O antijogo tem limites ou pode ser uma arma?

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Uma jornada da Liga NOS a meio da semana quase como um “intruso” do normal ciclo competitivos da época. O Benfica cumpriu a formalidade de receber e vencer o Portimonense (uma equipa que quer sempre jogar com bola, num sistema de defesa a “3” ou a “5”, com Lucas Fernandes a organizar bem no meio-campo e, na frente, Aylton Boa-Morte e Castillo a mexer bem na bola no drible, mas com pouco remate) e conseguiu descolar na liderança do FC Porto e do Famalicão (que voltou a ganhar com golo de Anderson, a arma-secreta do inicio que já passou ao goleador mais provável quando entra).

O antijogo tem limites ou pode ser uma arma?

O FC Porto repetiu onze contra o Marítimo mas não conseguiu repetir a mesma exibição na qualidade e eficácia que mostrara no jogo anterior contra o Famalicão. Os adversários eram, desde logo, muito diferentes.

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Do jogo aberto a querer “sair a jogar” e a perder a bola muitas vezes no inicio de construção do Famalicão oferecendo assim golos ao ataque portista, para a equipa fechada a não deixar jogar, montando um muro á frente da sua defesa do onze insular madeirense, existiu um abismo de estilos.

Sofrendo um golo cedo (num canto e mau alivio de Danilo) o FC Porto passou todo o jogo em cima da equipa, da área e da baliza do Marítimo, mas sem criar muitas situações de perigo iminente tal a explosão demográfica de defesas, em 4x5x1, que Nuno Manta Santos provocou á frente das suas redes.

O empate surgiu mesmo só perto do fim, numa saída falhada do guarda-redes iraniano Amir e a bola a entrar por poucos centímetros.

No fim, Sérgio Conceição explodiu contra o antijogo da equipa madeirense. Criticou do pouco tempo de jogo útil e do relvado encharcado mesmo num dia seco e de muito calor. De resto, ficou um desabafo numa terminologia despropositada sobre quem o pudesse vir a criticar no fim sobre as suas opções de jogo.

Na realidade, muitas das acusações de Conceição eram verdade. A ganhar, o Marítimo mais do que travar o adversário, quis travar (parar) o jogo no maior tempo possível.

Defender muito é uma “arma-direito tático” das equipas médias-pequenas em dificuldades, mas o antijogo tem de ser, desde logo, punido disciplinarmente (cartões amarelos) pelo arbitro, num exercício de bom-senso na gestão do tempo de jogo, que não resolve verdadeiramente dando muitos minutos de desconto porque, nessa altura, o jogo já entrou num domínio de ansiedade tal que a equipa que procura o golo está, já mal conseguindo pensar em organizar ataques (apenas despejas bolas) perante um adversário que cresce com a contagem decrescente para aguentar o resultado positivo.

Assim sucedeu para o Marítimo (1-1).

Há razões na fúria de Sérgio Conceição?

Conceição tem razões em termos gerais porque este é um problema clássico do futebol português com o qual, sobretudo as equipas grandes, se deparam em muitos jogos. No tempo disponível, porém, teve oportunidades suficientes para ganhar o jogo.

Essa é a nica questão que pode controlar no sentido de poder trabalhar melhor a equipa durante a semana. Antes, ficara também a forma como defendera mal, num canto, uma segunda (e neste caso terceira) bola que deu o golo da vantagem que fez crescer o Marítimo.

Não fez uma exibição muito diferente do que fizera contra o Famalicão, o poder de comentação defensiva do adversário é que foi muito maior. A equipa necessita de entrar melhor no jogo a este nível. Isto é, no prisma de não deixar crescer os adversários de confiança defensiva.

A perder, mexeu na equipa metendo dois ponta-lança, extremo e laterais ofensivos num 4x4x2 quase 4x2x4 com Octávio no duo do meio-campo a conduzir jogo. Uma pressão enorme que o Marítimo aguentou em bloco baixo soube segurar face á pouca criatividade a inventar espaços vazios do onze portista.

O leão sofredor em Paços

O Sporting venceu em Paços de Ferreira num jogo em que voltou a exibir muitas dificuldades em pegar no jogo, embora tenha entrado bem no inicio, fazendo um golo a abrir por Luiz Phellype (que não festejou em respeito á sua antiga casa Mata Real) mas com o decorrer do tempo foi perdendo o controlo, deixando o onze do Paços, com muitas limitações, pegar no jogo e entrar a pressionar na segunda parte.

Quando Pepa, treinador do Paços, juntou um segundo-ponta de lança, Douglas Tanque junto de Welthon, passou a assustar, na luta pela bola, os centrais leoninos e, num desses lances, o oportuno Tanque empatou.

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O jogo parecia fechado tacticamente para o Paços quando o seu jogador mais rigoroso a cumprir (e fazer cumprir) as obrigações colectivas da equipa, Luiz Carlos, provocou um penalty inútil, esticando o braço para meter a mão á bola, num livre lateral que parecia inofensivo. Penalty!

Sempre frio e com classe, Bruno Fernandes marcou o golo da vitória, mas na retina ficara, novamente, a incapacidade do meio-campo leonino com uma duplo-pivot muito pesado e lento a sair de trás (incapaz de dar velocidade na transição defesa-ataque) formado pela dupla Doumbia-Eduardo.

É, cada vez mais urgente, o regresso de Wendell ao onze, independente das questões disciplinares (longe da gravidade da divulgação que teve) que têm de ser ultrapassadas em nome da “saúde táctica” da equipa.

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