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O invencível Boavista acabou no Sado

Dez jornada jogadas e, por fim, caiu a ultima equipa ainda invencível na Liga NOS: o surpreendente Boavista de Lito Vidigal e seu fiel adjunto Professor Neca.

O invencível Boavista acabou no Sado

Caiu em Setúbal, frente a um Vitória treinado de forma interina, ou… não, por Meyong, que até agora apenas marcou três golos no campeonato mas que assim somou 12 pontos e ganhou num lance infeliz de autogolo de Marlos, lateral-esquerdo canhoto axadrezado que ao tentar aliviar um centro perigoso junto á a pequena área com o pé direito acertou mal na bola e rematou fuzilando a balizando.

invencível Boavista

Todo este inicio pode parecer um sucessão de fatos estranhos, quase paradoxos, mas são um forma de explicar o que tem sido o percurso destas duas equipas neste campeonato, onde, por baixo do mundo dos grandes e do topo da tabela, existem uma vasta legião de muitas equipas a merecer olhar mais atento (por diversas razões).

O Boavista é uma equipa que pode não cativar á primeira vista, mas tem sempre um alto índice de competitividade que nunca deixa o adversário descansado. pode, muitas vezes, contra adversários que sabe serem superiores (como o Braga na anterior jornada) não querer discutir o jogo no sentido de o dividir em termos de controlo, mas consegue sempre, na dimensão estratégica, discutir os resultados.

Obiora manda á frente de uma defesa sempre compacta com a dupla Neris-Ricardo Costa forte nos lances divididos e choque, tendo depois na frente setas ofensivas sempre perigosas que alternam o lugar no onze em face dessa ideia de Lito (que atrás também alterna entre a clássica defesa a “4” e os sistemas de três defesas-centrais).

Yusupha é mais ginga e movimento, enquanto Stojlikovic (que jogou em Setúbal) é mais poder de combate, enquanto Pedrinho, avançado que também pode jogar na ala, é um brasileiro criativo com muito futuro.

Quando tudo isto não funciona, ainda há sempre um ultimo fôlego da qualidade de Mateus, inteligente a conduzir a bola e definir no momento ofensivo certo.

Setúbal: Meyong cada vez mais treinador

O Vitória busca encontrar um homem-golo, mas nesta altura é ver esse elemento no recente reforço Ghillas, claramente fora de forma e com excesso de peso.

Assim, os jogadores mais perigosos entram desde trás, sobre a faixas, procurando depois o centro, como o argentino Mansilla e Heriberto, este com maior poder de rupturas que só necessitava de maior precisão a finalizar as jogadas, quer no passe, como no remate.

A meio-campo, Nuno Valente garante a rotatividade permanente, num onze que marca pouco mas continua sem sofrer golos em casa! Para isso, há que juntar ao sistema táctico, as grandes exibições (como contra o Boavista) do guarda-redes Makaridze, decisivo em muitos lances pata esse feito.

setubal golo

Conseguindo quatro pontos em dois jogos e vendo a forma confiante e motivada (para além da disciplina evidenciada) como a equipa joga, o mais provável é Meyong ir-se se fixando mesmo como treinador do Vitória em termos de aposta para a época.

O Famalicão mantem-se firme no topo, agora após empatar em Braga (2-2) jogando quase todo o jogo com dez jogadores. A tentar chegar mais á frente, o V. Guimarães sente muito no campeonato o desgaste físico de jogar as provas europeias como a Liga Europa.

Ivo Vieira tenta gerir o plantel mas sente-se que essas constantes alterações têm torado rotinas á equipa que precisa estabilizar essencialmente o meio-campo.

Como vejo Tondela e Gil Vicente

O Tondela é outra equipa-sensação a chegar-se ao topo da classificação. O mérito do seu treinador, Natxo Gonzalez foi o de ir percebendo o nosso campeonato, a correlação de forças e, mais importante, as necessidades da sua própria equipa, dando ao meio-campo um terceiro elemento que era fundamental para a equilibrar quando perde a bola. Eis a dimensão competitiva-chave das chamadas equipas pequenas”.

Nesse meio-campo, os grandes operários são João Pedro, Jaquité e, sobretudo, um espanhol internacional sub-21 que vai ganhando destaque no nosso campeonato: Pepelu, jogador emprestado pelo Levante e que joga muito bem na orientação da saída de bola em inicio de construção, sabendo passar bem e bater bolas paradas/livres laterais, como o que deu o golo da vitória frente ao Sporting, onde no cabeceamento emergiu outro belo projeto de jogador, neste caso de defesa-central, Bruno Wilson, personalizado com bola e forte pelo ar nas… duas áreas.

Quem também voltou a ganhar nesta jornada foi o Gil Vicente. A única vez tinha sido na primeira jornada contra o FC Porto.

Terá sido uma vitória que deslumbrou alguns jogadores (como Kraev e Lourency, médio- centro e extremo) que então jogaram muito bem mas nos jogos seguintes surgiram algo em “bicos de pés”, sem a mesma intensidade competitiva.

Vítor Oliveira mudou os extremos (Arthur reapareceu melhor e Baraye lutou muito) e a equipa ganhou outra agressividade e concentração para vencer o Marítimo. Gosto de ver João Afonso a mexer na bola a meio-campo.

Tem técnica e visão de jogo. Precisa de ser mais rápido.

No ataque, o nº9 Sandro Lima passou anos demais na Segunda Liga e isso nota-se porque é um bom jogador no plano da técnica mas está mas rotinado a ir ás jogadas sempre na procura do contacto físico típico da divisão secundaria, em vez de procurar a bola para a dominar nos espaços e encarar depois a baliza.

Veremos se a equipa consegue encontrar o seu ponto de equilíbrio. Tem valores para isso.

sandro lima

Nas próximas crónicas irei continuar a analisar outras equipas do campeonato fora do mundo dos clássicos grandes. Embora a competitividade esteja a descer em muitos jogos ainda há muitos pontos de interesse em cada onze a merecer destaque.

Mesmo que muitas vezes, mais do que as equipas, passe durante a maior parte do jogo, a seguir alguns… jogadores.

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