O estranho mundo das “chicotadas” no futebol português

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Com apenas catorze jornadas jogadas (e alguns jogos da Taça da Liga e Taça de Portugal) a quantidade de “chicotas” que já se verificaram na Liga NOS ultrapassa o razoável numa política desportiva saudável.

O estranho mundo das “chicotadas” no futebol português

Naturalmente que qualquer direção tem a legitimidade de mudar de treinador mas o que sinto quando essa mudança sucede é que raramente resulta de qualquer processo devidamente maturado. É apenas um gesto reactivo em relação aos resultados.

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Quando despedem um treinador, os clubes imaginam que despedem o… problema. Quando contratam o novo treinador, os clubes imaginam que contratam a… solução.

Esquecem que logo a seguir existe novo jogo para se disputar e então o “ciclo dos problemas e soluções” volta a entre em andamento.

O que está em questão a maioria das vezes é o que levou á escolha daquele treinador não ter sido uma analise devidamente ponderada em função da forma dele jogar, mas apenas pela expectativa dos resultados que pode gerar (a curto prazo, claro).

Desta forma, sem estabilidade, tempo e conhecimento do fenómeno futebol por quem dirige, é impossível alguém treinador trabalhar com estabilidade e assim, esta quantidade de chicotadas apenas mostra como o nosso futebol tornou, a partir dos bancos, numa “fogueira de competências” para muitos técnicos competentes que (apenas) viram a bola bater na barra em vez de entrar.

Contar (e analisar) “chicotadas”

Raramente, após uma chicotada, fala-se de como as equipas jogam, porque esse aspecto já faria muitos diretores pensar sobre o jogo e o único que está em causa são resultados.

Começo a contar e mete impressão: Keizer (depois Leonel Pontes), Sandro (Meyong alguns jogos), Nuno Santos, Inácio (depois Luis Ferreira), Filó, Silas (no Belém), Vítor Campelos, Lito Vidigal e agora Sá Pinto, no Braga, num processo que custa a entender porque a questão que de jogar campeonato e Liga Europa (onde está a ser brilhante) iria sempre pagar uma factura física, independentemente das análises que se possam fazer á forma da equipa jogar (não era isso, porém, que estava em causa mas sim o lugar na classificação do campeonato longe do topo).

https://twitter.com/PsoccerCOM/status/1209314751056093187

São muitas “chicotadas” (meti também os interinos que, já sabemos, ficam sempre um-dois a ver se dá certo…) e, a maior parte delas, nada têm de psicológicas.

São até, como muitas vezes digo nestas situações, “antipsicológicas”. Ou seja: representam sobretudo o assumir de uma época mal preparada, isto é, decidida/estruturada em cima de dúvidas e nunca em certezas nas apostas que se fazem, porque se estas existissem, não seriam postas em causa tão rapidamente.

Vejo alguns casos e fico intrigado:

A de Sá Pinto, que já se anunciava, revela a ansiedade desmesurada em que o Braga, um clube com um crescimento notável nos últimos anos, vive de tal forma que se trai a si próprio nestas decisões (porque cria expectativas legitimas mas não proporcionais ás realidades competitivas em que está inserido).

As de Lito e Campelos, no Boavista e Moreirense, não fazem desportivamente sentido.

Que outros motivos vejo ou imagino? Sem ser ingénuo, não colocando em causa o valor de quem entra, tem a ver com o mercado de janeiro, com ter outros jogadores a jogar, com outro estilo de jogo e cativar outros poderes a nível de negócios de transferências.

Digo isto porque, olhando o nível de jogo e resultados das duas equipas, o que podem agora Daniel Ramos e Ricardo Soares fazer melhor do que Lito Vidigal e Vítor Campelos estavam a fazer no Boavista e Moreirense?

Nenhum deles é um milagreiro que as meta a jogar pela Europa. Potenciar vendas agora em Janeiro é a grande questão neste momento. Entendo a necessidade, não entendo a forma.

Tudo tem de ser conversão antes. por isso chamo-lhes “chicotadas diretivas-empresariais”.

Os que entraram: De José Gomes a Júlio Velasquez

Claro que, muitas vezes, as equipas podiam estar a jogar melhor. O caso do Aves que tinha uma equipa equilibrada a época passada e surgiu nesta com o onze todo novo (com qualidade menor) e sem ligação entre si é um exemplo claro.

O Marítimo todas as épocas revoluciona a equipa e não define um padrão do jogo. José Gome tem esses desafio mas a forma como já vive no banco a pressão do resultado é incrível e mostra a face de um clube com “pouca paciência” para novos falhanços.

O Paços tentou fazer uma equipa decalcada da época passada na Segunda Liga, apostou em Filós a estrar-se na elite e teve logo problemas (maus resultados) que o levaram a assustar.se e mudar logo de treinador. Não mudou nada.

O que terá de mudar é agora com novos jogadores (seis ou sete reforços a sério) para Pepa poder dar corpo á chicotada. em campo.

O Belenenses com o despedimento de Silas foi um exercício bipolar: de opção para pensar todo o futebol da SAD até despedido por querer jogar bem mas fora da realidade. É isto o futebol atual.

De todas as chicotadas, aquela em que sinto ter existido mesmo um efeito a nível de mudança/melhoria mesmo do modelo de jogo foi no V. Setúbal.

Sem colocar em causa o esforço e qualidade de no futuro Sandro vingar noutras paragens, a verdade é que a diferença na forma de jogar é agora enorme com Júlio Velasquez. O V. Setúbal trocou de modelo de jogo.

Os jogadores são os mesmos, mas agora saem a jogar desde trás procurando, com os três sectores mais próximos, uma transição apoiada.

A relação de triângulos pelos flancos (cada vez gosto mais de ver jogar Mansilla) e de pressão para recuperar e jogar logo a dois toques no meio (partindo do 4x3x3) tem depois a nº9 ou o poder físico de Ghilas ou o oportunismo de Guedes

Os jogadores sadinos até pareceram todos melhores que nos jogos anteriores. É a única chicotada em que vi algum sentido.

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