Moreirense vs Olhanense – Primeira Liga

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Carlos Matos Rodrigues

Licenciado em Ciências da Comunicação – Ramo de Jornalismo na Faculdade de Letras do Porto e Jornalista na SportTV.

A jornada 22 reserva um duelo pela sobrevivência. Frente a frente, em Moreira de Cónegos, o ressuscitado Moreirense recebe o cada vez mais aflito, Olhanense. As equipas estão separadas por apenas 1 ponto e a vitória nesta partida pode representar um importante para a manutenção de uma ou outra equipa.

O Moreirense de Augusto Inácio é outra equipa, desde a entrada deste técnico. Com Inácio ao leme a equipa (que tinha 8 pontos aquando da sua chegada) já fez, em 5 jogos, o mesmo número de pontos que havia feito nos 16 jogos iniciais do campeonato. Nesse trajecto, o Moreirense perdeu apenas por uma única vez, na deslocação ao vizinho Vitória de Guimarães e mesmo nesse jogo bateu-se bastante bem.

Nos restantes jogos tem duas vitórias (Nacional, na Madeira, e Beira-Mar, em casa) e dois empates (Gil Vicente, em casa, e Marítimo, fora). Quando chegou a Moreira de Cónegos, nas primeiras entrevistas, Augusto Inácio deixou bem claro que cada jogo teria que ser uma verdadeira final até ao final da época, colocando a meta da manutenção nos 28 pontos! Desde então o trajecto não se adivinhava fácil… Dois jogos na ilha da Madeira, um derby regional e dois jogos contra equipas que lutam pelos mesmos objectivos, dos quais a equipa minhota saiu com nota muito positiva.

Neste momento, o Moreirense já escapou ao último lugar (passou a vez ao Beira-Mar) e está a apenas 1 ponto de sair da linha de água. Um cenário de sonho, se relembrarmos como as coisas estavam há cerca de um mês atrás. Mas, para que o cenário, se mantenha positivo ou ainda mais positivo, a equipa de Augusto Inácio não poderá perder em casa contra este próximo adversário, que segue imediatamente acima.

Em conferência de imprensa de antevisão ao jogo, Inácio vai directo ao assunto: “A troca de posições é um aliciante. Temo-nos aproximado paulatinamente do 14 classificado e agora só depende de nós sairmos dos lugares de despromoção. O Olhanense não ganha há muito tempo mas tem uma boa equipa e um bom treinador. Eles sentem que está muito em jogo e, de certeza, que vão encarar a partida como uma grande final. Para nós, é mais uma final”. O treinador do Moreirense não foge à pressão, com a qual convive desde que pegou neste desafio. O aliciante da manutenção é fortíssimo. Inácio pegou na equipa numa fase em que poucos acreditavam ser possível e se conseguir ficará com um crédito enorme, num regresso em grande à actividade em Portugal. O técnico diz que “temos evidenciado um grande sentido de solidariedade, união e confiança. Acredito que este será o espírito com que vamos alcançar a permanência”, mostrando-se confiante para o que falta do campeonato.

As notícias em volta da equipa do Moreirense são cada vez mais positivas. Paulinho (lateral-direito) e Fábio Espinho (médio ofensivo) voltaram aos treinos praticamente sem condicionalismos e trabalham agora para recuperar condição física e voltarem a ser opções para o técnico. Kinkela, não sendo um jogador fabuloso, veio suprir algumas falhas que a equipa tinha na ligação entre os sectores médio e avançado e lá na frente tem um homem que certamente não jogará em Moreira de Cónegos na próxima época. Falo de Nabil Ghilas, um avançado possante, explosivo e que, pese embora não seja muito alto, tem um jogo de cabeça de grande qualidade. Na semana em que Ghilas teve conhecimento de que foi chamado para, pela primeira vez, representar a selecção do seu país (e ainda por cima num jogo de qualificação para o Mundial), certamente não lhe faltará motivação para continuar a mostrar serviço com a camisola axadrezada verde e branca, ele que foi o autor de metade dos golos da equipa no campeonato (10 em 20).

Do outro lado, o Olhanense, que vive o seu pior momento da temporada. A série sem vitórias já vai em 8 jogos, tendo apenas 3 empates nessa longa série de insucesso. A última vitória do Olhanense foi a 5 de Janeiro, já há mais de 2 meses, ainda sob o comando de Sérgio Conceição. Foi, aliás, o último jogo da equipa com Conceição no banco. Depois disso foi Manuel Cajuda a tomar conta da equipa da sua terra natal e os resultados não têm sido bons. Esta péssima fase fez a equipa algarvia cair de lugares relativamente tranquilos (chegou a andar pela primeira metade da tabela) para os lugares mais preocupantes da Liga, com a linha água a pairar como fantasma para os jogadores desta equipa.

Além dos problemas desportivos, surgem todos os problemas burocráticos em que se diz que esta equipa algarvia está afundada. Manuel Cajuda, apesar de falar imensas vezes em código e não ser directo na comunicação, acaba por não negar que todos esses problemas existem… e no fim do jogo com o Sporting de Braga, o capitão Rui Duarte, no “flash interview” apelou ao espírito guerreiro dos companheiros de equipa, pela necessidade de conseguir salvar a equipa e os seus empregos. Ter noção de que isso é necessário é bom… Notar-se, como se notou, que isso é um tema que paira de forma preocupante na mente dos jogadores do Olhanense acaba por ser um ponto negativo, pois a carga de pressão com que entram para cada jogo é cada vez maior. Diz-se também que Manuel Cajuda terá colocado o lugar à disposição no decorrer desta semana, decisão travada pelos capitães de equipa.

Outro problema que tem apoquentado em força o plantel do Olhanense são as lesões. A mais recente, de Maurício, patrão da defesa que teve que ser operado após fractura de um pé frente ao Braga, acaba por deixar a equipa ainda mais débil no sector defensivo. Nuno Reis, que tem sido utilizado a lateral direito, terá que voltar ao centro da defesa para fazer dupla com André Micael. Jander treinou com limitações durante a semana (e esta 6ª feira nem sequer treinou), o que poderá representar um problema para Manuel Cajuda, visto que este foi o jogador que mais desequilibrou nos últimos jogos da equipa de Olhão. Em sentido inverso, Ivanildo e Djalmir já treinam sem limitações e poderão ser opções para este jogo, apesar de Djalmir ter que recuperar o muito ritmo que perdeu com as longas paragens desta época e da idade também já pesar. Numa lista de lesionados que tem somado nomes novos quase todas as semanas, não tem sobrado muito espaço de manobra para Manuel Cajuda montar a equipa e esta semana terá também muitas condicionantes para montar a sua estratégia.

Conclusão: Momentos diferentes provenientes de resultados recentes bem diferentes. Dois treinadores com pouco tempo à frente das equipas, mas que vivem estados de espírito totalmente diferentes. Enquanto que Augusto Inácio tem os jogadores e os adeptos na palma da mão, pois mostrou a todos eles que era possível sair da situação difícil e sonhar com a manutenção, Manuel Cajuda teima em não conseguir uma vitória que afaste o cenário de queda acentuada da equipa. Não sei se os jogadores duvidam do trabalho do técnico, mas é natural que as dúvidas surjam após 8 jogos sem conhecer o sabor da vitória. Cajuda já colocou o lugar à disposição esta semana, segundo se diz, e este jogo em Moreira de Cónegos poderá ser uma última vida do técnico algarvio.

Além de tudo isto, enquanto o Moreirense recupera alguns jogadores importantes, que ajudam a aumentar o leque de opções, o Olhanense continua a ser fustigado por lesões atrás de lesões, que tornam a equipa numa manta de retalhos, em que é preciso puxar de um lado acabando por destapar, inevitavelmente, o lado contrário. Por tudo isto, olhando aos momentos actuais das equipas e àquilo que uma vitória pode representar para o Moreirense, não acredito, de todo, que a equipa minhota perca nesta recepção ao Olhanense que, por sua vez, já não sairá nada insatisfeito desta deslocação ao Norte se conseguir somar um ponto e deverá mostrar isso na sua abordagem táctica ao jogo.

Ass: Carlos Matos Rodrigues

Assinatura Carlos Rodrigues

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