Apostas Online em Portugal – Aposta Ganha

O jogador discutido e o jogador a discutir

Pode-se naturalmente discutir a qualidade do jogador ou até a posição em que deve jogar em função da sua qualidades/características, mas o que acho impossível discutir é a sua influência decisiva dentro da equipa ao longo das ultimas épocas. Penso em Pizzi dentro da equipa do Benfica. Com Jesus, Rui vitória ou Lage.

O jogador discutido e o jogador a discutir

É pacifico afirmar que atravessou um período de menor fulgor exibicional, por razões naturais de desgaste físico (e até, eventualmente, mental) mas nada disso pode suscitar um debate em que se coloque em causa o que ele tem representado em diferentes posições ou missões dentro do sistema táctico encarnado (seja ele qual for).

benfica-pizzi

Seja no 4x3x3, colocado como um nº8 de saída de bola, condução e chegada á frente com rupturas de movimentos, passes e remates, quer jogado no 4x4x2 assimétrico a partir de uma faixa, para depois surgir por zonas interiores como um terceiro médio que agarra bola e jogo, dando-lhe maior intensidade de recuperação e agressividade em todos os momentos, Pizzi é um jogador chave na manobra da equipa.

A forma como Jesus o inventou para jogar a nº8, no centro do meio-campo, quando antes em toda a carreira fora essencialmente um ala, mostra como tantas vezes a verdadeira essência de um jogador está escondido dento dele e nem ele próprio a conhece bem.

Por isso, digo que ser bom treinador, é, essencialmente, mais do que saber de tácticas, é saber de jogadores.

Foi o caso de Jesus com Pizzi a nº8 e, depois, com Rui Vitória no momento em que procurando soluções para o seu novo estilo de jogo, o colocou no tal lugar de falso-ala que ele interpreta muito bem, porque relaciona de forma perfeita as zonas laterais com as zonas centrais, sem perder o controlo dos espaço certo a pisar.

Mas, como Lage vê Pizzi?

Cabe agora a Bruno Lage encontrar o melhor Pizzi para o seu estilo de jogo. Nesse sentido, não o vejo a manter-se na ala. Por uma razão muito simples: não tem a inflûencia decisiva que devia ter na equipa da forma táctica-polivalente como referi antes.

Onde o via antes? A nº8, com rotação de saída de bola, acelerando no timing e ritmo certo a transição defesa-ataque, chegando, depois, como um dos últimos “box-to-box” do nosso futebol com intensidade alta permanente, a zonas de desequilíbrio ofensivo.

Podem responder falando em Gabriel, o jogador preferido por Lage para essa posição, mas, jogando bem, não tem a rotação táctica de Pizzi que penso a equipa precisar.

Gabriel joga muto bem com bola, é elegante e tem uma notável capacidade de passe, mas não ganha metros com bola em posse.

É um jogador para curtos metros quadrados. Pressiona zonalmente e distribui sem quase nunca sair da sua “casa táctica”. Pizzi, pelo contrario, faz tudo isso e acrescenta também noção de pressão e saída da… pressão.

Sai desde trás e vai de uma área á outra (e volta). Naturalmente, vai baixando esses níveis de intensidade permanente com o passar dos anos, mas no atual Benfica continua a ser incontornável.

Neste momento, olhando esta suas características, e o que a equipa necessita, penso que o seu melhor lugar seria no corredor central (dependendo depois do sistema a sua melhor posição especificamente, mas sempre desde o espaço do nº8).

O modelo de Lage ganharia outra consistência táctica e física para agir e… reagir aos jogos, seja qual fosse o momento porque atravessaria em campo. Ver Pizzi descaído numa ala começa a ser um “erro de casting” táctico-posicional.

Bruno Fernandes acima da equipa

Entendo como um jogador muitas vezes se sente frustrado em campo em função do muito (e bem) que fez, mas que acaba por nada ter efeito no resultado porque o resto da equipa não o acompanhou.

Não entendo é que esse mesmo jogador, no final desse jogo com resultado negativo, desabafe publicamente contra a sua própria equipa por falta de atitude e personalidade.

Até admito que ele o faça no balneário (e ainda mais se for o capitão) mas em publico nunca porque isso é, pura e simplesmente, jogar contra a sua própria equipa (mesmo que esse resto do onze não tenha estado, em qualquer aspecto, ao seu nível durante o jogo.

Tudo isto sucedeu com Bruno Fernandes no final do jogo do Gil Vicente vs Sporting.

A mesma equipa, os jogadores tão criticados após esta exibição fantasmagórica, eram exatamente os mesmo que, poucos dias antes, todos elogiaram pela exibição fantástica contra o PSV (que golearam 4-0) para a Liga Europa.

As razões para a mudança foram essencialmente de ordem física. A equipa após um inicio razoável, não conseguiu reagir na segunda parre quando ficou cedo a perder.

Silas desatou a meter avançados (ou melhor, homens para a frente de ataque) mas em nenhum momento voltou a conseguir pegar no jogo. Mérito também, obviamente, para boa organização atrás da linha da bola do Gil de Vítor Oliveira, que soube depois aproveitar os contra-ataques para “matar” o jogo.

Falta de atitude ou de qualidade?

Do onze contra o PSV, apenas a mudança de Bolasie por Jesé. Embora veja hoje Bolasie um jogador mais útil e irreverente no jogo do que Jesé, totalmente desenquadrado da realidade leonina (a todos o níveis), as questões para a derrota e má exibição não foram tácticas.

A questão da atitude ou da personalidade evocada por Bruno Fernandes, para além do erro e o fazer publicamente, colocando-se acima, até do clube e sua política de comunicação (hoje descontrolada para permitir que um jogador, por mais estatuto e qualidade que tenha, possa falar livremente desta forma critica) não me parece também ser ponto de partida para analisar a equipa.

Não vejo estes jogadores com falta de atitude em campo. Vejo é com falta de qualidade para uma equipa grande do nível do Sporting. Muitos do que compõem o seu onze-base atualmente estão longe do exigido para lutar por títulos. É uma equipa de gama média-alta mas longe de um plantel forte de candidato ao título.

Bruno Fernandes vive, portanto, numa “realidade paralela á equipa. A todos os níveis. Na qualidade superior em que joga e na forma como fala do resto do onze que joga com ele.

Esta nunca será forma de resolver (nem atenuar) qualquer problema de fundo.

O Sporting necessita de liderança forte, política desportiva consistente, scouting bem feito e com timings certos de intervenção no mercado, e tempo para cimentar tudo isto de forma a crescer como clube e, depois, fazer crescer as equipas. Tudo o que falta neste momento como ideia sólida em todo o “mundo leonino).

Outros links Apostaganha onde podes obter mais informações:

Entra no nosso canal do telegram se queres Receber todos os Prognósticos, Destaques, Tutoriais, Promos e muito mais., assina o nosso CANAL . Se queres conversar connosco também no Telegram através de CHAT Clica aqui….Assiste a todos os nossos podcast e dicas de apostas no nosso canal de youtube. Se gostas de outras redes sociais segue-nos no Instagram e Twitter.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *