Por muito que se tente, hoje em dia é impossível não ouvir falar em crise.
E se em tempos o tema podia, na óptica de alguns, parecer exagerado, agora ninguém com dois dedos de testa é capaz de ignorar as sérias ameaças que pairam sobre todos nós.
As dificuldades, sentidas de forma mais ou menos directa, são uma realidade.
Em Portugal e um pouco por todo o lado, incluído muitas das paragens que, por norma, escapam ilesas a estas dores de cabeça.
Paradoxalmente, os tempos de crise económica são muito favoráveis ao mundo das apostas.
Falo desta nova “modalidade” que cresceu lado a lado com a expansão da internet.
Mas também das vertentes mais antigas, das lotarias, aos totolotos, passando pelos templos chamados casinos.
O povo, na ânsia de dar um pontapé nas dificuldades, tende a arriscar mais, a acreditar que, num dia de conjugação correcta de todos os santinhos, irá chegar ao final da jornada mais aconchegado.
Na alma e na carteira.
Não me parece uma ideia brilhante, pois faço sempre questão de salientar que este mundo (pelo menos para a maioria dos frequentadores) deve ser visto como um passatempo.
Um prazer que pode render uns cobres extra mas que, à partida, necessita de um investimento que deve ser feito com verbas excedentárias (susceptíveis de não provocar danos graves em caso de súbito desaparecimento) e não essenciais.
Depois de pensar um pouco, creio que a maior disponibilidade das pessoas para jogar em tempos de crise constitui um fenómeno parecido com aquela estúpida tendência que todos temos quando perdemos umas apostas mais pesadas: procuramos, quanto antes, encontrar uma forma de recuperar as perdas.
E como é que isso se faz? Com escassa clarividência, debaixo de grande stress e, na maioria dos casos, sem estudar minimamente a acção que vamos protagonizar.
Consequência normal: novo forte tropeção, uma angústia ainda maior…
Mais do que nunca, este não é um momento para “nadar fora de pé”.
Ainda por cima porque, conforme tem sido noticiado com grande insistência ao longo das últimas semanas, a crise também faz com alguns dos “actores” deste mundo vacilem perante a possibilidade de ganhar uns dinheiros suplementares, obrigatoriamente de forma ilícita.
Os escândalos envolvendo clubes e futebolistas em Itália e Turquia, a exemplos de outros no passado, podiam perfeitamente ter ocorrido sem um cenário de crise global.
Contudo, esses problemas transversais fazem aumentar a probabilidade de, aqui ou ali, ocorreram situações anómalas que podem castigar quem, serenamente, tenta apenas – com a força da sua convicção e, por vezes, do estudo detalhado – ganhar uns euros.
E se tivermos em conta que, actualmente, as casas de apostas alargaram o seu campo de acção a campeonatos de países “estranhos” e até a competições menores de várias modalidades (incluindo escalões de formação), facilmente percebemos que a exposição a “material tóxico” nunca foi tão grande.
Assim sendo, mais do que nunca é preciso estar alerta e, já agora, difundir entre os “companheiros de luta” tudo o que aparente ser uma armadilha.
Founder e administrador Apostaganha com mais de 30 anos de experiência em apostas online e Poker. Criou o Apostaganha em 2005 buscando suprir uma demanda cada vez mais crescente de apostadores em Portugal que buscavam informações sobre as apostas online. Desde então tornou-se uma referência online em produção de conteúdos de qualidade direcionados a todos os ramos das apostas desportivas.