Antes e depois de começar a apostar ouvi dezenas e dezenas de teorias de experimentados companheiros de lides
Foram tantas, das mais óbvias às mais disparatas, que se quisesse fazer um levantamento completo tal seria impossível.
Basicamente porque não me lembro de tudo o que escutei, mas também porque, como qualquer apostador, gosto é das minhas “tácticas” e não das dos outros.
Independentemente de ser capaz de admitir que muitos dos conselhos que me deram acabaram, aqui e ali, por mostrar-se certeiros.
A conversa de que “devemos fazer sempre isto e nunca aquilo” é uma chatice.
Ninguém gosta desses sermões e, como sabemos, quanto mais nos dizem para não ir por determinado caminho, mais tentados ficamos a seguir exactamente por aí.
A rapaziada que estuda os comportamentos humanos que explique melhor isso, já que eu limito-me a confirmar que é mesmo assim que a coisa funciona na maioria das vezes.
E não estou a falar apenas de apostas.
Mas, agora, depois desta introdução e por mais paradoxal que possa parecer, vou também assumir a função de conselheiro.
Após anos e anos de experiência, resolvi estabelecer uma regra fundamental nas minhas apostas.
E ao contrário do que podem estar a imaginar, a tal “teoria” não tem nada a ver com este ou aquele mercado.
Com o conhecimento prévio sobre esta ou aquela modalidade, com odds inferiores ou superiores a 1.30 ou com os valores envolvidos em cada aposta.
A minha regra sagrada é algo de bastante simples: não apostar na(s) equipa(s) do coração.
Monetariamente falando, os euros perdidos numa aposta envolvendo um emblema que nos diz algo não têm diferença alguma em relação a outros desperdiçados num jogo de futebol cazaque ou a numa partida de basquetebol entre o Bahrein e a Índia.
É tudo dinheiro. E em caso de derrota é verba que desaparece.
O problema é que perder uma aposta que mistura (aparente) razão com coração tem um peso enorme no apostador.
Em traços gerais, ao desaire desportivo do nosso clube/selecção ainda juntamos o desperdício de dinheiro.
É como se apanhássemos duas más disposições ao mesmo tempo. E isso, garanto-vos, não é nada agradável.

Os emblemas de quem gosto e as várias selecções nacionais não estão, desta forma, “autorizados” a provocar-me duplos dissabores.
Ou ganham e fico contente ou perdem e não gasto dinheiro com isso.
Ao desenvolver esta “táctica” ainda pensei que outra solução seria apostar contra os clubes/selecções de que gosto.
Assim, desportiva ou monetariamente falando, conseguiria ter sempre alguma satisfação (excepção feita às modalidades em que existe a possibilidade de empate, criando um terceiro desfecho possível).
No entanto, admito, tal cenário não me convenceu.
Até porque às tantas teria de “torcer” para um dos lados e isso, convenhamos, seria suficiente para me deixar algo confuso.
E sem cabeça limpa, perder dinheiro nas apostas é… o pão nosso de cada dia!
Founder e administrador Apostaganha com mais de 30 anos de experiência em apostas online e Poker. Criou o Apostaganha em 2005 buscando suprir uma demanda cada vez mais crescente de apostadores em Portugal que buscavam informações sobre as apostas online. Desde então tornou-se uma referência online em produção de conteúdos de qualidade direcionados a todos os ramos das apostas desportivas.