Voltou a pairar no ar um forte susto relacionado com as possíveis falhas de segurança na Fórmula1. Este domingo, Romain Grosjean livrou-se de morrer no arranque do Grande Prémio do Barém, após uma colisão contra um dos rails de proteção. O piloto da Haas escapou por entre as chamas, em meio do que parecia ser um autêntico milagre, quando o pior já se temia.

GROSJEAN SURGIU DO MEIO DAS CHAMAS E LIVROU-SE DE UM FIM PRECIPITADO

Protagonista daquele que será, com certeza, o acidente mais assustador da Fórmula 1 ao longo dos últimos anos, o francês Romain Grosjean provocou enorme susto na primeira volta do Grande Prémio do Barém, este domingo, que viria a assistir a nova vitória de Lewis Hamilton.

Na sequência de um toque com a AlphaTauri de Daniil Kvyat, a Haas do automobilista francês acabou fraturada ao meio e explodiu em chamas, após um embate extremamente violento contra o rail de proteção.

Com a parte traseira da viatura para um lado e a parte do cockpit – em chamas, com Grosjean dentro – para outro, terá sido fundamental para a salvação do piloto francês de 34 anos de idade a roupa de proteção, os equipamentos de segurança do carro e também uma considerável dose de fortuna.

Isto porque o Romain Grosjean escapou ao desmaio e à possibilidade de ficar preso, o que colocaria grandes entraves e velocidade de reação ao seu resgate. Além disso, a inalação do fumo durante mais algum tempo poderia vir a revelar-se fatal.

Depois de 29 segundos dentro do cockpit, em meio às chamas, Grosjean conseguiu sair da viatura pelo seu próprio pé, apesar do pronto socorro prestado pelos comissários de pista e da equipa médica presente no local.

O piloto foi prontamente encaminhado ao centro médico do autódromo de Sakhir e, posteriormente, levado ao Hospital Central do Barém, próximo ao circuito do Grande Prémio.

GROSJEAN SURGIU DO MEIO DAS CHAMAS E LIVROU-SE DE UM FIM PRECIPITADO

Dentro do trágico acontecimento, as coisas não correram pelo pior para Grosjean, a quem foram identificadas leves queimaduras nas mãos e nos tornozelos, havendo ainda a suspeita de costelas fraturadas.

No hospital, o piloto francês já reagiu ao sucedido através de uma publicação nas redes sociais, onde agradece o apoio recebido e refere que:

«Há uns anos não era a favor do halo, mas penso que foi a maior coisa que conseguimos introduzir na Fórmula 1 e sem isso não estaria a falar com vocês hoje. Muito obrigado, obrigado a todo o staff médico no circuito e no hospital e espero que em breve vos consiga escrever algumas mensagens para dizer como estão as coisas».

F1 E SEUS PERIGOS: ROL DE TRÁGICOS ACONTECIMENTOS

Desde 2014 que o público da Fórmula 1 não assistia a um acidente de tamanhas proporções. O último caso desta dimensão aconteceu com Jules Bianchi no epicentro, culminando com o óbito do piloto da Marussia, no circuito de Suzuka, no Japão.

De entre um triste histórico de episódios que acabaram de modo fatal, destaca-se, naturalmente, a morte do brasileiro Ayrton Senna, no GP de São Marino, em 1994, permanecendo até hoje dúvidas sobre se a utilização do halo teria evitado o trágico desfecho.

A década de 50, que coincide com o início da Fórmula 1, foi a mais cinzenta, com um total de 17 falecimentos decorrentes de acidentes, sete dos quais no fatídico GP de Indianapolis.

CRONOLOGIA DA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DA SEGURANÇA NA FÓRMULA1

Desde sempre uma modalidade onde os riscos inerentes à sua realização são muito maiores do que noutros desportos, a Fórmula 1 tem vindo a tentar aprimorar cada vez mais as condições de segurança dos seus intervenientes, apesar da discussão que existe em torno da morosidade da tomada de algumas decisões, como a introdução do halo.

  • Em 1950, nos primórdios do automobilismo, a mortalidade associada ao risco da prática era desvalorizada e tida quase como uma inevitabilidade dependendo das situações, tanto que a utilização de cinto de segurança nem era obrigatória.
  • Depois da introdução do arco de segurança, em 1961, a prevenção de incêndios tornou-se uma prioridade, tendo sido implementada a construção do tanque de gasolina e um sistema duplo de extintores de fogo.
  • 1971, o cockpit passou a ser construído de forma a que os automobilistas pudessem ser retirados do veículo em cinco segundos. Isto dez anos antes do alargamento da célula de segurança, de modo a incluir os pés dos pilotos.
  • 1985, deu-se a introdução dos crash tests para avaliação dos efeitos do impacto frontal, estendendo-se a experimentação à célula de segurança e ao tanque de gasolina três anos mais tarde.
  • Fruto de uma evolução contínua de forma a melhorar as condições de segurança de modo crescente, as rodas passaram a estar ligadas ao chassis através de cabos, para evitar que se possam soltar durante os acidentes, em 1999.
  • 2005, esses cabos passam a ter capacidade mínima para aguentar uma força de seis toneladas.

O marco mais recente na cronologia tecnológica das melhorias de segurança remonta a 2018, com a introdução do halo para proteger a cabeça dos pilotos, uma medida tomada na sequência de vários acontecimentos trágicos, como o falecimento de Jack Clarke, em Brands Hatch, na Fórmula 2.

 

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