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O fantástico duelo Guardiola – Klopp

A vitória do Manchester City é o final épico de uma Liga em Inglaterra que teve pela frente o melhor Liverpool dos últimos 30 anos.

Foi mesmo do “outro mundo” o confronto entre Guardiola e Klopp, 98 pontos contra 97 pontos (95 golos contra 89 golos marcados) e o que é mais impressionante é como tal resulta de formas de jogar totalmente diferentes.

O City vence o titulo sem ceder um metro na ideologia-Guardiola de posse, controlo de bola, toque e mais toque, circulação, triangulações até dentro da área e depois quase parece que quer entrar com a bola pela baliza dentro.

Muitas vezes penso que faz poucos remates para tanto volume ofensivo e ataques organizados que faz, mas o estilo de Guardiola acaba por ter, muitas vezes, essa indefinição de remate em face da procura obsessiva pelo que chamo o “ultimo passe perfeito”.

Nem sempre é possível e é muito difícil sobretudo porque defronta quase sempre equipas muto fechadas que defende muito atrás em bloco-baixo.

O Liverpool tem um estilo diferente e agora terá a Final da Liga dos Campeões para a consagração máxima.

O fantástico duelo Guardiola - Klopp

Tem um estilo de jogo que busca mais a profundidade, isto é, tentar meter a bola rapidamente nas costas das defesas adversárias, usando mutas vezes a armadilha de recuar o bloco para chamar o adversário e depois fazer esse passe a “profundizar” o jogo, partindo de uma transição rápida (enquanto a do City é preferencialmente apoiada) e apostando por isso em avançado tecnicistas mas essencialmente rápidos.

Os do City, tem uma velocidade essencialmente de desmarcação e menor em busca da profundidade.

Neste duelo, Mané fez uma época fabulosa no Liverpool pela forma como sendo um ala no sistema se transforma num avançado a toda a largura do campo quando recebe a bola, conduz com visão táctica e técnica, para passe e remate.

Mas, apear de falar muito de táctica, esqueço muitas vezes um factor fundamental que parece estar á margem da equpa: o guarda-redes.

Neste Liverpool, Alisson foi decisivo no campeonato e, para destacar um jogo, na segunda mão da Liga dos Campeões onde teve uma influência (pelas defesas que fez, sobretudo logo a seguir ao 1-0 no melhor período do Barça) igual á que Messi tivera no jogo da primeira mão no Nou Camp.

Só que enquanto Messi e fez e deu golos, Allison salvou golos feitos com defesas espectaculares e evitou perigos maiores para a sua baliza pelo poder de antecipação e forma de ordenar a defesa.

Bernardo Silva: candidato á Bola de Ouro?

Os elogios de Guardiola a Bernardo Silva vão sendo cada vez mais constantes que quase se tornam “banais”. Claro que a intenção não é essa. Pelo contrário.

Guardiola quer realçar o poder de visão de jogo (com e sem bola) de Bernardo no jogo do City e até a forma lidera a organização do jogo atacante com calma e… velocidade, mesmo quando os espaços estão (ou parecem) todos fechados. E escrevi parecem porque, de repente, Bernardo finta, simula, tabela e eis o espaço aberto!

Kompany disso, brincando um pouco, que para ser o verdadeiro capitão-líder da equipa tem de ser menos “palhaço” no balneário no sentido das brincadeiras que faz. Quem conhece o futebol, e como funciona o interior de um balneário, pacto de egos desmedidos em clubes tão grandes e como se exerce a liderança, percebe o que quis dizer.

Bernardo Silva nunca irá mudar a personalidade, mas por vezes terá de mudar o comportamento e atitude em alguns momentos interiores.

silva city

Será um percurso natural de crescimento do jogador hoje jovem rebelde que vive o auge para o jogador-homem que continuando no auge já não se deslumbrará e sabe as dificuldades que um coletivo sente de forma mais experimentada.

Só o tempo dará isso de forma consistente com naturalidade.

Bernardo silva é hoje um génio com a bola nos pés e um dos melhores cérebros do futebol sem ela como olha para a equipa, vê o que ela precisa, coloca-se no melhor local (embora por vezes ache que joga demasiado sobre a faixa) e procura depois resolver as questões com inteligência, dando ordens ou tomando a iniciativa.

Por mim, sem patriotismos a influenciar, está entre os três melhores do mundo esta época que deveria figurar na corrida á Bola de Ouro ou troféu FIFA. Espero que a final-four da Liga das Nações confirme isso.

O Ajax campeão e De Jong

O Ajax caiu na Champions de forma dramática mas deu-me o melhor futebol (e, sobretudo, as melhores emoções) da época e isso, para mim, vale muito, mesmo muito! Faltou… meio-minuto para a Final e sobrou um Lucas Moura com o “diabo o corpo” a fazer três golos e fazer uma reviravolta impossível. Brutal!

Passaram uns dias e, lambendo essa feridas europeias”, o Ajax venceu, na recta final, o seu titulo de campeão holandês, que durante muito tempo parecia destinado para o PSV que quebrou nas ultimas jornadas.

Claro que escolher um jogador neste Ajax é impossível. Do miúdo central De Ligt de 19 anos ao experiente Tadic, avançado “falso 9” de 30, passando por Davis Neres e Schone, este Ajax cruza gerações e já não é só a velha fórmula da formação da escola de Amesterdão.

ajax players

Mesmo o treinador, Ten Hag, veio de fora do “universo Ajax” e soube incorporar muito bem a filosofia do clube incluindo ao mesmo tempo as suas ideias. Combinação perfeita.

Veremos agora o futuro de alguns destes craques promessa. Tenho especial curisiodade para ver Frankie de Jong, 22 anos, irá entrar no Barcelona que já o contratou. Ele é um nº8 que pensa como um nº6 pivot organizador desde trás mas que acaba mais na frente a elaborar o ataque.

Em Barcelona, terá de ter um jogo posicional mais definido em face do nível competitivo mais alto. Não duvido que tem capacidade para isso mas terá de ter um período de adaptação e crescimento (conhecimento da equipa).

Cada jogador vale muito pela forma como entende o novo habitat onde se insere.

Não pode mudar o seu estilo mas tem de procurar a melhor forma de o expressar.

A escola do Ajax tem essas várias “disciplinas de jogo” mas agora, na prática, veremos como todo este novo entorno multigeracional pode ter permitido a De Jong crescer mais depressa para entrar e… jogar no Barcelona da forma que sabe.

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