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O campeonato e a “factura física” europeia

A Liga NOS regressa depois de uma semana com jogos de competições europeias (todos de intensidade máxima) e a questão que se coloca é se eles vão passar agora a “factura física” a essas equipas?

O campeonato e a “factura física” europeia: É inevitável que sim.

É missão do treinador evitar que essa inevitabilidade se traduza numa quebra de nível exibicional que comprometa o jogo da equipa. Para isso, mais do que um onze, existe um plantel. Os treinadores saibam bem quais os jogadores que têm um estatuto e o outro (embora podendo mudar, claro, durante a época). Os adeptos, aliás, também sabem/sentem. Não se trata, aqui, de nenhuma ciência oculta. É facilmente visível e perceptível desde a bancada.

Foi o facto de Bruno Lage não ter apostado no tal núcleo de qualidade que faz o onze-base que mais perturbou ao ver o jogo com o Leipzig na estreia do Benfica na Champions.

Não foi por falta deles que o Benfica perdeu mas foi por falta deles que o Benfica nunca esteve perto de ganhar. Perceberam o diferença?

Num jogo de Champions é difícil entender esta opção de Lage. A visita ao Moreirense devolve a equipa ao “mundo terreno competitivo” do nosso campeonato (depois de ter recusado, com a sua equipa mais forte, desafiar o mundo na galáxia internacional).

O campeonato e a “factura física” europeia

Vai defrontar uma das equipas mais sólidas deste campeonato no sentido de posicionamento em campo e entrosamento. Os jogadores, com linhas muito compactas, sabem como se colocar em campo e estar tacticamente juntos, num 4x3x3 tacticamente sólido mas ao mesmo tempo com a leveza para sair para o ataque.

Vítor Campelos, o treinador, soube pegar no trabalho que o antecessor, Ivo Vieira, construiu e acrescentou-lhe (de forma progressiva e calma) as suas ideias (que ainda tem muito para crescer no decorrer da época).

A equipa não joga hoje tanto na busca da profundidade, a partir de um bloco mais baixo, e tentando explorar velocidade de avançados, sobretudo em largura, com subida de laterais e extremos abertos.

Agora, é mais uma equipa de ataque organizado que quer construir tendo a bola para a cada passe (e passo) ir dando personalidade á equipa e poder de controlo de triangulações em qualquer espaço do terreno.

Mantem a agressividade no sentido da pressão na zona central e também a tal necessidade (embora agora mais principio ofensivo alternativo) de buscar a profundidade, com Bilel na direita.

Um jogo contra um “grande” como o Benfica pode convidar (ou obrigar, em muitos momentos de jogo) á busca dessa “via alternativa da profundidade” e o Moreirense não terá problemas em entrar nela com o mesmo conforto táctico porque isso, como é estratégia, nunca irá colocar o seu modelo de jogo.

Como o Benfica “descansou” muito elementos no jogo europeu, este não serão 90 minutos para se falar em “factura física” europeia como factor de influência decisiva.

Até onde o FC Porto mudará o onze-base contra o Santa Clara?

O Santa Clara continua a revelar através do trabalho de João Henriques, uma consistência de jogo assinalável. Não deslumbra mas convence. Isto é, tem competitividade táctica sem ser uma equipa que passe a ideia de andar sempre a corre atrás da bola. Ocupa antes bem em antecipação os espaços.

O trabalho de João Henriques já vem da época passada e com as dificuldades logísticas de o fazer (a nível de treinos e estuturas) nos Açores, ainda o torna mais notável.

A partir deste ponto, crescer é saber manter este nível sem temer mesmo quando pede um jogo. Quando isso acontece, no seguinte a equipa aparece como se nada se tivesse passado e volta a colocar em prática o seu plano de jogo, variando os sistemas muito bem conforme a estratégia de jogo. Vai ao Dragão e não acredito que se feche toda atrás.

Sabe que as hipóteses de pontuar depende mais da consistência defensiva, mas irá tentar sempre o contra-ataque organizado, num jogo em que já se pode colocar em questão a possível “factura física” da equipa portista (que se sentiu, inclusive, na pare final do jogo com o Young Boys pela Liga Europa).

porto-artigo

O mais natural é Sérgio Conceição fazer algumas alterações olhando a esse factor, mas não acredito que ela passe para além de mexer em uma posição por sector.

Este FC Porto está a criar novas rotinas no meio-campo e com a crescente combinação (pressão-recuperação-saída) da dupla Danilo-Uribe, ganhou forma de gerir estes jogos forma inteligente quando sabe não estar físico-tacticamente em pleno.

Será jogo, acredito, para Romário Baró jogar de inicio e assim, mesmo partindo aberto de uma faixa, surgir, também, na luta pela bola por zonas interiores e depois procurar desequilibrar com ela.

O seu crescimento tem sido evidente mas também necessita que a equipa o… faça crescer.

Isto é, ter todo o onze mais estável tacticamente para ele entrar melhor nele e não, como quase sempre até agora, entrar ele para o fazer por si (mesmo integrado no colectivo) fazer crescer. Ainda é muito futebolisticamente miúdo para isso.

O líder Famalicão em Alvalade!

Apetece ver o Famalicão de futebol solto e alegre em 4x3x3 a desafiar, como líder isolado á quinta jornada, o Sporting em Alvalade. Mais um jogo para ver a qualidade com bola de Fábio Martins (não entendo como o Braga dispensa este jogador) com capacidade para pensar em posse, temporizando ou arrancando bem da faixa para dentro para rematar ou passar. Tudo feito com serenidade e personalidade.

Acho difícil, Leonel Pontes repetir o 4x4x2 losango com que jogou contra o PSV.

Tendo em conta o pouco tempo de treino neste sistema e a exigência de princípios preferenciais que ele engloba, até não esteve mal na sua execução, mas falhou, no inicio, naquilo que era mais provável e perigoso neste sistema quando não se tem as tais rotinas sólidas criadas: a recuperação defensiva a cobrir os flancos.

Foi por esses lados que sofreu cedo os dois primeiros golos.

Apesar do debate dos sistemas (admitindo o regresso ao 4x3x3, com a expectativa de voltar a ver Battaglia no onze face ás fragilidades de Doumbia como um nº6 de qualidade) o fator que pode criar mais duvidas no nível a que pode jogar o Sporting (ou melhor, na sua capacidade de decidir em jogadas ofensivas pela execução superior individual) é a ausência de Bruno Fernandes (suspenso).

Tal obrigará a uma equipa a jogar mais em triangulações rápidas (noção colectiva criativa) com Bolasie a surgir como o elemento com maior poder de desequilíbrio individual se jogar a partir da faixa solto e souber “esconder-se” bem na origem das jogadas.

É dos tais jogos que vai depender muito do seu inicio (entendidos como primeiros 20/25 minutos) para perceber o que será no plano de abordagem mental.

Á partida, o Famalicão muito confiante e o Sporting a necessitar que esse inicio… lhe dê a confiança. A equipa que falhar o arranque do jogo, dificilmente o acabará por cima. Será?