” ou “construtores de jogo”. A primeira coisa que acontece depois de receber a bola (ou até antes porque tem técnica suficiente para o fazer sem olhar), é levantar a cabeça e ver o campo. Ao fazê-lo, tira uma fotografia ao campo, com as coordenadas (posição dos colegas e dos adversários).

Neste momento, os jogadores com maior conhecimento (ou “inteligência de jogo”) irão ter maior facilidade num processo que se denomina de “leitura de pistas avançadas”.

Ou seja, perceber antes de todos os outros onde estão e o que pode suceder com os elementos existentes. No encontro dessa leitura e o conhecimento de cenários possíveis, o jogador tem aquilo a que se chama de “consciência da situação”.

É quando um jogador está em campo com a bola mas vê o jogo como se estivesse a jogar Football Manager ou FIFA. De cima. Com todos os posicionamentos dos elementos e com a possibilidade de criar uma jogada. E é nesse momento que ele vai tomar uma decisão. Se parar, acelerar, passar, driblar, rematar, etc.

TOMADA DE DECISÃO

Reparem como o processo de tomada de decisão tem já tantos processos anteriores. E tudo numa questão de segundos. Até porque em média, um jogador tem a bola em sua posse durante dois a três segundos, num total de 1 a 3 minutos por jogo.

Incrível, não é? Se não acreditam, escolham um jogador e cronometrem a posse de bola durante 90 minutos. Vão ver que as estatísticas não mentem. Então, o que acham que importa mais, a velocidade das pernas ou a do pensamento?

TOMADA DE DECISÃO

Se o tempo para perceber a situação e para tomar decisões é tão escasso, de onde terá que vir essa velocidade? Pois bem, do treino. Da construção de cenários. Dos modelos mentais de equipa. Lembrem-se sempre que só se reconhece aquilo que se conhece.

Seja a cara de uma pessoa, seja de pistas avançadas. Quando um jogador tomar uma decisão, previamente estudada e aprendida por todos, os colegas de equipa sabem para onde se deslocar. E nesta altura, de facto, irá parecer que a equipa joga de “olhos fechados”.

TREINAR MAIS E MELHOR

Em resumo, cada vez mais o desporto, em especial o futebol, não pode ser governado pela anarquia. Tem de se treinar mais e melhor.

Quando acompanhei diariamente uma equipa profissional, e uma equipa que teve sucesso desportivo, vi muitas coisas que podiam ser melhoradas. E uma delas era gastar mais tempo nos modelos mentais partilhados.

Um jogador que trocou uma equipa portuguesa por uma equipa italiana, contou-nos que nos primeiros três meses em Itália, todos os dias à tarde, tinha aulas teóricas, dentro de uma sala, em frente de um quadro.

Todos os dias a aprender o que fazer, quando fazer e como fazer. Desde então ganhou 5 campeonatos e três taças. Coincidência? Não.

Trabalho. Dentro e fora de campo. Os verdadeiros atletas e treinadores não podem ter medo de trabalho.

 

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